sexta-feira, 29 de maio de 2015

Texto"Liberdade após período da ditadura militar"

Após longos anos vivendo em uma ditadura onde ninguém expressava suas vontades, nos deparamos com a democracia, na qual temos direito e liberdade, as quis se manifestam até certo ponto. O nosso maior direito é pensar, mas a partir do momento que esse pensamento sai da nossa boca, a sociedade criará uma opinião sobre esse assunto, e dependendo da crítica da maioria, podemos nos sentir obrigados a não falar mais o que realmente pensamos. Da mesma forma que o controle da sociedade, também temos leis que limitam nossa forma de agir, tais leis se encontram, principalmente na constituição brasileira, mas não são limitadas somente a ela.
Todos podem pensar qualquer coisa, contanto que esses pensamentos não saia da nossa boca. A nossa forma de pensar e aquilo que fica dentro da gente, são as coisas menos limitadas pelos outros, uma vez que eles não ficam sabendo delas. Aquilo que acreditamos é sagrado, e somente nós temos os meios para mudá-lo completamente. Contudo, mesmo falando isso, as pessoas exercem influência sobre nós, uma vez que convivemos com elas. Uma sociedade nunca existirá se as pessoas não permitam que se influencie umas as outras.
Dessa forma somos livres e reféns da sociedade ao mesmo tempo. Mesmo quando nossos atos não são limitados por leis, muitas vezes não os praticamos, pois o que os outros considerarão sobre essa atitude será algo negativo. São tabus, que levaram gerações para serem criados, e agora levarão muitas outras mais para serem superados. Por exemplo, as emissoras brasileiras do canal aberto não exibem durante o horário nobre certas cenas, como o beijo gay. Isso acontece porque boa parte da população, mesmo que não considere isso errado, também não está pronta para ver isso. Parte disso se deve a nossa cultura, de colonização católica, que, principalmente nos séculos passados, se manifestava extremamente contra esses “atos pecaminosos”.
Além disso, existem outros meios da sociedade para que nós não nos diferenciarmos muito um dos outros. Isso é uma polêmica e um ato muito errado, e se manifesta de várias formas, entre elas o bullying. Principalmente entre as crianças, mas não exclusivamente entre elas, é comum que aquelas mais fracas, com um cabelo de cor diferente, ou até com um sotaque de outra região, sejam excluídas de um grupo. De certa forma isso também é uma forma de proteção, pois antigamente, quando ainda não tínhamos uma sociedade formada, não podíamos aceitar dentro do nosso grupo aqueles que aparentassem ser doentes, ou que de alguma forma pudessem prejudicar nossa sobrevivência. Porém na sociedade de hoje, algo desse tipo não é necessário, já que para sobrevivermos não é mais preciso que nos protejamos com tanta cautela do que é exterior.
Isso é, em parte, uma das causas da padronização que vemos ocorrer com cada vez mais frequência, principalmente entre as gerações mais jovens. Cada vez mais damos valor àquilo que os outros já têm, e usam constantemente. Aquilo que temos em comum com os outros pode se tornar um laço, então ter o que sabemos que as pessoas próximas de nós possuem costuma facilitar os meios de comunicação. Isso nos protege da exclusão ao nos tornarmos parecidos. Entretanto, muitas vezes nesse processo de prevenção contra os outros, perdemos pouco a pouco nossa identidade, nossas característica pessoais. Mesmo que nunca nos tornaremos realmente iguais, estamos cada vez mais nos tornando parecidos. Em alguns anos, serão poucas as pessoas que possuirão poder de escolha para começar a causar a diferença. De que forma essa necessidade de seguir os outros sem pensar duas vezes é uma real liberdade?
Como se não bastasse isso, usamos a moral para impor limites, aquilo que é certo perante a maioria é o verdadeiramente certo. Mesmo quando achamos que algo é extremamente correto, ás vezes não o falamos, pois o restante da sociedade não aparenta achar a mesma coisa. Quando deixamos de falar essa opinião, acreditamos estar nos protegendo do julgamento dos outros, mas mesmo mantendo a boca fechada, nem sempre estamos livres dessa sina. Talvez nesses momentos devêssemos usar nossa ética, aquilo que desenvolvemos no decorrer da vida, que junta os ensinamentos familiares, com a convivência com os amigos, e o modo como reagimos de acordo com as experiências da nossa vida. Somente nossa ética pode mudar o que a sociedade acha, se nos concentrarmos nessa tarefa demorada, modificando primeiramente aqueles que estão perto de nós, para depois tentar o mesmo com o todo, podemos quebrar nossas barreiras, os tabus, as discriminações e até mesmo a opinião pública.
Muitas vezes aquilo que está errado não é corrigido, pois há séculos se faz algo de determinada forma. Se aqueles que vieram antes de mim realizaram tal coisa de tal forma, e viveram para contar o que foi feito depois, por que seria algo errado justo quando eu vou fazê-lo? Todavia, os tempos mudam, e a opinião dos outros também, então o que uma vez era certo, pode virar errado, e vice-versa. Principalmente em comunidades pobres e mais isoladas, podemos ver atos que consideramos insanos serem realizados, como a mutilação em mulheres e crianças. Isso ocorreu com Waris Dirie, que fugiu de sua casa e conseguiu chegar a Londres, onde começou a trabalhar como modelo. Ela havia sofrido de circuncisão feminina quando pequena, e ao obter prestígio, sua história começou a chamar atenção, permitindo que ela expusesse a verdade sobre o que acontecera.
Acrescido a esses fatores, as pessoas realmente se importam com o que as outras falam. Nós já estamos tão acostumados a ser julgados pelos outros que começamos a favorecer esse julgamento, tentando modelá-lo conforme nossa própria vontade. Passamos boa parte de nossa vida criando status, para que dessa forma, os outros tenham uma opinião melhor sobre nós. Por exemplo, quando um arquiteto vai a uma obra, ele terá muito mais crédito se seu carro for um dos últimos modelos lançados no mercado do que se ele for para a construção com um veículo lançado dez anos antes. Normalmente ocorre a seguinte linha de pensamento: se ele possui um carro mais caro, ele realizou mais projetos para mais pessoas com dinheiro o suficiente para pagá-lo. Se uma pessoa rica o escolheu, é porque seu serviço é bom. A mesma coisa vai acontecer dependendo da roupa que usamos, da casa em que moramos e do jeito que nos portamos.
Na esperança de nos tornarmos livres, nos tornamos transparentes, temos diversos meios de comunicação, que deveriam ser usados para que nossos direitos fossem garantidos, mas tornou-se tão comum simplesmente se expor em uma rede que nós podemos ser facilmente rastreados, que qualquer um pode nos fazer sentir mal, ao opinar sobre nossos atos, por apenas fazermos o que queremos. Mesmo quando alguém tenta lutar contra essa realidade, essa pessoa é, muitas vezes, considerada louca, excluída da sociedade. A liberdade de escolher se quer ou não ter um perfil é muitas vezes tirada da pessoa, pois a mesma tem medo de ficar só.
Mas não somos limitados apenas pela opinião pública. Regras foram criadas para que o certo e o errado não fosse praticado, e quando ocorresse pudesse ser punido. Mesmo com tudo aquilo que fora explicado anteriormente, se uma pessoa quisesse, ela poderia fazer qualquer coisa, caso não houvesse lei. Com o objetivo de garantir que convivêssemos pacificamente, foram estabelecidas leis escritas. Parte delas dentro da constituição do nosso país. Sem uma lei, caso alguém matasse outra pessoa, ou levasse os bens de alguém embora, essa pessoa não seria formalmente punida.
Contudo, a constituição não serve para controlar apenas a população. Ela protege o cidadão comum do político, e pune o político caso haja corrupção comprovada. Sem uma constituição, nossos direitos não estão garantidos, portanto se alguém poderoso quiser, ele pode se livrar da gente sem que isso acarrete consequências.  Sem que caso se descubra o que ele fez alguém possa puni-lo.
Uma constituição não é só deveres, ela contém direitos também e o maior direito garantido pela constituição de 1988 é a liberdade de expressão. Não consigo imaginar uma pessoa sendo feliz em uma situação onde é proibida de falar. Antes da democracia, se um jornalista escrevesse o que pensasse, e tal opinião fosse contrária aos ideais da ditadura, o mesmo seria raptado, torturado e morto. Isso tudo apenas por falar aquilo em que acredita. Tal cenário parece coisa do passado, tão distante de nós quanto os tempos da Grécia Antiga, mas mesmo na atualidade, em certos países, isso é uma prática comum. Enquanto isso, nós podemos falar o que quisermos e não damos valor a isso. Por mais que nossa opinião seja ignorada pelos outros, por mais eu não seja relevante, por mais que seja ridícula, ela ainda é nossa, e nós ainda podemos expressá-la sem nos preocuparmos ao por o pé na rua no dia seguinte.

