Filosofia pós-moderna
Pós-modernismo
nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde
1950. Pós- modernidade pode ser descrita como o momento em que todas as grandes
explicações sobre o mundo entram em crise. O termo pós-moderno tem sido marcado
pela crítica e pela descrença, ligado diretamente com a escola de Frankfurt. Os
principais pensadores foram: Os franceses Foucault e Derrida; Jean Baudrillard;
Jean- François Lyotard. Era comum entre os filósofos pós-modernos a debilitação
das esperanças da compreensão e transformação conjunta, devido à miséria,
desigualdades sociais, catástrofes, guerras, dominação dos países
economicamente desenvolvidos. A descrença fortaleceu a partir da segunda metade
do século XX, que resultaram no chamado Socialismo Autoritário, contrariando
teses libertárias do movimento político. Sem esperança de uma transformação
radical, a filosofia passou a analisar aspectos da vida social rumo ao controle
dos indivíduos e denunciando formas de opressão que acompanhavam a vida
cotidiana. A denúncia feita aborda aspectos variados e singulares do cotidiano
não se estruturando em uma visão de conjunto. Michel Foucault (1926-1984)
centrou sua investigação em temas como certas intuições sociais, a sexualidade
e principalmente, o poder. Para Foucault, as sociedades modernas apresentam uma
nova organização do poder, onde não se concentra apenas no setor político, mas
está disseminado pelos vários âmbitos da vida social. Para este filósofo, o
poder fragmentou-se em micro poderes. Foucault analisou esses micros poderes
que se espalham pelas mais diversas instituições da vida social, isto é, os
poderes exercidos por uma rede imensa de pessoas que interiorizam e cumprem as
normas estabelecidas pela disciplina social. Essa perspectiva de análise é
conhecida como micro física do poder, segundo ele “o poder está em toda parte,
não por que englobe tudo” e sim “por que provem de todos os lugares”. Seu
objetivo como filósofo a mostra estruturas veladas de poder. Foucault também
desenvolveu uma genealogia, inspirado em Nietzsche. Adotou como ponto de
partida a noção de que os valores são consagrados historicamente em função de
interesses relativos ao poder dentro da sociedade, a definição do que é bom
verdadeiro ou sadio, depende das instâncias nos quais o poder se encontra cujo
poder não seria essencialmente de repressão, mas antes um poder criador, que
produz realidade e seus conceitos. Em seu livro “Vigiar e Punir”, Foucault
acompanha a evolução dos mecanismos de controle social e punição. Caracteriza a
sociedade contemporânea como uma sociedade disciplinar, na qual prevalece a
produção de práticas disciplinares de vigência e controles constantes.
Componentes: Bruna Dal’ Castel, Deise Cagol, Fernanda
Cigolini, Larissa Pena, Liege Sobirai e Thaís Strapazzon Turma: 33 MP.
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