Grandes
conquistas, mas poucas mudanças
No Brasil, hoje e sempre
existiram dois tipos de trabalho, um deles é o trabalho formal, que possui
algumas regras, como: carteira de trabalho assinada, jornada de trabalho,
salário, direito a férias e 13º salário... E também existe o trabalho informal.
Todos esses direitos dos
trabalhadores foram conquistados com muita luta, foram conquistas históricas,
porém, até hoje não são respeitadas totalmente em alguns lugares.
Em 1500, aqui em nosso país
viviam somente nativos, povos livres, até então chegarem os portugueses, e
escravizarem os indígenas, o que não durou tanto tempo, pois índios não sabiam
o que era trabalho, ou melhor, escravidão. Depois dos indígenas vieram os
negros africanos, já vindos escravizados de seu continente de origem.
O trabalho passou somente da
extração do Pau-brasil e começou a se expandir, para o cultivo da
cana-de-açúcar, atividades nos engenhos, entre outros.
Escravos não tinham
remuneração, nem tempo máximo de jornada de trabalho, descanso, e muito menos
liberdade de escolha.
Alguns negos conseguiam a alforria,
seguiam suas atividades e até se conseguissem podiam comprar seus próprios
escravos.
Com a abolição da
escravatura o trabalho no Brasil tornou-se livre. Mas a caminhada foi longa até
os trabalhadores conseguirem seus direitos.
Depois de duas décadas de
república, o Brasil começou a estimular a vinda de estrangeiros para o
desenvolvimento da cultura cafeeira, Italianos, espanhóis alemães e japoneses
vieram para cá.
Com isso em 1930 foi
aprovada a Lei dos Dois Terços, que protegia os trabalhadores nacionais, essa
lei estabelecia que as empresas tivessem dois terços de seus trabalhadores
brasileiros.
De 1920 a 1930, foram tempos
de manifestações de trabalhadores pelos seus direitos, como redução da jornada
de trabalho, regulamentação para o trabalho das mulheres e crianças, proteção
contra acidentes de trabalho. Grandes e organizadas greves foram feitas pelos
trabalhadores, com o objetivo de melhorar suas condições de trabalho e de vida.
Um brasileiro que abraçou
essa causa foi Getúlio Vargas, historicamente chamado como “o pai dos pobres” e
também como “o presidente dos trabalhadores”, ele assinou a CLT e criou a
carteira de trabalho.
Focando agora no trabalho
das mulheres, por muito tempo foram vistas somente para fazer os trabalhos
domésticos, mas antigamente nos engenhos no Nordeste, trabalhavam tanto quanto
homens nos trabalhos pesados. Foram tornando-se parteiras, amas de leite,
costureiras, empregadas domésticas... As mulheres também lutaram por seus
direitos, por melhor remuneração, férias, jornada de trabalho. E a constituição
de 1988 decretou igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres.
Atualmente as mulheres escolhem seus empregos de acordo com aquilo que sabem e
gostam de fazer, ocupando o que antes eram cargos somente masculinos.
Os brasileiros lutaram por
seus direitos foram para as ruas, e conquistaram o que tanto queriam, mas para
que? Se em pleno século XXI o Brasil começa a regredir! A crise no país é grave,
e cada vez piorando mais. As taxas de juros aumentando, a luz aumentou, a água
também, o valor da gasolina. A população decorrente desses valores deixam de
comprar, móveis, carros, imóveis, roupas, etc. Ocasionado o aumento de estoque
nas fabricas, sendo assim diminui o ritmo de trabalho e os donos das empresas
obrigando-se a demitir funcionários. Alcançando uma taxa de 8,3 de
desempregados no Brasil atualmente.
Ou seja, um efeito cascata,
uma coisa levando a outra. O governo rouba, deixa o país cheio de dividas e em
crise, e a população e os trabalhadores pagando por esse erro!
Larissa Pena – 33MP
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