quarta-feira, 20 de maio de 2015

Texto "DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO NO BRASIL"

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO NO BRASIL

No passado, o homem trabalhava para produzir o que consumia, seja em roupas, alimentos ou moradia. Ao surgir os primeiros povos, o trabalho era recompensado por mercadorias (escambo), como uma espécie de troca. Com a introdução da pirâmide social, aos menos favorecidos foram atribuídos trabalhos sem remuneração, e em contrapartida, moradia e alimentação para seu sustento.
Com a chegada da industrialização, a partir do século XVIII e XIX, foi criado o trabalho formal, onde eram definidas as tarefas e a remuneração devida. No século XX, foi instituído o contrato de trabalho, contendo regras que regem os direitos e deveres entre patrões e empregados. No Brasil, mais especificamente no Governo de Getúlio Vargas, foi instituída a maior legislação trabalhista do País, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), representada pela popular carteira de trabalho, onde o trabalhador brasileiro passou a ser reconhecido pelos seus direitos, além de receber benefícios como férias, décimo terceiro salário, FGTS, aposentadoria, entre outros. Foi uma solução para garantir um sustento mínimo para as necessidades do trabalhador e de sua família, frente ao capitalismo selvagem, voltado a vida de consumo crescente.
Com o surgimento do computador e o crescimento da tecnologia utilizada no mercado de trabalho o homem tem sido substituído por ela em muitas de suas tarefas. Assim, o trabalho no mundo moderno exige cada dia mais uma qualificação do trabalhador. Aqueles que não conseguem a qualificação exigida estão a favor do desemprego. Trata-se de uma realidade cruel, porém ainda assim é uma realidade.
As relações de “trabalho” no país em que vivemos se iniciou com a escravização indígena no início do século XVI, época em que os portugueses chegaram ao Brasil. O objetivo desses portugueses era a obtenção de lucros para a sua coroa.
O auge da escravização indígena em terras brasileiras foi no início da colonização (1540 – 1580). A primeira relação de trabalho entre portugueses e indígenas se deu através do escambo, onde os portugueses ofereciam objetos (espelhos, facas, cordas, entre outros.), para os índios em troca de seu trabalho no corte e no transporte do pau-brasil.
Com a chegada dos engenhos de açúcar ao nordeste do país, os colonos necessitavam de grande quantidade de mão de obra e muitos destes senhores de engenhos recorreram à escravidão indígena. Para conseguir esses índios para o trabalho eles organizavam expedições nas quais invadiam as tribos de forma violenta, portando armas de fogo e levavam embora os indígenas mais fortes para trabalhar e seus engenhos como escravos.
Os índios foram usados em pequenas lavouras e também na exploração das drogas do sertão que eram especiarias extraídas do sertão brasileiro, tais como: Cacau, baunilha, canela, castanha-do-pará, cravo, guaraná, pau-cravo e urucum. O uso dos nativos como escravos teve forte oposição dos jesuítas, estes que entraram em conflito com os colonos.
Em 1682 foi criada a Companhia Geral do Comércio do Estado de Maranhão, e a partir dai a mão de obra indígena deixou de ser utilizada, sendo substituída por escravos africanos.
Esses escravos vinham da Costa Africana e era uma opção viável para Portugal por dois motivos: o domínio que eles já possuíam sobre regiões da África e as possibilidades de lucros visadas para a coroa portuguesa com a venda desses escravos. E, além disso, havia o apoio da Igreja Católica que associava os africanos à prática do islamismo. Entre os séculos XV e XIX o número de escravos vindos da Costa Africana passava da marca dos 11 milhões. Trazidos para a colônia, esses escravos eram frequentemente separados de suas famílias e amigos, para que assim evitassem qualquer tentativa de fuga.
A rotina de trabalho dos escravos era dura e poderia alcançar até dezoito horas diárias. As condições de vida eram precárias, a alimentação extremamente limitada e eles não contavam com nenhum tipo de assistência ou garantia. E, além disso, tudo, os escravos que se rebelassem contra essa rotina eram mortos ou torturados.
