O
Brasil Trabalhador
Na
questão do trabalho no Brasil, não podemos esquecer a ligação aos portugueses
que chegaram por aqui no século XVI. Vamos lembrar que a descoberta do Brasil
ocorreu por causa da expansão europeia e pelo desenvolvimento mercantilista. A
produção agrícola para a exportação e a presença da escravidão no Brasil também
estão vinculados à vinda dos europeus.
No
final do século XIX, com a abolição da escravidão, encerrou-se um período de
predomínio do trabalho escravo. Só convivemos com a liberdade formal de
trabalho há pouco mais de cem anos. Esse passado de escravidão continua
pesando.
A
partir do século XX, os trabalhadores passaram a reivindicar melhores condições
de trabalho, diminuição da carga horária semanal, melhorias salariais e, ainda,
normatização do trabalho de mulheres e crianças, que eram empregadas em grande
número e ainda mais exploradas do que os homens.
Entre
1929 até o final da Segunda Guerra Mundial, buscou-se uma ampliação do processo
de industrialização no país, o que significou um aumento substancial do número
de trabalhadores urbanos. Mesmo o Brasil da época sendo um país em que a
maioria da população vivia em zona rural. Mantinha-se uma estrutura social,
política e econômica vinculada a terra.
Com
o desenvolvimento industrial crescente, as preocupações com o trabalhador
urbano, que determinaram a necessidade de uma regulamentação das atividades
trabalhistas no Brasil. Isso aconteceu pela primeira vez em 1930, com a
ascensão de Getúlio Vargas no poder.
O
processo de urbanização criou uma situação completamente nova no Brasil, a tal
ponto, que nem a agropecuária e nem a indústria são hoje os setores que mais
empregam. O perfil de trabalho no Brasil mudou, e com isso, as oportunidades de
trabalho também.
Lucas
Pavan
Otávio
S. Fiel
Roberto
Coser
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