terça-feira, 14 de julho de 2015

Texto - Filosofia Medieval

FILOSOFIA MEDIEVAL
Júlia S. Pedrassani

            O período medieval durou cerca de mil anos. Nesse período duas linhas filosóficas se fizeram muito fortes: a patrística e a escolástica, ambas com abordagens católicas, porém com ideias diferentes.
A patrística permaneceu nos sete primeiros séculos da era medieval e foi fundada por padres e membros da igreja católica, portanto pregava contra os cultos pagãos. O principal nome dessa linha filosófica foi Santo Agostinho. Suas ideias se baseavam em Platão e a Teoria de Ideias. Buscavam conciliar razão e religião.
Antes de se converter ao Cristianismo, Santo Agostinho foi maniqueu, que formava uma doutrina religiosa e filosófica que buscava a salvação e dividia o mundo entre bem e mal, luz e trevas, material e espírito. Porém com o neoplatonismo ele passou a acreditar que toda existência humana é de natureza divina, então ele se converteu ao Cristianismo. Ele percebeu que havia muitos paralelos entre a doutrina Cristã e a filosofia de Platão. Para ele, se acreditarmos na religião, Deus iria ‘iluminar’ nossa cabeça com o conhecimento.
            A escolástica surgiu na baixa idade media. Buscava uma explicação científica e racional para provar a existência de Deus, que é a teologia. Tentava unir a ciência e a religião. Sua principal figura foi São Tomás de Aquino, que se baseou em Aristóteles. Acreditava que a fé era necessária para a razão, sem ela não entenderíamos o mundo. Ele acreditava que poderíamos concluir que existe um Deus tanto pela razão (inata) quanto pela fé. Para ele existe uma verdade absoluta, uma parte desta deve ser reconhecida pela razão, e a outra parte deve ter sido mostrada aos homens por Deus, através da Bíblia.  Poderíamos provar que Deus existe usando a razão se pensarmos na Bíblia e como Deus descreve as coisas. Portanto podemos perceber ele através das plantas, animais...
            Depois da morte de São Tomás de Aquino a igreja católica começou a passar por turbulências, pois alguns pensadores acreditavam que não seria possível chegar à algum Deus através da razão.


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