PERÍODO
MEDIEVAL
Desenvolvida na idade média.
Entre os séculos V e XV. Esse período marcado pela influência da igreja
católica em diversas áreas do conhecimento.
Pensadores deste período
defendiam que a fé não podia ser subordinada com a razão. Na modernidade
passou-se a delinear melhor os limites do estudo filosófico. Santo Agostino (filosofo Cristão), buscou a
razão para justificar as crenças. Ele desenvolveu a ideia de anterioridade (o
homem tem consciência moral e possui livre arbítrio).
CARACTERISTICAS DESTE
PERÍODO
-
Fé e Razão
-
Deus e Natureza
-
Conhecimento sobre a fronteira da liberdade
humana
-
Individualidade das substancias divisíveis e
indivisíveis.
A FILOSOFIA MODERNA PODE SER
FRAGMENTADA EM VÁRIOS TÓPICOS:
-
Filosofia do Renascimento
-
Filosofia do século XVII
-
Filosofia do século XVIII
-
Filosofia do século XIX
ESCOLÁSTICA
Para entender a escolástica
devemos fazer a seguinte pergunta:
“Como é conciliar a fé e a
razão?”
O período Escolástico busca
harmonizar a Fé e a razão. Santo Agostino defende que a razão é a maior
subordinação que a Fé, segundo Agostino a fé restaura a condição decaída da
razão.
As fontes dos conhecimentos
Escolásticas são profundados aos filósofos antigos, país, igreja, escrituras
sagradas etc.
PATRÍSTICA
→ Matriz platônica de apoio e fé
No início do século IV os
primeiros padres da igreja se dedicavam na escrita de textos sobre revelação e
fé cristã.
Essas escritas foram
influenciadas pela filosofia greco-romana, que tentou promover a fé por meio de
argumentos racionais, (conciliação entre cristianismo e o pensamento pagão).
Um de seus principais
filósofos era Santo Agostino que supostamente foi considerado “santo” pela
igreja Católica.
Esse período foi marcado por
perseguições e heresia e ameaçavam o Cristianismo, mas a fé triunfou e afastou
qualquer “ameaça”. A patrística foi muito importante para igreja cristã.
SANTO
AGOSTINO
Santo Agostinho, também
conhecido como Aurélio Agostinho, foi um filósofo e bispo da Igreja Católica.
Ele foi muito importante no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente, onde
aprofundou vários conceitos, como por exemplo, o de pecado original, da
participação política, do tempo. Vivenciou a desintegração do Império Romano do
Ocidente e nesta época desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade
espiritual de Deus. Em suas obras, incorporou a filosofia de Platão ao
mesclá-la com os princípios e filosofia cristã. Também ensinou a retórica nas
cidades italianas de Roma e Milão, onde teve contato com o neoplatonismo
cristão. Seus escritos influenciaram a
visão da Igreja sobre diversos assuntos do final da Idade Antiga até a chegada
de Tomás de Aquino. Devemos lembrar que
Agostinho teve grande influência no pensamento da Escolástica, mas seu período
é o da 'Patrística'.
SÃO
TOMÁS DE AQUINO
Tomás de Aquino é o
principal nome da Escolástica, ele realiza em suas obras a junção do
cristianismo com a visão filosófica de Aristóteles, tendo uma visão espiritual
às ideias do filosofo grego. Ele escreveu duas grandes obras, dentre elas Summa
Theologiae e Summa contra Gentiles, onde sistematizou o conhecimento teológico
e filosófico de sua época. Como para Tomás de Aquino tudo tinha uma explicação
racional, ele fez a primeira defesa argumentativa da existência de Deus com
base na razão. Disse também que se Platão pode ser visto como mais espiritual,
por sua visão das realidades eternas e abstratas, Aristóteles poderia ser
chamado de materialista.
FÉ
E RAZÃO
Este tema é relacionado a um período medieval
no qual havia um confronto entre os adeptos da religião cristã e os moralistas
gregos e romanos, cada um dos grupos objetivando impor os seus pontos de vista.
Filósofos como Pitágoras,
Heráclito e Xenofánes desacreditavam na religião e, dessa forma, marcaram a
ruptura entre razão e fé. A Filosofia marca o conflito entre a razão e a fé
quando tenta explicar racionalmente os fenômenos, tais como os mitos, recusando
a fé cega.
O filósofo Anaxágoras (500
a.C. –428 a.C.0) foi obrigado por Atenas a fugir para impedir que fosse
condenado publicamente, por suspeita de conceber um novo deus. A Filosofia tem
como característica o estabelecimento de conceitos cada vez mais racionais
através da História e mostra que, desde o início, a relação da fé com razão tem
os seus momentos de embate e de reconciliação, na Grécia Antiga, a Filosofia
surgiu como uma tentativa de superar os obstáculos originados de uma fé cega em
narrativas de Homero e Hesíodo.
FÉ E RAZÃO NO PENSAMENTO DE
SANTO AGOSTINHO
Por diversas vezes e em
diversos lugares, Agostinho analisou expressamente as relações entre a fé e
razão com base na sua experiência pessoal, também demonstra bem que se trata de
um tema maior, de importância capital para o entendimento correto de todo o
pensamento filosófico e teológico do bispo de Hipona. Na verdade, a relação
entre fé e razão constitui o núcleo essencial do método agostiniano na busca
incansável da felicidade ou da sabedoria.
FÉ E RAZÃO NO PENSAMENTO DE
SÃO TOMAS DE AQUINO
Santo Tomás represente o
apogeu da escolástica medieval na medida em que conseguiu estabelecer o
perfeito equilíbrio nas relações entre a Fé e Razão, a teologia e a Filosofia,
distinguindo-as, mas não as separando, necessariamente. Ambas, com efeito,
podem tratar do mesmo objeto: Deus, por exemplo. Contudo, a filosofa utiliza as
luzes da razão divina manifestada na revelação.
Há distinção, mas não
oposição entre verdade da razão e as da revelação, pois a razão humana é uma
expressão imperfeita da razão divina, estando-lhe subordinada. Por isso o
conteúdo das verdades reveladas pode estar acima da capacidade da razão
natural, mas nunca pode ser contrário a ela.
Dessa forma, Santo Tomás
supera as posições ambíguas de seus predecessores, aos quais, ao abordarem a
questão das relações entre Fá e a Razão, a Teologia e a Filosofia, muitas vezes
pareciam confundi-las.
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