segunda-feira, 25 de maio de 2015

Texto "O Trabalho Que Atravessa A História"

O Trabalho Que Atravessa A História

André B. dos Santos, Maria Borges e Sarah M. Campana-33MP

            Filosoficamente:

Trabalho é qualquer atividade feita pelo homem, muito popularizado pelo emprego remunerado, mas que também pode ser não remunerado ou obrigatório e tem função vital na construção da vida de um homem, tanto em termos financeiros como em termos éticos e criativos, quanto mais uma pessoa pratica, mais aperfeiçoado sai seu trabalho, inclusive para a grande maioria dos empregos somos dependentes de outras pessoas, trabalhando assim o quesito de solidariedade. Com a introdução do capitalismo na vida das pessoas, o trabalho passou a ser visto de uma forma negativa, como uma obrigação para acumular capital, contrariando os ideais do filósofo Karl Marx, que preferia pensar no trabalho como atividade para o bem comum e o poderia ser liberdade torna-se alienação.
            Pré-historicamente o trabalho surge com a necessidade de sobrevivência, dividindo funções femininas (cozinhar e cuidar da prole) e masculinas (caçar e garantir sustento). Lugares onde sobreviver dependia de caça e colega existiam nômades e com a agricultura surgem as habitações fixas e a criação de animais, como a produção às vezes era maior que a necessidade de consumo, surgem os escambos, as trocas de mercadorias entre pessoas.
            Com o desenvolvimento do intelecto, o trabalho braçal foi tornando-se considera-velmente desprezível e para as pessoas de classes mais baixas, tornando a luta de classes mais acirrada. Com a religião, o trabalho começou a ser visto também como forma de punição por pecados e coisas do gênero e como fortalecimento do espírito, fazendo de cada um uma pessoa melhor.
            A volta da valorização do trabalho, característica da Idade Média, como meio de acumular bens materiais em países com a religiosidade protestantista, fez com que o sucesso e o dinheiro ganhassem espaço na história e a ganância fez com que a produção industrial crescesse construindo grandes indústrias e gerando empregos para pessoas que tornavam-se alienadas e esses que garantiam a sua sustentação acabavam sendo a única maneira de sobreviver. É claro que a revolução industrial possibilitou um universo de novas coisas, mas em toda grande revolução existe uma história de sofrimento.
Com a produção em massa e em linha, originou-se o trabalho alienado, onde a pessoa apenas fazia a sua parte na produção, como colocar alguma peça na esteira, por exemplo, fazendo com que ela não soubesse a real função disso ou o produto final sendo os alienados trabalhadores desprazerosos e cansados, por não exercem uma atividade por amor, filosoficamente não se realizando em seu trabalho. Ainda sobre alienação, na questão de consumo, se não há pedido não há produção e consumo tem uma significativa relação com status, considerando além da necessidade real de consumir como comprar a quantia necessária do que se requer, o status só tem sentido se o indivíduo é capaz de ser melhor que os outros, gerando assim uma necessidade psicológica de consumo desnecessário, que cria além de desigualdades e dívidas um enorme requerimento de matéria prima e assim se todas as pessoas vivessem no mesmo elevado patamar, não haveria recursos suficientes.

Historicamente no Brasil:
Os primeiros seringueiros, trabalhadores que retiram o "látex ou o liquido" da serin-gueira, chegaram à Amazônia na década de 1870. Grande parte deles eram nordestinos, muitos deles saíram da sua zona de conforto porque onde moravam não tinha muito o que se aproveitarem suas terras. Quando chegaram no Amazonas se depararam com diversos povos indígenas que viviam de forma diferentes das suas, logo tiveram que entrar em confronto “viver como eles viviam“ para poderem se estabelecer nos seringais. Além disso, estes retirantes envolveram-se num regime de intensa exploração do trabalho. Nesses períodos houve bastante escravismo, inserindo-os num círculo vicioso de dívidas cujo o principal objetivo dos nordestinos era voltar para as suas terras com muito dinheiro.
As capitanias hereditárias (1534) consistiam em um sistema de administração ter-ritorial criada pelo rei de Portugal onde ele consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para nobres com relações a Coroa Portuguesa. Esse sistema foi criado com o objetivo de colonizar o Brasil, mas claro que não deu muito certo. Essas pessoas que eram mandadas para colonizar ou administrar as terras tinham o direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios) de onde ficassem. Quando chegaram ao Brasil, encontraram os nativos e tentaram escravizá-los, eles não conheciam a servidão e viviam para a sua aldeia e para a subsistência e então não se adaptariam a rotina escrava, assim surgiram conflitos entre os desbravadores e os nativos, em alguns lugares criaram-se aldeias para a catequização de índios chamadas missões com sacerdotes que buscavam protegê-los da escravidão e introduzir a religião cristã.
Como não conseguiram utilizar os índios como mão de obra escrava, começaram com o tráfico de africanos para o trabalho em lavouras. Na África eles eram prisioneiros de guerra, eram vendidos pelos lideres das tribos vencedoras e trazidos ao Brasil em navios negreiros. A vida dura e curta dos escravos gerou revoltas e conflitos entre eles e os senhores de terra e foi em 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que tornava proibido a prática escravagista no Brasil, mas que infelizmente ainda existe em algumas regiões, principalmente nos setores agrícola e de construção.
Logo após a abolição da escravatura, surge uma solução para continuar o trabalho, incentivar a imigração ao Brasil que já ocorria antes, mas em menor escala (contribuindo para a miscigenação do povo que seria denominado brasileiro, os principais grupos de imigrantes no Brasil são portugueses, italianos, espanhóis, alemães e japoneses, que representam mais de oitenta por cento do total. Até o fim do século XX), que vinham em busca de novos horizontes e oportunidades de vida para trabalhar em cafeiculturas principalmente, juntamente a eles, traziam novas técnicas agrícolas, modos de vida e nova cultura.
Era Contemporânea:
Getúlio Vargas, foi presidente do Brasil nos anos de 1951 a 1954, onde governou o Brasil durante 3 anos e meio até o momento em que se suicidou. Getúlio ou "PAI DOS POBRES" como muitos o chamavam, era bastante admirado pela classe menos favorável. Em seu mandato ele criou bastantes leis brasileiras que defendiam os direitos dos trabalhadores, (Consolidação das Leis Trabalhistas-CLT) lei criada pelo decreto Lei nº 5.452. Os seus principais assuntos eram o registro da carteira de trabalho, período de descanso, ferias, medicina do trabalho, organização sindical, justiça do trabalho, convenções coletivas entre outras.
Hoje em dia grande parte dessas leis foram um pouco modificadas por conta das novas atualizações de trabalho, mas graças a Getúlio que iniciou o Estado Novo, essas leis trabalhistas tem ajudado muitas pessoas e que até hoje ela vem sendo o principal instrumento de regulamentar as relações de trabalho e defender os trabalhadores.


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