segunda-feira, 25 de maio de 2015

Texto "História do trabalho no Brasil"

História do trabalho no Brasil

No passado, o homem trabalhava para produzir o que consumia, seja em roupas, alimentos ou moradia. Ao constituir as primeiras sociedades, ou povos, o trabalho era recompensado por mercadorias (escambo), como uma espécie de troca. Até então, era possível obter um trabalho através de uma simples conversa, sem exigir qualquer tipo de documentação ou comprovação de experiência anterior.
Com a introdução da pirâmide social, aos menos favorecidos, foram atribuídos trabalhos sem remuneração, e em geral sequer recebiam em contrapartida, moradia e alimentação para a sua subsistência.
Predominavam os deveres do trabalhador, sem direito algum.
Com a chegada da industrialização, a partir do século XVIII e XIX, foi criado o trabalho formal, onde eram definidas as tarefas e a remuneração devida.
No século XX, foi instituído o contrato de trabalho, contendo regras que regem os direitos e deveres entre patrões e empregados.
Criou-se então, as primeiras classes trabalhadoras, com a classificação em cargos, funções, atribuições e salários. No Brasil, mais especificamente no Governo de Getúlio Vargas, foi instituída a maior legislação trabalhista do País, a CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas, representada pela popular carteira de trabalho, onde o trabalhador brasileiro passou a ser reconhecido pelos seus direitos, além de receber benefícios como férias, décimo-terceiro salário, FGTS, aposentadoria, entre outros.
Foi uma solução para garantir um sustento mínimo para as necessidades do trabalhador e de sua família, frente ao capitalismo selvagem voltado a vida de consumo crescente. A partir de 1980, diante de um mercado competitivo, as empresas passaram a atuar com foco dirigido tão somente ao negócio.
Todas as outras atividades, consideradas de apoio, foram transferidas paulatinamente para empresas externas, processo esse denominado de terceirização.
Isso resultou em um deslocamento da mão-de-obra das empresas para as chamadas consultorias externas ou empresas prestadora de serviços.
Diante de um mercado recessivo, com muito mais demissões que contratações, surgiu o trabalho informal, através de serviços sem documentação ou qualquer tipo de registro.
Embora sem direitos ou garantias do amanhã, para muitos foi a única saída.
Devido ao aumento da classe trabalhadora sem registro em carteira, muitos com os chamados de "contratos de gaveta", e até com vínculo informal, foi constituído um novo setor na absorção da mão-de-obra, o das cooperativas de trabalho. É uma forma de contratação oficial, através da própria carteira de trabalho, onde o trabalhador contratado por uma determinada cooperativa, fica lotado na empresa contratante dos serviços desta.
Todo tipo de vínculo, sejam documental, direitos, deveres ou benefícios é entre o trabalhador e a cooperativa.
Com o surgimento do computador, e o crescente uso da tecnologia no trabalho, ela (a tecnologia) tem auxiliado e até substituído o homem em muitas de suas tarefas. Assim, o trabalho no mundo moderno exige cada dia mais uma qualificação do trabalhador. Aqueles que não conseguem a qualificação exigida estão à mercê do desemprego. Trata-se de uma realidade cruel.
Reparem que, até hoje, continuam existindo os vínculos trabalhistas do passado. Nos dias atuais, principalmente devido a globalização (pelo menos muitos atribuem a isso), não basta ter uma carteira de trabalho, um estudo, boa formação acadêmica, ou mesmo uma grande bagagem profissional.
Para disputar as oportunidades do mercado de trabalho - seletivas e extremamente competitivas - que são poucas diante do crescente número de candidatos, é necessário “muita sorte”, e um “marketing pessoal e profissional” bastante agressivo.
Isso se aplica a todas as etapas de um processo seletivo, desde a elaboração do currículo, nas entrevistas, avaliações técnicas e psicológicas e nas dinâmicas de grupo.



Alunos: Eduardo Tirloni, Felipe, Mauricio e William Padillia.

Turma: 34MP

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