Filosofia medieval
Escolástica
Carlos Magno, rei dos
francos coroado imperador do ocidente, organizou o ensino e fundou escolas
ligadas ás instituições católicas.
Adotou nas escolas a
educação romana. Começaram a ser ensinadas matérias como o trivium (gramática,
retórica e dialética) e o quadrivium (geometria, aritmética, astronomia e
música).
Com o ambiente
cultural dessas escolas e o surgimento das primeiras universidades,
desenvolveu-se uma produção filosófico-trológica denominada escolástica.
Relação entre fé e
razão
No período
escolástico, a busca de harmonizar a fé cristã e a razão se manteve como
problema básico de especulação filosófica. A escolástica pode ser dividida em
primeira fase, segunda fase e terceira fase.
Estudo da lógica
Além de apresentar o
traço fundamental da filosofia medieval, a escolástica promoveu significativos
avanços no estudo da lógica.
Questão dos
universais
Essa questão surgiu
no contexto em que se desenvolveu o método escolástico de investigação. Ele
privilegiava o estudo da linguagem para depois passar o exame das coisas.
Realismo
Os adeptos do
realismo sustentavam a tese de que os universais existem de fato, as ideias
universais possuem existência própria. Os termos universais seriam entidades
metafísicas, essências separadas das coisas individuais.
Nominalismo
Os defensores do
nominalismo sustentavam a tese de que os termos universais, não existem entre
si mesmos, pois são somente palavras, sem existência real. Para os
nominalistas, o que há são apenas os seres singulares, e o universal não passa
de um nome, uma convenção.
Santo Tomás de Aquino
A filosofia de Tomás
de Aquino teve o objetivo claro de não contrariar a fé, empenhando-se organizar
um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do
cristianismo.
Princípios básicos
Tomás de Aquino
enfatizou a importância da realidade sensorial, ressaltando uma série de
princípios básicos, dentre os quais se destacam: Princípio da não contradição,
princípio da substância, princípio da causa eficiente, princípio da finalidade,
princípio do ato e da potência.
Ser e essência
De acordo com Tomás
de Aquino, em todas as criaturas o ser é diferente de sua essência. Para um ser
humano, existir é continuar sendo sua essência; quando ele deixa de existir,
sua essência desaparece. O único ser realmente pleno, no qual o ser e a
essência se identificam, é Deus.
A escolástica pós-
tomista
A Guerra dos Cem
Anos, a epidemia da peste bubônica, o cisma definitivo das igrejas do Ocidente
e do Oriente, a criação de novas universidades e o processo de autonomia da
filosofia em relação á teologia são alguns dos fatos que marcaram o fim da
Idade Média, coincidindo com o questionamento tomista.
Filosofia
Patrística
A Filosofia desenvolvida
entre os séculos o I ao VII é
nomeada como Filosofia Patrística, e teve como objetivo consolidar o papel da
igreja e programar os ideais do Cristianismo. Baseadas nas Epístolas de São
Paulo e de São João, a escola Patrística advogou a favor da igreja e programou
diversos conceitos cristãos como o pecado original, a criação do mundo por
Deus, ressureição de juízo final.
A
Patrística é a filosofia dos padres da igreja Católica, como principal objetivo
fazer a junção da Religião e da Filosofia, fazendo entrar ideias inovadas na
sociedade medieval, a exemplo da criação do mundo e livre- arbítrio. A Patrística surgiu como
forma de evitar heresias, essa forma de combater as religiões pagãs fez com que
os padres tivessem que buscar argumentação nos fundamentos filosóficos gregos
"Extraindo dela argumentação que justificasse a interpretação pagã da nova
religião/ filosofia." - MOSER, 2008.
"A Patrística auxilia a exposição racional da
doutrina religiosa, preocupando-se principalmente com a relação entre fé e
ciência, com a vida moral, com a natureza de Deus e da alma." - SCHINEIDER,
2007.
GABRIELE BERTAMONI, GUILHERME PORTELLA E LUCAS MEZADRI.
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