segunda-feira, 6 de julho de 2015

Texto – Filosofia Medieval

PERÍODO MEDIEVAL

Desenvolvida na idade média. Entre os séculos V e XV. Esse período marcado pela influência da igreja católica em diversas áreas do conhecimento.
Pensadores deste período defendiam que a fé não podia ser subordinada com a razão. Na modernidade passou-se a delinear melhor os limites do estudo filosófico.  Santo Agostino (filosofo Cristão), buscou a razão para justificar as crenças. Ele desenvolveu a ideia de anterioridade (o homem tem consciência moral e possui livre arbítrio).
CARACTERISTICAS DESTE PERÍODO
-        Fé e Razão
-        Deus e Natureza
-        Conhecimento sobre a fronteira da liberdade humana
-        Individualidade das substancias divisíveis e indivisíveis.
A FILOSOFIA MODERNA PODE SER FRAGMENTADA EM VÁRIOS TÓPICOS:
-        Filosofia do Renascimento
-        Filosofia do século XVII
-        Filosofia do século XVIII
-        Filosofia do século XIX


ESCOLÁSTICA
Para entender a escolástica devemos fazer a seguinte pergunta:
“Como é conciliar a fé e a razão?”
O período Escolástico busca harmonizar a Fé e a razão. Santo Agostino defende que a razão é a maior subordinação que a Fé, segundo Agostino a fé restaura a condição decaída da razão.
As fontes dos conhecimentos Escolásticas são profundados aos filósofos antigos, país, igreja, escrituras sagradas etc.





PATRÍSTICA
       → Matriz platônica de apoio e fé
No início do século IV os primeiros padres da igreja se dedicavam na escrita de textos sobre revelação e fé cristã.
Essas escritas foram influenciadas pela filosofia greco-romana, que tentou promover a fé por meio de argumentos racionais, (conciliação entre cristianismo e o pensamento pagão).
Um de seus principais filósofos era Santo Agostino que supostamente foi considerado “santo” pela igreja Católica.
Esse período foi marcado por perseguições e heresia e ameaçavam o Cristianismo, mas a fé triunfou e afastou qualquer “ameaça”. A patrística foi muito importante para igreja cristã.

SANTO AGOSTINO
Santo Agostinho, também conhecido como Aurélio Agostinho, foi um filósofo e bispo da Igreja Católica. Ele foi muito importante no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente, onde aprofundou vários conceitos, como por exemplo, o de pecado original, da participação política, do tempo. Vivenciou a desintegração do Império Romano do Ocidente e nesta época desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus. Em suas obras, incorporou a filosofia de Platão ao mesclá-la com os princípios e filosofia cristã. Também ensinou a retórica nas cidades italianas de Roma e Milão, onde teve contato com o neoplatonismo cristão.  Seus escritos influenciaram a visão da Igreja sobre diversos assuntos do final da Idade Antiga até a chegada de Tomás de Aquino.  Devemos lembrar que Agostinho teve grande influência no pensamento da Escolástica, mas seu período é o da 'Patrística'.

SÃO TOMÁS DE AQUINO
Tomás de Aquino é o principal nome da Escolástica, ele realiza em suas obras a junção do cristianismo com a visão filosófica de Aristóteles, tendo uma visão espiritual às ideias do filosofo grego. Ele escreveu duas grandes obras, dentre elas Summa Theologiae e Summa contra Gentiles, onde sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época. Como para Tomás de Aquino tudo tinha uma explicação racional, ele fez a primeira defesa argumentativa da existência de Deus com base na razão. Disse também que se Platão pode ser visto como mais espiritual, por sua visão das realidades eternas e abstratas, Aristóteles poderia ser chamado de materialista.

FÉ E RAZÃO
  Este tema é relacionado a um período medieval no qual havia um confronto entre os adeptos da religião cristã e os moralistas gregos e romanos, cada um dos grupos objetivando impor os seus pontos de vista.
Filósofos como Pitágoras, Heráclito e Xenofánes desacreditavam na religião e, dessa forma, marcaram a ruptura entre razão e fé. A Filosofia marca o conflito entre a razão e a fé quando tenta explicar racionalmente os fenômenos, tais como os mitos, recusando a fé cega.
O filósofo Anaxágoras (500 a.C. –428 a.C.0) foi obrigado por Atenas a fugir para impedir que fosse condenado publicamente, por suspeita de conceber um novo deus. A Filosofia tem como característica o estabelecimento de conceitos cada vez mais racionais através da História e mostra que, desde o início, a relação da fé com razão tem os seus momentos de embate e de reconciliação, na Grécia Antiga, a Filosofia surgiu como uma tentativa de superar os obstáculos originados de uma fé cega em narrativas de Homero e Hesíodo.

FÉ E RAZÃO NO PENSAMENTO DE SANTO AGOSTINHO
Por diversas vezes e em diversos lugares, Agostinho analisou expressamente as relações entre a fé e razão com base na sua experiência pessoal, também demonstra bem que se trata de um tema maior, de importância capital para o entendimento correto de todo o pensamento filosófico e teológico do bispo de Hipona. Na verdade, a relação entre fé e razão constitui o núcleo essencial do método agostiniano na busca incansável da felicidade ou da sabedoria.

FÉ E RAZÃO NO PENSAMENTO DE SÃO TOMAS DE AQUINO
Santo Tomás represente o apogeu da escolástica medieval na medida em que conseguiu estabelecer o perfeito equilíbrio nas relações entre a Fé e Razão, a teologia e a Filosofia, distinguindo-as, mas não as separando, necessariamente. Ambas, com efeito, podem tratar do mesmo objeto: Deus, por exemplo. Contudo, a filosofa utiliza as luzes da razão divina manifestada na revelação.
Há distinção, mas não oposição entre verdade da razão e as da revelação, pois a razão humana é uma expressão imperfeita da razão divina, estando-lhe subordinada. Por isso o conteúdo das verdades reveladas pode estar acima da capacidade da razão natural, mas nunca pode ser contrário a ela.
Dessa forma, Santo Tomás supera as posições ambíguas de seus predecessores, aos quais, ao abordarem a questão das relações entre Fá e a Razão, a Teologia e a Filosofia, muitas vezes pareciam confundi-las.


















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