segunda-feira, 6 de julho de 2015

Texto – Filosofia Medieval

Filosofia medieval
Escolástica

Carlos Magno, rei dos francos coroado imperador do ocidente, organizou o ensino e fundou escolas ligadas ás instituições católicas.
Adotou nas escolas a educação romana. Começaram a ser ensinadas matérias como o trivium (gramática, retórica e dialética) e o quadrivium (geometria, aritmética, astronomia e música).
Com o ambiente cultural dessas escolas e o surgimento das primeiras universidades, desenvolveu-se uma produção filosófico-trológica denominada escolástica.

Relação entre fé e razão

No período escolástico, a busca de harmonizar a fé cristã e a razão se manteve como problema básico de especulação filosófica. A escolástica pode ser dividida em primeira fase, segunda fase e terceira fase.

Estudo da lógica

Além de apresentar o traço fundamental da filosofia medieval, a escolástica promoveu significativos avanços no estudo da lógica.

Questão dos universais

Essa questão surgiu no contexto em que se desenvolveu o método escolástico de investigação. Ele privilegiava o estudo da linguagem para depois passar o exame das coisas.

Realismo

Os adeptos do realismo sustentavam a tese de que os universais existem de fato, as ideias universais possuem existência própria. Os termos universais seriam entidades metafísicas, essências separadas das coisas individuais.

Nominalismo

Os defensores do nominalismo sustentavam a tese de que os termos universais, não existem entre si mesmos, pois são somente palavras, sem existência real. Para os nominalistas, o que há são apenas os seres singulares, e o universal não passa de um nome, uma convenção.

Santo Tomás de Aquino

A filosofia de Tomás de Aquino teve o objetivo claro de não contrariar a fé, empenhando-se organizar um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do cristianismo.



Princípios básicos

Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial, ressaltando uma série de princípios básicos, dentre os quais se destacam: Princípio da não contradição, princípio da substância, princípio da causa eficiente, princípio da finalidade, princípio do ato e da potência.

Ser e essência

De acordo com Tomás de Aquino, em todas as criaturas o ser é diferente de sua essência. Para um ser humano, existir é continuar sendo sua essência; quando ele deixa de existir, sua essência desaparece. O único ser realmente pleno, no qual o ser e a essência se identificam, é Deus.

A escolástica pós- tomista

A Guerra dos Cem Anos, a epidemia da peste bubônica, o cisma definitivo das igrejas do Ocidente e do Oriente, a criação de novas universidades e o processo de autonomia da filosofia em relação á teologia são alguns dos fatos que marcaram o fim da Idade Média, coincidindo com o questionamento tomista.

Filosofia Patrística
A Filosofia desenvolvida entre os séculos o I ao VII é nomeada como Filosofia Patrística, e teve como objetivo consolidar o papel da igreja e programar os ideais do Cristianismo. Baseadas nas Epístolas de São Paulo e de São João, a escola Patrística advogou a favor da igreja e programou diversos conceitos cristãos como o pecado original, a criação do mundo por Deus, ressureição de juízo final.
A Patrística é a filosofia dos padres da igreja Católica, como principal objetivo fazer a junção da Religião e da Filosofia, fazendo entrar ideias inovadas na sociedade medieval, a exemplo da criação do mundo e livre- arbítrio. A Patrística surgiu como forma de evitar heresias, essa forma de combater as religiões pagãs fez com que os padres tivessem que buscar argumentação nos fundamentos filosóficos gregos "Extraindo dela argumentação que justificasse a interpretação pagã da nova religião/ filosofia." - MOSER, 2008.

"A Patrística auxilia a exposição racional da doutrina religiosa, preocupando-se principalmente com a relação entre fé e ciência, com a vida moral, com a natureza de Deus e da alma." - SCHINEIDER, 2007.


GABRIELE BERTAMONI, GUILHERME PORTELLA E LUCAS MEZADRI.

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