terça-feira, 14 de julho de 2015

Texto - Filosofia Medieval

Filosofia Medieval

A Filosofia medieval ocorreu no período do século VIII ao século XIV. Este período foi marcado por grande influência da Igreja Católica, outro fator importante foi que a Filosofia medieval passou a ser lecionada nas escolas.
Características e principais questões debatidas e analisadas pelos filósofos medievais:
·         Relação entre razão e fé;
·         Existência e natureza de Deus;
·         Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana; 
·         Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.

Escolástica

 A escolástica foi influenciada pelos filósofos da Antiguidade, pela bíblia sagrada e autores do primeiro período do Cristianismo tendo um significado mais limitado, ao se referir às disciplinas ministradas nas universidades – o trivio: gramática, retórica  e dialética; e o quadrívio: aritmética, geometria, astronomia e música. Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições.

  O conhecimento humano passa a ser compreendido de duas formas:
 - Conhecimento Natural: refere-se à luz da razão, como teoremas matemáticos.
 - Conhecimento Sobrenatural: refere-se à aceitação da Santíssima Trindade, atribuído a fé.

A corrente escolástica, passa a dar espaço na filosofia européia para a Filosofia Moderna em torno do século XVII, que atraiu pensadores e cientistas como: Galileu Galilei.




·                   Santo Tomás de Aquino (1225-1274)

Tomás de Aquino foi um padre dominicano, teólogo, filósofo e declarado Santo pela Igreja Católica, realizou uma releitura de Aristóteles na esfera cristã, ele crê na independência da perspectiva racional na busca por respostas apropriadas, entretanto não rejeita a fé com relação à razão, já que ambos vinham de Deus.

·        Santo Agostinho
Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo, cristão e teólogo.
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina. 

Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus. 

Patrística

Patrística é o nome dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos, criada pelos Padres ou Pais da Igreja, os primeiros teóricos. Foram eles, os Pais da Igreja, responsáveis por confirmar e defender a fé, a disciplina, criar costumes e decidir os rumos da Igreja, ao longo dos sete primeiros séculos do Cristianismo.

O Período Patrístico é compreendido desde o século I d.C. até o século VIII d.C., com a realização do Segundo Concílio de Nicéia. Durante esse período, muitas perseguições e heresias surgiram e ameaçaram o Cristianismo.  

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