segunda-feira, 18 de maio de 2015

Texto "A sociologia e o mundo do trabalho"

A sociologia e o mundo do trabalho

Ao observar a vida social de seu tempo, Émile Durkheim deu-se conta do quanto ela havia sido modificada pelas novas formas de produzir bens. Para ele, onde os homens e mulheres passavam maior parte do seu tempo, no caso o trabalho, eles aprendiam a se relacionar com seus oficiais e as pessoas com qual conviviam. “O que você quer ser quando crescer?” é uma maneira de pôr na cabeça das crianças que elas devem se imaginar em alguma ocupação, cumprindo alguma tarefa. A pergunta indica que fazer parte da sociedade é estar inserido em alguma atividade produtiva.
Acontece que nem sempre todas as pessoas têm trabalho. No Brasil, fala-se muito em trabalho formal e trabalho informal. O trabalho formal é aquele regulado por regras precisas: carteira assinada, número preestabelecido de horas de trabalho, salário, 13° salário, direito as férias, etc. Já, o trabalho informal é o trabalho sem vínculos registrados na carteira de trabalho ou documentação equivalente, sendo geralmente desprovido de benefícios como remuneração fixa e férias pagas.

Começamos mal ou o passado nos condena

Tudo começou quando a população que habitava a terra foi capturada pelos portugueses, que aportaram em 1500 no Brasil. Os nativos foram às primeiras cobaias dessa forma compulsória, obrigatória de trabalhar. Posteriormente, a escravização dessas populações teve como meta o cultivo da cana-de-açúcar.

O mercado da gente

O mercado no Brasil nos meados dos séculos XVI era tomado por escravidão. O comércio de pessoas na costa africana alimentou o território brasileiro, pois contava com mão de obra farta, continuou por vários séculos ainda essa prática cruel de trabalho.
Com o serviço escravo várias atividades foram influenciadas por eles como a cana de açúcar, os engenhos, minas e a produção de café, eram eles que movimentavam toda a produção.
O trabalho ficou identificado pela cor negra. Uma educadora alemã escreveu uma carta defendendo os escravos, que deveriam ter direitos como remuneração, sua jornada diária ser limitada, descansos. Alguns conseguiam a alforria, mas mesmo vivendo em liberdade os negros não eram semelhantes aos brancos.
E enfim 13 de maio 1888 é abolida a escravidão, trabalho passa ser lei e livre.

Trabalho livre: libertos e imigrantes

Completada duas décadas da república, o Brasil passa a estimular a vinda de imigrantes para o desenvolvimento da cultura cafeeira. A entrada de estrangeiros foi tão grande que em 1930 foi aprovada a lei dos dois terços, estabelecendo que as empresas tinham que ter dois terços de trabalhadores brasileiros. Se foi preciso fazer uma lei, é porque havia uma real ameaça de as vagas serem ocupadas majoritariamente pelos imigrantes.
O período conhecido como Primeira República (1889-1930) ferveu em manifestações de trabalhadores pela conquista de direitos.

Trabalhadores do Brasil

Além dos escravos no Brasil tinha imigrantes brancos que em contra ponto dos seus países serem pobres tinham recebido uma boa educação e sabiam ler e isso proporcionou uma forma mais organizada de pressionar o governo por melhorias.
Vários governantes abraçaram essa causa dos direitos trabalhistas, um dos principais foi Getúlio Vargas, foi quem criou a carteira de trabalho e a consolidação das leis do trabalho.
São Paulo foi abrindo cada vez mais portas para os imigrantes como força de trabalho, 70% da população econômica ativa havia passado por algum tipo de experiência migratória.

E as mulheres? E as crianças?

As mulheres sofriam muito machismo nessa época como ‘’lugar de mulher é na cozinha’’ e ganhavam muito menos que os homens tendo as mesmas funções, a maioria trabalhava só dentro de casa. Depois da abolição dos escravos elas ocuparam o comércio ambulante e com muita força prevaleceu também na tecelagem e na confecção.
Mas cada vez mais mostravam seus potenciais, nas indústrias têxteis quase dois terços eram mulheres e foi a partir dai que começou a luta por remuneração, décimo terceiro salário, jornada limitada pois não tinha nada e até o marido poderia proibir da esposa ter um emprego.
E as crianças assim que completassem sete anos já eram adeptos ao trabalho. Foram vítimas também do tráfico de escravos, mas hoje em dia tem sido denunciado com mais frequência os abusos e desatenções do mundo adulto com relação à infância. Apenas com 16 anos poderá admitir um jovem em um emprego.
Pamela e Schayane

31M

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