A
sociologia e o mundo do trabalho
Ao
observar a vida social de seu tempo, Émile Durkheim deu-se conta do quanto ela
havia sido modificada pelas novas formas de produzir bens. Para ele, onde os
homens e mulheres passavam maior parte do seu tempo, no caso o trabalho, eles
aprendiam a se relacionar com seus oficiais e as pessoas com qual conviviam. “O
que você quer ser quando crescer?” é uma maneira de pôr na cabeça das crianças
que elas devem se imaginar em alguma ocupação, cumprindo alguma tarefa. A pergunta
indica que fazer parte da sociedade é estar inserido em alguma atividade
produtiva.
Acontece
que nem sempre todas as pessoas têm trabalho. No Brasil, fala-se muito em
trabalho formal e trabalho informal. O trabalho formal é aquele regulado por
regras precisas: carteira assinada, número preestabelecido de horas de
trabalho, salário, 13° salário, direito as férias, etc. Já, o trabalho informal
é o trabalho sem vínculos registrados na carteira de trabalho ou documentação
equivalente, sendo geralmente desprovido de benefícios como remuneração fixa e
férias pagas.
Começamos
mal ou o passado nos condena
Tudo
começou quando a população que habitava a terra foi capturada pelos
portugueses, que aportaram em 1500 no Brasil. Os nativos foram às primeiras
cobaias dessa forma compulsória, obrigatória de trabalhar. Posteriormente, a
escravização dessas populações teve como meta o cultivo da cana-de-açúcar.
O
mercado da gente
O
mercado no Brasil nos meados dos séculos XVI era tomado por escravidão. O
comércio de pessoas na costa africana alimentou o território brasileiro, pois
contava com mão de obra farta, continuou por vários séculos ainda essa prática
cruel de trabalho.
Com
o serviço escravo várias atividades foram influenciadas por eles como a cana de
açúcar, os engenhos, minas e a produção de café, eram eles que movimentavam
toda a produção.
O
trabalho ficou identificado pela cor negra. Uma educadora alemã escreveu uma
carta defendendo os escravos, que deveriam ter direitos como remuneração, sua
jornada diária ser limitada, descansos. Alguns conseguiam a alforria, mas mesmo
vivendo em liberdade os negros não eram semelhantes aos brancos.
E enfim 13 de maio 1888 é
abolida a escravidão, trabalho passa ser lei e livre.
Trabalho
livre: libertos e imigrantes
Completada
duas décadas da república, o Brasil passa a estimular a vinda de imigrantes
para o desenvolvimento da cultura cafeeira. A entrada de estrangeiros foi tão
grande que em 1930 foi aprovada a lei dos dois terços, estabelecendo que as
empresas tinham que ter dois terços de trabalhadores brasileiros. Se foi
preciso fazer uma lei, é porque havia uma real ameaça de as vagas serem
ocupadas majoritariamente pelos imigrantes.
O
período conhecido como Primeira República (1889-1930) ferveu em manifestações
de trabalhadores pela conquista de direitos.
Trabalhadores
do Brasil
Além
dos escravos no Brasil tinha imigrantes brancos que em contra ponto dos seus
países serem pobres tinham recebido uma boa educação e sabiam ler e isso
proporcionou uma forma mais organizada de pressionar o governo por melhorias.
Vários
governantes abraçaram essa causa dos direitos trabalhistas, um dos principais
foi Getúlio Vargas, foi quem criou a carteira de trabalho e a consolidação das
leis do trabalho.
São
Paulo foi abrindo cada vez mais portas para os imigrantes como força de
trabalho, 70% da população econômica ativa havia passado por algum tipo de
experiência migratória.
E
as mulheres? E as crianças?
As
mulheres sofriam muito machismo nessa época como ‘’lugar de mulher é na
cozinha’’ e ganhavam muito menos que os homens tendo as mesmas funções, a
maioria trabalhava só dentro de casa. Depois da abolição dos escravos elas
ocuparam o comércio ambulante e com muita força prevaleceu também na tecelagem
e na confecção.
Mas
cada vez mais mostravam seus potenciais, nas indústrias têxteis quase dois
terços eram mulheres e foi a partir dai que começou a luta por remuneração,
décimo terceiro salário, jornada limitada pois não tinha nada e até o marido
poderia proibir da esposa ter um emprego.
E as
crianças assim que completassem sete anos já eram adeptos ao trabalho. Foram
vítimas também do tráfico de escravos, mas hoje em dia tem sido denunciado com
mais frequência os abusos e desatenções do mundo adulto com relação à infância.
Apenas com 16 anos poderá admitir um jovem em um emprego.
Pamela
e Schayane
31M
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