segunda-feira, 6 de julho de 2015

Texto – Pós-Modernidade

Filosofia pós-moderna

Pós-modernismo nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde 1950. Pós- modernidade pode ser descrita como o momento em que todas as grandes explicações sobre o mundo entram em crise. O termo pós-moderno tem sido marcado pela crítica e pela descrença, ligado diretamente com a escola de Frankfurt. Os principais pensadores foram: Os franceses Foucault e Derrida; Jean Baudrillard; Jean- François Lyotard. Era comum entre os filósofos pós-modernos a debilitação das esperanças da compreensão e transformação conjunta, devido à miséria, desigualdades sociais, catástrofes, guerras, dominação dos países economicamente desenvolvidos. A descrença fortaleceu a partir da segunda metade do século XX, que resultaram no chamado Socialismo Autoritário, contrariando teses libertárias do movimento político. Sem esperança de uma transformação radical, a filosofia passou a analisar aspectos da vida social rumo ao controle dos indivíduos e denunciando formas de opressão que acompanhavam a vida cotidiana. A denúncia feita aborda aspectos variados e singulares do cotidiano não se estruturando em uma visão de conjunto. Michel Foucault (1926-1984) centrou sua investigação em temas como certas intuições sociais, a sexualidade e principalmente, o poder. Para Foucault, as sociedades modernas apresentam uma nova organização do poder, onde não se concentra apenas no setor político, mas está disseminado pelos vários âmbitos da vida social. Para este filósofo, o poder fragmentou-se em micro poderes. Foucault analisou esses micros poderes que se espalham pelas mais diversas instituições da vida social, isto é, os poderes exercidos por uma rede imensa de pessoas que interiorizam e cumprem as normas estabelecidas pela disciplina social. Essa perspectiva de análise é conhecida como micro física do poder, segundo ele “o poder está em toda parte, não por que englobe tudo” e sim “por que provem de todos os lugares”. Seu objetivo como filósofo a mostra estruturas veladas de poder. Foucault também desenvolveu uma genealogia, inspirado em Nietzsche. Adotou como ponto de partida a noção de que os valores são consagrados historicamente em função de interesses relativos ao poder dentro da sociedade, a definição do que é bom verdadeiro ou sadio, depende das instâncias nos quais o poder se encontra cujo poder não seria essencialmente de repressão, mas antes um poder criador, que produz realidade e seus conceitos. Em seu livro “Vigiar e Punir”, Foucault acompanha a evolução dos mecanismos de controle social e punição. Caracteriza a sociedade contemporânea como uma sociedade disciplinar, na qual prevalece a produção de práticas disciplinares de vigência e controles constantes.


Componentes: Bruna Dal’ Castel, Deise Cagol, Fernanda Cigolini, Larissa Pena, Liege Sobirai e Thaís Strapazzon Turma: 33 MP.

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