segunda-feira, 18 de maio de 2015

Texto "Grandes conquistas, mas poucas mudanças"

Grandes conquistas, mas poucas mudanças

No Brasil, hoje e sempre existiram dois tipos de trabalho, um deles é o trabalho formal, que possui algumas regras, como: carteira de trabalho assinada, jornada de trabalho, salário, direito a férias e 13º salário... E também existe o trabalho informal.
Todos esses direitos dos trabalhadores foram conquistados com muita luta, foram conquistas históricas, porém, até hoje não são respeitadas totalmente em alguns lugares.
Em 1500, aqui em nosso país viviam somente nativos, povos livres, até então chegarem os portugueses, e escravizarem os indígenas, o que não durou tanto tempo, pois índios não sabiam o que era trabalho, ou melhor, escravidão. Depois dos indígenas vieram os negros africanos, já vindos escravizados de seu continente de origem.
O trabalho passou somente da extração do Pau-brasil e começou a se expandir, para o cultivo da cana-de-açúcar, atividades nos engenhos, entre outros.
Escravos não tinham remuneração, nem tempo máximo de jornada de trabalho, descanso, e muito menos liberdade de escolha.
Alguns negos conseguiam a alforria, seguiam suas atividades e até se conseguissem podiam comprar seus próprios escravos.
Com a abolição da escravatura o trabalho no Brasil tornou-se livre. Mas a caminhada foi longa até os trabalhadores conseguirem seus direitos.
Depois de duas décadas de república, o Brasil começou a estimular a vinda de estrangeiros para o desenvolvimento da cultura cafeeira, Italianos, espanhóis alemães e japoneses vieram para cá.
Com isso em 1930 foi aprovada a Lei dos Dois Terços, que protegia os trabalhadores nacionais, essa lei estabelecia que as empresas tivessem dois terços de seus trabalhadores brasileiros.
De 1920 a 1930, foram tempos de manifestações de trabalhadores pelos seus direitos, como redução da jornada de trabalho, regulamentação para o trabalho das mulheres e crianças, proteção contra acidentes de trabalho. Grandes e organizadas greves foram feitas pelos trabalhadores, com o objetivo de melhorar suas condições de trabalho e de vida.
Um brasileiro que abraçou essa causa foi Getúlio Vargas, historicamente chamado como “o pai dos pobres” e também como “o presidente dos trabalhadores”, ele assinou a CLT e criou a carteira de trabalho.
Focando agora no trabalho das mulheres, por muito tempo foram vistas somente para fazer os trabalhos domésticos, mas antigamente nos engenhos no Nordeste, trabalhavam tanto quanto homens nos trabalhos pesados. Foram tornando-se parteiras, amas de leite, costureiras, empregadas domésticas... As mulheres também lutaram por seus direitos, por melhor remuneração, férias, jornada de trabalho. E a constituição de 1988 decretou igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres. Atualmente as mulheres escolhem seus empregos de acordo com aquilo que sabem e gostam de fazer, ocupando o que antes eram cargos somente masculinos.
Os brasileiros lutaram por seus direitos foram para as ruas, e conquistaram o que tanto queriam, mas para que? Se em pleno século XXI o Brasil começa a regredir! A crise no país é grave, e cada vez piorando mais. As taxas de juros aumentando, a luz aumentou, a água também, o valor da gasolina. A população decorrente desses valores deixam de comprar, móveis, carros, imóveis, roupas, etc. Ocasionado o aumento de estoque nas fabricas, sendo assim diminui o ritmo de trabalho e os donos das empresas obrigando-se a demitir funcionários. Alcançando uma taxa de 8,3 de desempregados no Brasil atualmente.
Ou seja, um efeito cascata, uma coisa levando a outra. O governo rouba, deixa o país cheio de dividas e em crise, e a população e os trabalhadores pagando por esse erro!  


Larissa Pena – 33MP

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