segunda-feira, 25 de maio de 2015

Texto "História do trabalho"

Nome: Bárbara Ribeiro, Joel Sperafico, kamila Cys Laísa Coletti, Marina V. Filippon
Turma: 32MP

História do trabalho

              O trabalho é parte das necessidades do ser humano para sustento, quanto para agregar valor aos indivíduos. Ao longo da história o trabalho foi dividido através de modos de produção, onde se incluem o regime de trabalho primitivo, escravo, feudal, capitalista e comunista. As transformações do trabalho são passadas de geração e geração através da cultura, onde a natureza é transformada com o trabalho.

Trabalho na Grécia Antiga
              A forma mais comum de trabalho na Grécia era a escravidão, sendo que a maioria dos escravos eram prisioneiros de guerra. Em Esparta, por exemplo, os soldados podiam matar os escravos como forma de treinamento. A mão de obra escrava era a base da economia da Grécia Antiga, sendo que os trabalhos manuais eram rejeitados pelos cidadãos gregos.
              O grande filósofo Platão, demonstrou essa visão: “É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho”, por isso as atividades intelectuais, políticas e artísticas eram valorizadas pelos cidadãos gregos, e os trabalhos pesados eram executados pelos escravos.

Regime do trabalho primitivo
              Surgiram com o avanço das primeiras ferramentas que eram confeccionadas com pedras, espinhos, pedaços de lascas de árvore. Nesta fase, o homem procurava saciar suas necessidades, tais como alimentar-se, abrigar-se e combater os inimigos. Não há desigualdade do trabalho, pois cada ser produzia o necessário para seu sustento, não existia competitividade. A partir do momento em que o homem começa a plantar e estocar alimentos, surgem novas formas sociais de interação e começa a aparecer a hierarquia.

O trabalho no Brasil
              Com o surgimento das relações de hierarquia, onde os que detinham o poder ficaram sendo os senhores dos escravos e este exercia os trabalhos diversificados.

Trabalho Indígena
              Durante o século XV, no momento da expansão marítima europeia, chegaram no Brasil os portugueses, trazendo a ideia de que eram superiores aos indígenas, podendo assim, lhes ensinar a cultura e religião europeia e aplicando suas concepções trabalhistas. Tentaram escravizar os índios e utiliza-los na extração do pau-brasil e na construção de feitorias pelo litoral.
              Porém, todas essas tentativas foram falhas, pois os indígenas se escondiam na mata. Por esse motivo, os colonizadores acabaram por comprar escravos africanos para o trabalho braçal.

Escravidão Africana
              Quando se fala de escravidão, trata-se de comprar e vender pessoas. Por mais de 300 anos a sociedade brasileira conviveu com uma prática de trabalho condenável. Em meados do século XVI ao XIX, o território brasileiro mesmo com mão de obra farta, era alimentado pelo comércio de pessoas da costa africana.
              O trabalho escravo espalhou-se por vários setores de produção. Vale ressaltar que o Nordeste foi o destino principal dos escravizados africanos. Lá o cultivo de cana-de-açúcar somado a atividade dos engenhos, foi o que mais utilizou o trabalho forçado.
Os negros eram considerados por uma educadora alemã “mais senhores do que escravos”, pois tinham agilidade e capacidade para exercer suas funções. O regime de escravidão caracterizava-se pela ausência de direitos: escravo não era remunerado, jornada de trabalho sem limites, não havia descanso e nem liberdade de escolher: onde e para quem trabalhar.

Lei de Eusébio de Queirós de 1850
·                     Foi uma modificação ocorrida em 1850 na legislação escravista brasileira.
·                    Essa lei proibia o tráfico de escravos para o Brasil.
·                    Foi decretada em 4 de setembro. A lei Eusébio de Queirós não surtiu efeitos imediatos.
·                    Primeiramente, o tráfico ilegal ganhou validade e por um segundo momento o tráfico de escravos aumentou.
Na década de 70, a fiscalização aumentou, e dessa forma faltou mão de obra escrava no Brasil. A partir disso, os agricultores começaram a buscar trabalhadores assalariados.

Política de imigração do café:
              Em 1888 com a abolição da escravatura no Brasil, o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes europeus em nosso território, o país que mais forneceu os imigrantes foi a Itália. Os imigrantes vinham com a ideia que o novo mundo poderia oferecer uma vida melhor. Quando chegavam no Brasil eram rapidamente contratados para trabalhar nas lavouras de café (cerca de 2/3 de todos os imigrantes) que era o principal produto da agricultura brasileira.

Mineração: No século XVII, os bandeirantes paulistas descobriram minas de ouro no interior do Brasil e quem fazia principalmente o trabalho de extração do ouro eram os negros escravizados trazidos da África. O trabalho escravo realizado na mineração apresentava péssimas condições. Muitos escravos não suportavam mais do que cinco anos nessa atividade; e rotineiramente aconteciam mortes. Além das péssimas condições de trabalho, os negros escravizados enfrentavam carências de alimentação e sucumbiam à proliferação de várias doenças, ocasionando um grande número de óbitos.

Seringais: Encravados nas matas, com jornadas de trabalho semelhantes a de escravos, tinham comida, roupa, transporte e remédio controlados pelos patrões, morriam a maioria das vezes devido ao grande esforço realizado ou a doenças, os pouco seringueiros que saíram vivos foram lançados a sorte, e tiveram que ir em busca de uma vida nova. Os seringueiros existem até hoje, e não ganham muito mais que meio salário mínimo por mês trabalhado.
Getúlio Vargas: A quebra da bolsa de valores de Nova York, em 1929, provocou mudanças na organização econômica do Brasil. O governo de Getúlio Vargas, a partir de 1930, devido à falência da agricultura cafeeira, criou estruturas para a instalação de novas indústrias no país. Além das empresas do setor privado, investiu em empresas estatais, como: a Companhia Vale do Rio Doce, Fábrica Nacional de Motores, Hidrelétrica do Vale do São Francisco e a Companhia Siderúrgica Nacional.
              Além disso o governo de Getúlio criou a CLT (Consolidação das leis trabalhistas) para dar ao trabalhador seus devidos direitos, entre os direitos garantidos, estão o salário mínimo, a carteira de trabalho, a jornada de trabalho de oito horas, as férias remuneradas, a previdência social e o descanso semanal. A CLT regulamentou ainda o trabalho da mulher e do menor de idade e estabeleceu a obrigatoriedade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Atualidade
              O Brasil sofre com um mercado muito avançado na tecnologia do trabalho e por outro lado com a falta de qualificação dos trabalhadores. O trabalho no Brasil gira em torno da geração e acúmulo de capital, onde o consumo é apreciado.
              Embora, as leis trabalhistas sejam muito bem elaboradas, ainda sofre-se com a desigualdade e a escravidão. Há muita divisão de classes sociais, mesmo com o auxilio e interferência do Estado na economia, há famílias brasileiras vivendo na extrema pobreza, enquanto outras esbanjam riqueza, propriedades e ações. Obviamente, nesse meio aquele que se qualifica e se esforça alcança resultados.


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