Dando sequência a ordem de trabalho ocorrida veio os imigrantes, que teve início em 1530 com a chegada dos portugueses na América, esses que vieram com o objetivos de dar início ao plantio de cana-de-açúcar. No inicio do século XIX, imigrantes de outros países, especialmente europeus, vieram para o Brasil em busca de melhores oportunidades de trabalho. Compravam terras e começam a plantar para sobreviver e também vender em pequenas quantidades. Artesãos, sapateiros, alfaiates vinham para a terra natal onde abriam pequenos negócios pela região.
No começo da década de 1820, muitos imigrantes suíços se estabeleceram na cidade de Nova Friburgo, hoje o estado do Rio de Janeiro. Neste mesmo período os alemães começaram a chegar à Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Estes imigrantes passaram a trabalhar em atividades ligadas à agricultura e pecuária.
Nesta mesma época italianos, que vieram em grande quantidade para o Brasil, foram para a cidade de São Paulo trabalhar no comércio ou na indústria. Outro caminho tomado por eles foi o interior do estado de São Paulo, para trabalharem na lavoura de café que estava começando a ganhar espaço em meados do século XIX. Já os japoneses começaram a chegar ao Brasil em 1908. Grande parte destes imigrantes foi trabalhar na lavoura de café do interior paulista, assim como os italianos.
Outros trabalhadores que tiveram a mão de obra bastante utilizada foram os seringueiros na extração do látex nos seringais. Os seringueiros adotavam técnicas de extração indígenas para retirar uma seiva transformada em uma goma utilizada na fabricação de borracha. Não constituindo em uma modalidade de trabalho livre, esses seringueiros estavam submetidos ao poder de um chefe, que contratava os serviços dos seringueiros em troca de dinheiro ou produtos de subsistência. A exploração da borracha possibilitou um rápido desenvolvimento econômico da região amazônica, representado principalmente pelo desenvolvimento da cidade de Belém.
O trabalho foi regularizado na Era Vargas que foi marcada pela ditadura e pela organização dos direitos trabalhistas, muitos deles em vigor até hoje. Ainda que a maior parte da mão de obra se encontrasse no campo, os sindicatos e os trabalhadores da cidade já buscavam seus direitos com diferentes manifestações e greves. Em 1943 ele editou as leis trabalhistas, que até hoje são consideradas um dos maiores avanços dos direitos sociais trabalhistas do nosso país.
Os principais avanços com a Consolidação das Leis Trabalhistas determinaram a criação do salário mínimo e da carteira de trabalho, jornada diária de trabalho de 8 horas, direitos a férias anuais remuneradas, descanso semanal e direito à previdência social e regulamentação do trabalho de menores de idade e de mulheres, licença maternidade, determinação de salários iguais para trabalhadores iguais e a implantação da carteira profissional. Depois vieram o décimo terceiro salário e o salário família, a obrigatoriedade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Programa de Integração (PIS). A constituição de 1988 criou uma lei que garante quatro meses de licença – maternidade, cinco dias de licença – paternidade, jornada de trabalho semanal de 44 horas e hora extra de no mínimo 50 %.
Cinquenta anos depois da morte de Getúlio, menos da metade dos trabalhadores brasileiros têm carteira assinada. A maioria está empregada no mercado informal, ou seja, sem os benefícios previstos por lei.
Mas mesmo com muitas pessoas trabalhando sem carteira assinada, o número de trabalhadores só cresce principalmente mais jovem. Com o passar do tempo os benefícios vão sendo melhorados, por exemplo, o salário mínimo na época de Getúlio Vargas era de R$ 538,00 hoje em dia está em uma média de R$ 788,00, ainda está muito desvalorizado como também algumas funções são desmerecidas por algumas pessoas, mas trabalhar é um direito de todos e exercer o que nós gostamos da mais vontade de seguir em frente e tentar, principalmente com tantos benefícios para os trabalhadores.
Integrantes:
Ana Paula Bagnara
Caroline Carminatti
Douglas P. Dors
31 MP




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