segunda-feira, 6 de julho de 2015

Texto – Pós-Modernidade

Filosofia Pós-Moderna

              Pós modernidade é o termo que engloba os pensadores mais recentes (últimas décadas). Suas reflexões são marcadas pela crítica, filosofia analítica, descrença em uma verdade universal e na ciência como forma de libertação dos dogmas religiosos e do idealismo da moral imposta ao homem moderno (pensamento proveniente da Escola de Frankfurt). Eram muitas ideias sem a certeza do que era correto ou não. Os principais pensadores modernistas fora: Michel Foucault (França – 1926 a 1984), Jaques Derrida (1930 a 2004), Jean Braudillard (1929 a 2007) e Jean-François Lyotard (1924 a 1998).
            Tinham fracas esperanças quanto ao futuro da sociedade, e motivos não faltavam, via-se miséria para todos os lados, gritantes desigualdades sociais, destruição ambiental, guerras, hierarquia dos países desenvolvidos sobre os outros países e etc...Denominavam o mundo como um beco sem saída, que ele mesmo se pôs, diante do sistema capitalista quem tem dinheiro, tem poder, as megacorporações detêm um poder infindável na economia global. Com o acúmulo de bens matérias (traço capitalista), jamais haverá igualdade social, inclusive com o fracasso das tentativas do socialismo, a ideia de mundo capitalista torna-se maior.
            Sem expectativas de melhoras, os modernistas buscavam analisar a vida social, tendo como foco principal o controle exercido pelo governo sobre os cidadãos, a opressão do dia a dia também era discutida. Todo o conhecimento era obtido em partes, fragmentado, buscando capturar detalhes deixados de lado, visando ir de encontro ao respeito pelo próximo.
            Um dos filósofos mais importantes, Michel Foucault, centrou sua investigação em temas como certas instituições sociais, como a cadeia; a sexualidade e principalmente o poder, seu objetivo como filósofo era de colocar à mostra as estruturas do poder, tendo Nietzsche por inspiração. O filósofo não acreditava que a dominação e o poder sejam originários de uma única fonte, mas que são exercidos em várias direções, cotidianamente em escala múltipla, como por exemplo, um pai exerce poder ao filho, o chefe do trabalho exerce poder sobre o pai e assim por diante.

Foucault via na dinâmica entre diversas instituições e ideias uma teia complexa, em que não se pode falar do conhecimento como causa ou efeito de outros fenômenos. Suas principais obras: " nascimento da clínica " de 1963, " as palavras e as coisas" de 1966, " arqueologia do saber" de 1969, " o uso dos prazeres" e " o cuidado de si" de 1984, Foucault que além de filósofo, foi um teórico social e crítico literário francês, mas se rejeitou e preferiu se classificar no pensamento como uma crítica à modernidade.

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