segunda-feira, 25 de maio de 2015

Texto "História do Trabalho no Brasil"

Nomes: Marlon Somacal, Eduardo Carraro, Guilherme Félix e Arthur Zanella
Turma: 32MP

História do Trabalho no Brasil

·         Escravidão:
O trabalho no Brasil começou com o uso do trabalho escravo, que é quando o trabalhador não tem seus direitos, sua dignidade, é exposto à riscos à sua saúde e riscos físicos, além de ter jornadas exaustivas e viver em péssimas condições, desumanas.
A escravidão no Brasil, teve início com a produção de açucareira no século XVI. Eram trazidos negros africanos pelos portugueses de suas colônias na África, para serem utilizados como mão-de-obra nos engenhos de açúcar do Nordeste brasileiro. Aqui no Brasil, estes africanos eram vendidos como mercadorias aos fazendeiros.
Eles eram transportados nos porões dos navios negreiros, em condições desumanas, muitos faleciam antes mesmo de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas estes eram tratados da pior maneira possível, trabalhando de sol a sol, recebendo apenas trapos de roupas e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam a noite nas senzalas, galpões com péssimas condições de higiene, úmidos e escuros. Além disso, eram castigados fisicamente.
Tinha que seguir a religião católica e os cultos e rituais de suas religiões de origem eram proibidos. Mas estes continuaram a praticar suas religiões mas escondido.
A escravidão foi proibida somente após a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888, esta condenava a escravidão.
Mas mesmo após a liberdade aos escravos as coisas não melhoram para eles, que agora não teriam moradia, comida, condições econômicas, não conseguiam empregos, devido sua origem, com isso, a grande maioria passou a viver em casas em péssimas condições e a sobreviver de trabalhos informais e temporários.
·         Política de Imigração:
No século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia e principalmente Japão como um país de muitas oportunidades. Pessoas que passavam por dificuldades econômicas observaram que o Brasil era ótima chance de prosperarem. Política de imigração gerou impactos econômicos pela entrada estrangeiros irregulares no País, em busca de melhores condições de vida.
 Muitos imigrantes também vieram para cá, fugindo do perigo provocado pelas duas grandes guerras mundiais que atingiram o continente europeu.
A criação das colônias estimulou o trabalho rural. Deve-se aos imigrantes a implantação de novas e melhores técnicas agrícolas, como a rotação de culturas, assim como o hábito de consumir mais legumes e verduras. A influência cultural do imigrante também é notável.
Na caracterização do processo de imigração no Brasil encontram-se três períodos que correspondem respectivamente ao auge, ao declínio e à extinção da escravidão.
Mas apesar de todas as dificuldades à imigração pode ser valorizada com o seu novo papel como uma terra de oportunidades e a destinação de imigrantes de todas as partes do mundo. O Brasil é, portanto, uma verdadeira nação imigrante, e sua história rica em ondas recorrentes de imigração.
·         Nos Dias Atuais:
Inicialmente, é preciso referir que existem bastantes transformações na economia que surtiram efeito no trabalho, isto é, o emprego passou de estável a precário. Por outro lado a formação alterou-se por completo, pois antes as pessoas não eram incentivadas a estudar, algo que mudou totalmente, podendo dar como exemplo a implementação da escolaridade mínima obrigatória e prémios para os alunos, com SASE, que tenham bons resultados escolares. Mas é preciso ainda referir que a formação das pessoas alterou-se, pois a aprendizagem outrora era adquirida através de um curso específico, e atualmente a aprendizagem faz-se ao longo da vida.
A nossa economia é baseada no conhecimento uma vez que mais de 70% da população se concentra no sector terciário e existe uma maior utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Houve uma grande evolução, aumentando os trabalhadores mais qualificados e instruídos. Mas existe um problema na transição das antigas para as novas estruturas, colocando problemas de índole social, nomeadamente a exclusão social.
Atualmente, vivemos uma crise económica que veio afetar a nossa população. Existem cada vez mais empresas a falir e como tal o numero de desempregos aumenta, mas isto não significa que não exista oferta de emprego e/ou saídas para quem está desempregado.
Existem pontos importantes que pretendo focar, como a questão da mudança de mentalidades, a exclusão social e a confiança na economia.
Como já referi anteriormente, as pessoas tinham a ideia de que iriam ter um trabalho estável para o resto da vida e essa situação mudou. As pessoas agora raramente têm apenas um trabalho durante toda a vida, visto que procuram sempre um que lhes dê melhores condições de vida e algumas pessoas ficaram paradas no tempo e não acompanharam a evolução da sociedade. Isto é de certa forma bastante negativo, pois estas pessoas não se conseguiram adaptar aos novos requisitos do trabalho. Acabam por não se conseguir integrar novamente na sociedade que vivemos na maior parte das vezes.
A maioria das mulheres antes do 25 de Abril ocupava-se dos trabalhos domésticos devido à mentalidade da época (“em casa manda ela, e nela mando eu”) e quando entraram no mercado de trabalho, a procura do emprego aumentou bastante.
É importante ainda referir que existe um certo preconceito relativamente aos trabalhos menos qualificados, ou seja, há pessoas que se recusam a empregar-se em áreas menos qualificados, como a construção civil ou em trabalhos domésticos. 
            Mineração Brasil colônia
            Teve seu apogeu no século XVIII, à vida econômica da colônia se voltou quase que exclusivamente para o extrativismo mineral, as principais regiões auríferas foram Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
            Antigamente a mineração foi desenvolvida a partir do ouro de luvião. Tendo como característica o rápido esgotamento das jazidas e baixo nível técnico. Isso nos 700. Já no extrativismo aurífero as formas de exploração mais comuns eram as lavras e a faiscação. As lavras representariam uma empresa em que era utilizada a mão-de-obra escrava. Já a faiscação era a extração individual, realizada principalmente por homens livres.
                                 Exploração dos diamantes
            Em 1733 foi criado o distrito diamantino, única região em que podia se explorar as jazidas legalmente, a exploração era livre mediante a capitação do trabalhador escravo. Em 1739 essa livre extração cedeu lugar para o sistema de contratos, mas devidos as irregularidades e do desvio de impostos, além do alto valor das pedras na Europa, em 1771 foi decretada a régia extração, que contava com o trabalho de escravos alugados pela coroa.
                                    Conseqüências da exploração
            A mineração foi responsável por impor­tantes conseqüências que se refletiram sobre a vida econômica, social, política e administrati­va da colônia. provocou uma grande migração portuguesa.Aproximadamente 800.000 portugueses trans­feriram-se para a colônia, o que correspon­deria a 40% da população da metrópole.
            O entorno da região mineradora, compreendia o eixo Minas-Rio de Janeiro, e passou a ser o novo centro de gravidade econômica, social e política da colônia em 1763 . Geradora de novas necessidades, a mineração condi­cionou um maior desenvolvimento do comércio, associa­do ao fenômeno da urbanização. Desenvolveu-se o mer­cado interno, possibilitando a dinamização de todos os quadrantes da colônia, que se organizaram para abastecer a região do ouro. A vida urbana e o próprio caráter da exploração aurífera geraram uma sociedade mais aberta e heterogênea.

            

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