Filosofia Medieval
No período medieval, a Igreja Católica
desempenhou a função de órgão supracional na sociedade, em meio a tantas
mudanças da época. Sua doutrina cristã
envolvia, além do cristianismo, elementos do pensamento grego e fora construída
pelos padres da Igreja.
A grande influência da Igreja nesse período, tornou
a fé o pressuposto de toda a vida espiritual. Isso marcou o pensamento
filosófico, que passou a ser utilizado a favor do cristianismo. A argumentação lógica da filosofia conciliada
com a fé cristã poderia convencer os descrentes e hereges, pela razão, a
aceitar a imensidão dos mistérios divinos.
Esse era o papel da filosofia, demonstrar racionalmente as verdades da
fé, posto que a verdade, segundo a doutrina cristã, já teria sido revelada por
Deus.
Uma das principais correntes filosóficas que
buscou conciliar a fé e a razão foi a Patrística, tendo como principal expoente
eclesiástico Santo Agostinho. Em sua concepção a alma seria uma criação de
Deus, com a missão de dirigir nosso corpo para a prática do bem. Porém, o pecador, fazendo uso do livre
arbítrio, inverteria essa relação e só conseguiria a salvação a partir de seu
esforço e da concessão da graça divina (a qual só seria dada aos predestinados
à salvação).
Outra produção filosófica-teológica, a qual
também procurava pôr em harmonia a fé e a razão, foi denominada escolástica. As ideias de Aristóteles têm grande
importância nesse movimento, que passou a ser transmitido e debatido nas
escolas e universidades da época.
O grande autor escolástico foi Tomás de
Aquino, que tentou buscar o equilíbrio entre o pensamento filosófico e o
cristão, utilizando a lógica para criar cinco provas da existência de Deus na
Terra, diferente de Agostinho cujas obras tinham predominância mais na fé do
que a razão.
Davi,
Franciele e Kelly
Turma
21
Nenhum comentário:
Postar um comentário