Nome: Bárbara Ribeiro,
Joel Sperafico, kamila Cys Laísa Coletti, Marina V. Filippon
Turma: 32MP
História do trabalho
O trabalho é parte das
necessidades do ser humano para sustento, quanto para agregar valor aos
indivíduos. Ao longo da história o trabalho foi dividido através de modos de
produção, onde se incluem o regime de trabalho primitivo, escravo, feudal,
capitalista e comunista. As transformações do trabalho são passadas de geração
e geração através da cultura, onde a natureza é transformada com o trabalho.
Trabalho
na Grécia Antiga
A forma mais comum de trabalho na
Grécia era a escravidão, sendo que a maioria dos escravos eram prisioneiros de
guerra. Em Esparta, por exemplo, os soldados podiam matar os escravos como
forma de treinamento. A mão de obra escrava era a base da economia da Grécia
Antiga, sendo que os trabalhos manuais eram rejeitados pelos cidadãos gregos.
O grande filósofo Platão,
demonstrou essa visão: “É próprio de um homem bem-nascido desprezar o
trabalho”, por isso as atividades intelectuais, políticas e artísticas eram
valorizadas pelos cidadãos gregos, e os trabalhos pesados eram executados pelos
escravos.
Regime
do trabalho primitivo
Surgiram com o avanço das
primeiras ferramentas que eram confeccionadas com pedras, espinhos, pedaços de
lascas de árvore. Nesta fase, o homem procurava saciar suas necessidades, tais
como alimentar-se, abrigar-se e combater os inimigos. Não há desigualdade do
trabalho, pois cada ser produzia o necessário para seu sustento, não existia
competitividade. A partir do momento em que o homem começa a plantar e estocar
alimentos, surgem novas formas sociais de interação e começa a aparecer a
hierarquia.
O
trabalho no Brasil
Com o surgimento das relações de
hierarquia, onde os que detinham o poder ficaram sendo os senhores dos escravos
e este exercia os trabalhos diversificados.
Trabalho
Indígena
Durante o século XV, no momento da
expansão marítima europeia, chegaram no Brasil os portugueses, trazendo a ideia
de que eram superiores aos indígenas, podendo assim, lhes ensinar a cultura e
religião europeia e aplicando suas concepções trabalhistas. Tentaram escravizar
os índios e utiliza-los na extração do pau-brasil e na construção de feitorias
pelo litoral.
Porém, todas essas tentativas
foram falhas, pois os indígenas se escondiam na mata. Por esse motivo, os
colonizadores acabaram por comprar escravos africanos para o trabalho braçal.
Escravidão
Africana
Quando se fala de escravidão,
trata-se de comprar e vender pessoas. Por mais de 300 anos a sociedade
brasileira conviveu com uma prática de trabalho condenável. Em meados do século
XVI ao XIX, o território brasileiro mesmo com mão de obra farta, era alimentado
pelo comércio de pessoas da costa africana.
O trabalho escravo espalhou-se por
vários setores de produção. Vale ressaltar que o Nordeste foi o destino principal
dos escravizados africanos. Lá o cultivo de cana-de-açúcar somado a atividade
dos engenhos, foi o que mais utilizou o trabalho forçado.
Os
negros eram considerados por uma educadora alemã “mais senhores do que escravos”,
pois tinham agilidade e capacidade para exercer suas funções. O regime de
escravidão caracterizava-se pela ausência de direitos: escravo não era
remunerado, jornada de trabalho sem limites, não havia descanso e nem liberdade
de escolher: onde e para quem trabalhar.
Lei
de Eusébio de Queirós de 1850
·
Foi uma modificação ocorrida em 1850 na
legislação escravista brasileira.
·
Essa lei proibia o tráfico de escravos para o
Brasil.
·
Foi decretada em 4 de setembro. A lei Eusébio
de Queirós não surtiu efeitos imediatos.
·
Primeiramente, o tráfico ilegal ganhou
validade e por um segundo momento o tráfico de escravos aumentou.
Na década de 70, a
fiscalização aumentou, e dessa forma faltou mão de obra escrava no Brasil. A
partir disso, os agricultores começaram a buscar trabalhadores assalariados.
Política
de imigração do café:
Em 1888 com a abolição da
escravatura no Brasil, o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes
europeus em nosso território, o país que mais forneceu os imigrantes foi a
Itália. Os imigrantes vinham com a ideia que o novo mundo poderia oferecer uma
vida melhor. Quando chegavam no Brasil eram rapidamente contratados para
trabalhar nas lavouras de café (cerca de 2/3 de todos os imigrantes) que era o
principal produto da agricultura brasileira.
Mineração: No século XVII, os bandeirantes paulistas
descobriram minas de ouro no interior do Brasil e quem fazia
principalmente o trabalho de extração do ouro eram os negros escravizados trazidos da África. O
trabalho escravo realizado na mineração apresentava péssimas condições. Muitos
escravos não suportavam mais do que cinco anos nessa atividade; e
rotineiramente aconteciam mortes. Além das péssimas condições de trabalho, os
negros escravizados enfrentavam carências de alimentação e sucumbiam à
proliferação de várias doenças, ocasionando um grande número de óbitos.
Seringais: Encravados nas matas, com jornadas de trabalho semelhantes a
de escravos, tinham comida, roupa, transporte e remédio controlados pelos
patrões, morriam a maioria das vezes devido ao grande esforço realizado ou a
doenças,
os pouco seringueiros que saíram vivos foram lançados a sorte, e tiveram que ir
em busca de uma vida nova. Os seringueiros existem até hoje, e não ganham muito
mais que meio salário mínimo por mês trabalhado.
Getúlio Vargas: A quebra da bolsa de
valores de Nova York, em 1929, provocou mudanças na organização econômica do
Brasil. O governo de
Getúlio Vargas, a partir de 1930, devido à falência da agricultura cafeeira,
criou estruturas para a instalação de novas indústrias no país. Além das
empresas do setor privado, investiu em empresas estatais, como: a Companhia
Vale do Rio Doce, Fábrica Nacional de Motores, Hidrelétrica do Vale do São
Francisco e a Companhia Siderúrgica Nacional.
Além disso o governo de Getúlio criou a CLT
(Consolidação das leis trabalhistas) para dar ao trabalhador seus devidos
direitos,
entre os direitos garantidos, estão o salário mínimo, a carteira de trabalho, a
jornada de trabalho de oito horas, as férias remuneradas, a previdência social
e o descanso semanal. A CLT regulamentou ainda o trabalho da mulher e do menor
de idade e estabeleceu a obrigatoriedade do Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS).
Atualidade
O Brasil sofre com um mercado muito avançado na
tecnologia do trabalho e por outro lado com a falta de qualificação dos
trabalhadores. O trabalho no Brasil gira em torno da geração e acúmulo de
capital, onde o consumo é apreciado.
Embora, as leis trabalhistas sejam muito bem
elaboradas, ainda sofre-se com a desigualdade e a escravidão. Há muita divisão
de classes sociais, mesmo com o auxilio e interferência do Estado na economia,
há famílias brasileiras vivendo na extrema pobreza, enquanto outras esbanjam
riqueza, propriedades e ações. Obviamente, nesse meio aquele que se qualifica e
se esforça alcança resultados.
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