toda sociedade tem uma constituição que deve ser seguida, devemos concordar que todos temos direitos mas também deveres, um exemplo antes do Brasil tornar-se democrático um jornalista não poderia escrever o que pensasse dar ou dar sua opinião sem que o tivesse permissão, atualmente podemos livremente expressar o que nos incomoda, mesmo com tanta liberdade ainda a pessoas que não aceitam que sua opinião seja contrariada, mas afinal por que  isso ainda acontece?
A constituição serve não para acabar com a liberdade de alguém mas sim para o bem da sociedade para garantir que atos horrendos aconteçam, além de evitar que os poderosos abusem dos fracos.
Era muito comum na ditadura militar que aqueles que se opunham ao regime, e demonstrassem essa oposição, fossem sequestrados, torturados e mortos. Isso fazia com que o resto da população que também achava que suas condições de vida eram ruins não se manifestasse. Apesar de pensar de determinada maneira, eles não podiam se expressar. Esse foi um dos grandes motivos que motivou a criação da constituição de 1988.
Mais do que seguir um regime ou uma constituição , temos a nossa ética com eles somos capazes de saber o que pode e o que não pode ser feito, geralmente isto passa de pais para filhos, “tal pai, tal filho”
Hoje todos os anos temos tendências novas que muita gente costuma seguir, e quem não as segue sofre o famoso “bulling”, algo tão ridículo, mas que as pessoas tem mania de fazer com aquele que não pode ou não tem como os outros querem que o mesmo seja. Quando todos pensavamque as coisas poderiam mudar, meia dúzia de pessoas preconceituosas acham que todos devemos ser como robôs o que um faz o outro deve fazer sem questionar, então surge a seguinte pergunta onde esta a tão falada liberdade?
Na sociedade em que vivemos, podemos e devemos dar a nossa opinião, mas se não for conveniente para quem esta no comando acha que aquilo não deve ser feito eles não aceitam , então nos temos que nos calar enquanto eles fazem o que lhe convém.
Com o avanço tecnológico dos últimos anos, temos a chance de ter perfis virtuais, no qual muitas vezes achamos que temos tanta liberdade, que decidimos divulgar tudo o que acontece em  nosso dia nestes perfis.
A liberdade e a melhor coisa que o ser humano pode ter........................................................


Ana, Lelícia e Matheus da 25T

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