Colégio Estadual Visconde de Bom Retiro
Filosofia Medieval:
Patrística e Escolástica
Nomes: Giovani Nicoletto,
Luan Nhoatto, Luiz Ferrigo e Matheus Detoni
Turma: 22MP
Bento Gonçalves, julho de 2015
FILOSOFIA MEDIEVAL
Se desenvolveu na Europa durante os séculos V e XV , influenciada pele
igreja católica, os filósofos discutiam
sobre existência de Deus, relação entre razão e fé, liberdade e
conhecimento humano, vida após a morte. Tentavam explicar coisas que eram inexplicáveis
com o uso da fé, deixando de lado a razão, logica e explicações científicas.
PATRISTÍCA
Padres ou pais de igreja ligaram-se ao pensamento filosófico,
responsáveis por confirmar e defender a liturgia, a fé, a disciplina e cuidar
da igreja, passar seus ensinamentos e doutrinas que se desenvolveram e foram
melhor explicados e aceitos pelos cristões.
ESCOLÁSTICA
A
Escolástica tem muitos significados quando se refere as disciplinas das escolas
medievais, trivio: gramática, retórica e dialética; e o quadrívio: aritmética,
geometria, astronomia e música, quanto a uma conotação mais ampla ao se
reportar a linha filosófica adotada pela Igreja na Idade Média. Esta modalidade
de pensamento era essencialmente cristã e procurava respostas para justificar a
doutrina ensinada pelo clero, guardião das verdades espirituais.
Essa
escola se fortaleceu desde o princípio do século IX até o final do século XVI,
quando representou o declínio da era medieval. A escolástica é o resultado de
estudos aprofundados da arte dialética desta época. No início seus ensinamentos
eram disseminados em catedrais e monastérios e posteriormente a Universidades.
Os
escolásticos tentam harmonizar ideais platônicos com fatores de natureza
espiritual, à luz do cristianismo vigente no Ocidente. Mesmo depois, quando
Aristóteles é contemplado no pensamento cristão através de Tomás de Aquino, o
neoplatonismo adotado pela Igreja é preservado. Assim, será permanentemente
atravessada por dois distintos, a fé herdada da mentalidade platônica e a razão
aristotélica.
Agostinho,
mais tradicional, clama um predomínio da fé, em prejuízo da razão, ao passo que
Tomás de Aquino acredita na independência da esfera racional na hora de buscar
respostas apropriadas, embora sem rejeitar a fé com relação a razão.
O
método que a escolástica adotou se traduz através do ensino, fundamentado na
lectio, onde o mestre domina a palavra, e na disputatio, onde há o debate entre
professor e o seu discípulo, e nas formas literárias, onde predomina os
comentários, nascidos da lectio, e dos quais originaram as Summas que permitem
ao autor se ver um pouco mais livre dos textos; e as quastiones, vindas à luz
por meio da disputatio. Uma das Summas mais renomadas é a Summa Theologica de
São Tomás. A Opuscula também é livremente usada pelos escolásticos,
representando um caminho autônomo para abordar uma questão.
A
Escolástica foi muito influenciada pela Bíblia Sagrada, pelos filósofos e pelos
Padres da Igreja, escritores do primeiro período do Cristianismo oficial, que
detinham domínio da fé e da santidade. Os filósofos que predominaram nesta
escola, foram Agostinho de Hipona, africano, e Tomás de Aquino, italiano.
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