Escolástica
Na Idade média o ensino era mais limitado,
referindo-se às disciplinas escolares: trivio (dialética, retórica e gramática)
e o quadrivio (aritmética, astronomia, música e geometria). Quanto uma
conotação mais ampla, ao se reportar à linha filosófica adotada pela Igreja na
Idade Média.
A escolástica surgiu numa tentativa da
Igreja para unir os conhecimentos obtidos através da ciência e da razão com os
ideais da Igreja Católica. Nesse contexto, surgiu a teologia que foi uma
ciência que buscava explicar racionalmente a existência de Deus, da alma, do
céu e inferno e as relações entre homem, razão e fé. As ideias dos filósofos
gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta fase.
Um dos principais representantes da
escolástica foi São Tomás de Aquino, fundador da teologia e da escola tomista
de filosofia. A escola tomista tem por méritos aliar a filosofia aristotélica
de pensamento lógico e racional com a fé cristã, sendo assim a metafísica a
serviço da teologia. Segundo Tomás, a ciência e a fé são distintos, porém
harmoniosos. A teologia é o estudo supremo e a filosofia funciona como um
auxílio para esse estudo supremo. Só existe o conflito caso a filosofia tente
explicar o mistério do dogma religioso sem fazer uso da fé.
Patrística
A Patrística inicia-se ainda no período
decadente do Império Romano, no século III. Essa filosofia auxilia a exposição
racional da doutrina religiosa e se acha contida nos trabalhos dos chamados
Padres da Igreja.
Suas principais preocupações são as relações
entre Fé e Ciência, a natureza de Deus, a alma e a vida moral. A retomada da
Filosofia platônica contribui para a fundamentação da necessidade de uma ética
rigorosa, da abdicação do mundo, do controle racional das paixões. Seu principal representante é Santo
Agostinho, bispo de Hipona. Seguindo a tradição platônica, que via sempre o
perfeito por trás de todo imperfeito e a verdade absoluta por trás de todas as
verdades particulares, também Santo Agostinho pensa numa iluminação pela qual a
verdade é infundida no espírito humano por Deus.
Na obra “A cidade de Deus”, Santo Agostinho,
trata de duas cidades, a “cidade de Deus” e a “cidade terrestre”, que não devem
ser entendidas simplesmente como referência ao reino de Deus que se sucede à
vida terrena, mas à existência dos dois planos de existência na vida de cada
um. Para
Santo Agostinho, a relação entre as duas “cidades” é de ligação e não de
oposição, mas seu ponto de vista desemboca no confronto entre o Estado e a
Igreja, considerando a superioridade do poder espiritual sobre o temporal.
Fonte:http://pt.slideshare.net/diegoandradesampaio/07-patrstica-e-escolstica-racionalismo-e-empirismo
Mateus
Bündchen e Pedro Pelicciolli – 26TP
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