O
Trabalho Que Atravessa A História
André
B. dos Santos, Maria Borges e Sarah M. Campana-33MP
Filosoficamente:
Trabalho
é qualquer atividade feita pelo homem, muito popularizado pelo emprego
remunerado, mas que também pode ser não remunerado ou obrigatório e tem função
vital na construção da vida de um homem, tanto em termos financeiros como em
termos éticos e criativos, quanto mais uma pessoa pratica, mais aperfeiçoado
sai seu trabalho, inclusive para a grande maioria dos empregos somos dependentes
de outras pessoas, trabalhando assim o quesito de solidariedade. Com a
introdução do capitalismo na vida das pessoas, o trabalho passou a ser visto de
uma forma negativa, como uma obrigação para acumular capital, contrariando os
ideais do filósofo Karl Marx, que preferia pensar no trabalho como atividade
para o bem comum e o poderia ser liberdade torna-se alienação.
Pré-historicamente o trabalho surge com a necessidade de
sobrevivência, dividindo funções femininas (cozinhar e cuidar da prole) e
masculinas (caçar e garantir sustento). Lugares onde sobreviver dependia de
caça e colega existiam nômades e com a agricultura surgem as habitações fixas e
a criação de animais, como a produção às vezes era maior que a necessidade de
consumo, surgem os escambos, as trocas de mercadorias entre pessoas.
Com o desenvolvimento do intelecto, o trabalho braçal foi
tornando-se considera-velmente desprezível e para as pessoas de classes mais
baixas, tornando a luta de classes mais acirrada. Com a religião, o trabalho
começou a ser visto também como forma de punição por pecados e coisas do gênero
e como fortalecimento do espírito, fazendo de cada um uma pessoa melhor.
A volta da valorização do trabalho, característica da
Idade Média, como meio de acumular bens materiais em países com a religiosidade
protestantista, fez com que o sucesso e o dinheiro ganhassem espaço na história
e a ganância fez com que a produção industrial crescesse construindo grandes
indústrias e gerando empregos para pessoas que tornavam-se alienadas e esses
que garantiam a sua sustentação acabavam sendo a única maneira de sobreviver. É
claro que a revolução industrial possibilitou um universo de novas coisas, mas
em toda grande revolução existe uma história de sofrimento.
Com
a produção em massa e em linha, originou-se o trabalho alienado, onde a pessoa
apenas fazia a sua parte na produção, como colocar alguma peça na esteira, por
exemplo, fazendo com que ela não soubesse a real função disso ou o produto
final sendo os alienados trabalhadores desprazerosos e cansados, por não
exercem uma atividade por amor, filosoficamente não se realizando em seu
trabalho. Ainda sobre alienação, na questão de consumo, se não há pedido não há
produção e consumo tem uma significativa relação com status, considerando além da
necessidade real de consumir como comprar a quantia necessária do que se
requer, o status só tem sentido se o indivíduo é capaz de ser melhor que os
outros, gerando assim uma necessidade psicológica de consumo desnecessário, que
cria além de desigualdades e dívidas um enorme requerimento de matéria prima e
assim se todas as pessoas vivessem no mesmo elevado patamar, não haveria
recursos suficientes.
Historicamente
no Brasil:
Os
primeiros seringueiros, trabalhadores que retiram o "látex ou o
liquido" da serin-gueira, chegaram à Amazônia na década de 1870. Grande
parte deles eram nordestinos, muitos deles saíram da sua zona de conforto
porque onde moravam não tinha muito o que se aproveitarem suas terras. Quando
chegaram no Amazonas se depararam com diversos povos indígenas que viviam de
forma diferentes das suas, logo tiveram que entrar em confronto “viver como
eles viviam“ para poderem se estabelecer nos seringais. Além disso, estes
retirantes envolveram-se num regime de intensa exploração do trabalho. Nesses
períodos houve bastante escravismo, inserindo-os num círculo vicioso de dívidas
cujo o principal objetivo dos nordestinos era voltar para as suas terras com
muito dinheiro.
As
capitanias hereditárias (1534) consistiam em um sistema de administração ter-ritorial
criada pelo rei de Portugal onde ele consistia em dividir o território
brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para nobres com
relações a Coroa Portuguesa. Esse sistema foi criado com o objetivo de
colonizar o Brasil, mas claro que não deu muito certo. Essas pessoas que eram
mandadas para colonizar ou administrar as terras tinham o direito de explorar
os recursos naturais (madeira, animais, minérios) de onde ficassem. Quando
chegaram ao Brasil, encontraram os nativos e tentaram escravizá-los, eles não
conheciam a servidão e viviam para a sua aldeia e para a subsistência e então
não se adaptariam a rotina escrava, assim surgiram conflitos entre os
desbravadores e os nativos, em alguns lugares criaram-se aldeias para a
catequização de índios chamadas missões com sacerdotes que buscavam protegê-los
da escravidão e introduzir a religião cristã.
Como
não conseguiram utilizar os índios como mão de obra escrava, começaram com o
tráfico de africanos para o trabalho em lavouras. Na África eles eram
prisioneiros de guerra, eram vendidos pelos lideres das tribos vencedoras e
trazidos ao Brasil em navios negreiros. A vida dura e curta dos escravos gerou
revoltas e conflitos entre eles e os senhores de terra e foi em 1888 que a
Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que tornava proibido a prática
escravagista no Brasil, mas que infelizmente ainda existe em algumas regiões,
principalmente nos setores agrícola e de construção.
Logo
após a abolição da escravatura, surge uma solução para continuar o trabalho,
incentivar a imigração ao Brasil que já ocorria antes, mas em menor escala
(contribuindo para a miscigenação do povo que seria denominado brasileiro, os
principais grupos de imigrantes no Brasil são portugueses, italianos,
espanhóis, alemães e japoneses, que representam mais de oitenta por cento do
total. Até o fim do século XX), que vinham em busca de novos horizontes e
oportunidades de vida para trabalhar em cafeiculturas principalmente,
juntamente a eles, traziam novas técnicas agrícolas, modos de vida e nova
cultura.
Era
Contemporânea:
Getúlio
Vargas, foi presidente do Brasil nos anos de 1951 a 1954, onde governou o
Brasil durante 3 anos e meio até o momento em que se suicidou. Getúlio ou
"PAI DOS POBRES" como muitos o chamavam, era bastante admirado pela
classe menos favorável. Em seu mandato ele criou bastantes leis brasileiras que
defendiam os direitos dos trabalhadores, (Consolidação das Leis
Trabalhistas-CLT) lei criada pelo decreto Lei nº 5.452. Os seus principais
assuntos eram o registro da carteira de trabalho, período de descanso, ferias,
medicina do trabalho, organização sindical, justiça do trabalho, convenções
coletivas entre outras.
Hoje
em dia grande parte dessas leis foram um pouco modificadas por conta das novas
atualizações de trabalho, mas graças a Getúlio que iniciou o Estado Novo, essas
leis trabalhistas tem ajudado muitas pessoas e que até hoje ela vem sendo o
principal instrumento de regulamentar as relações de trabalho e defender os
trabalhadores.
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