Filosofia Pós-Moderna
Pós modernidade é o termo que
engloba os pensadores mais recentes (últimas décadas). Suas reflexões são
marcadas pela crítica, filosofia analítica, descrença em uma verdade universal
e na ciência como forma de libertação dos dogmas religiosos e do idealismo da
moral imposta ao homem moderno (pensamento proveniente da Escola de Frankfurt).
Eram muitas ideias sem a certeza do que era correto ou não. Os principais
pensadores modernistas fora: Michel Foucault (França – 1926 a 1984), Jaques
Derrida (1930 a 2004), Jean Braudillard (1929 a 2007) e Jean-François Lyotard
(1924 a 1998).
Tinham fracas esperanças quanto ao
futuro da sociedade, e motivos não faltavam, via-se miséria para todos os
lados, gritantes desigualdades sociais, destruição ambiental, guerras, hierarquia
dos países desenvolvidos sobre os outros países e etc...Denominavam o mundo
como um beco sem saída, que ele mesmo se pôs, diante do sistema capitalista
quem tem dinheiro, tem poder, as megacorporações detêm um poder infindável na
economia global. Com o acúmulo de bens matérias (traço capitalista), jamais
haverá igualdade social, inclusive com o fracasso das tentativas do socialismo,
a ideia de mundo capitalista torna-se maior.
Sem expectativas de melhoras, os
modernistas buscavam analisar a vida social, tendo como foco principal o
controle exercido pelo governo sobre os cidadãos, a opressão do dia a dia
também era discutida. Todo o conhecimento era obtido em partes, fragmentado,
buscando capturar detalhes deixados de lado, visando ir de encontro ao respeito
pelo próximo.
Um dos filósofos mais importantes,
Michel Foucault, centrou sua investigação em temas como certas instituições
sociais, como a cadeia; a sexualidade e principalmente o poder, seu objetivo
como filósofo era de colocar à mostra as estruturas do poder, tendo Nietzsche
por inspiração. O filósofo não acreditava que a dominação e o poder sejam
originários de uma única fonte, mas que são exercidos em várias direções,
cotidianamente em escala múltipla, como por exemplo, um pai exerce poder ao
filho, o chefe do trabalho exerce poder sobre o pai e assim por diante.
Foucault
via na dinâmica entre diversas instituições e ideias uma teia complexa, em que
não se pode falar do conhecimento como causa ou efeito de outros fenômenos.
Suas principais obras: " nascimento da clínica " de 1963, " as
palavras e as coisas" de 1966, " arqueologia do saber" de 1969,
" o uso dos prazeres" e " o cuidado de si" de 1984,
Foucault que além de filósofo, foi um teórico social e crítico literário
francês, mas se rejeitou e preferiu se classificar no pensamento como uma
crítica à modernidade.
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