FILOSOFIA PÓS-MODERNA
O
termo pós-moderno se refere aos pensadores das últimas décadas, especialmente
aqueles que produziram uma reflexão marcada pela crítica e pela descrença de
que a razão tecnocientífica favoreceria a emancipação humana.
Entre
os pensadores mais destacados estão Foucault e Derrida, além de outros como
Jean Baudrillard e Jean-François Lyotard. Um traço comum entre os filósofos
pós-modernos é a debilitação das esperanças, devido ao cenário desalentador em
alguns locais do planeta. Essa desesperança fortaleceu-se após os sinais de
degeneração das experiências socialistas, que deram origem ao chamado
socialismo autoritário que contrariava as teses libertárias das origens desse
movimento político.
A
filosofia pós-moderna passou a analisar os diversos aspectos da vida social,
denunciando as formas de opressão que acompanha os indivíduos em sua vida
cotidiana. Essa denuncia é feita de forma fragmentária abordando aspectos
variados e singulares do cotidiano, uma vez que abandonou a pretensão de
totalidade, que orientava o pensamento moderno.
FOUCAULT
Foi
um dos principais pensadores da pós-modernidade, Michel Foucault centrou sua
investigação em temas como certas Instituições Sociais, a sexualidade e o
poder. Segundo ele, as sociedades modernas apresentam uma nova organização do
poder, na qual o poder não se concentra apenas no setor político e nas suas
formas de repressão, mas espalha-se pelos vários aspectos da vida social. Ele
dizia que o poder havia se fragmentado em micropoderes, assim tornando-se mais
eficaz.
Sem
se deter no macropoder, Foucault analisou os micropoderes que se espalham pelas
mais diversas instituições da vida social, exercidos por um número imenso de
pessoas que interiorizam e cumprem as normas estabelecidas pela disciplina
social. Na microfísica do poder, afirma que o poder está em toda parte, não por
englobar tudo, mas porque provém de todos os lugares.
Foucault
também desenvolveu uma genealogia, adotando como ponto de partida a ideia de
que os valores são consagrados em função dos interesses ligados ao poder dentro
da sociedade. Em seu livro “Vigiar e punir: uma genealogia do poder”, ele
acompanha a evolução dos mecanismos do controle social e de punição, cada vez
menos visíveis e mais racionalizados. Caracteriza a sociedade contemporânea
como disciplinar, na qual prevalece a produção de práticas disciplinares de
vigilância e controle constantes, estendendo-se a todos os campos da vida das
pessoas.
DERRIDA
O
filósofo francês, Jacques Derrida, criticou a racionalidade ocidental a partir
de seu próprio conceito de razão, para ele toda filosofia produzida partilha a
ideia de um centro que unifica e estrutura sua construção teórica.
Ele
denominou essa característica logocentrismo, e segundo ele cada um desses centros
corresponde um oposto. Ex: Homem- Mulher.
Derrida
propõe a desconstrução do conceito de logos e negação de sua supremacia em
relação ao seu par logico. Na sua interpretação, o pensamento filosófico ocidental teria
atribuído um valor absoluto a um elemento dos que compõem essa dualidade,
criando dessa forma ‘’verdades’’ indiscutíveis. Ele não só nega essas
‘’verdades’’ mas também identifica nelas a condição de construções culturais.
Para
ele, é necessária a desconstrução dos centros da filosofia ocidental,
principalmente a noção de razão e sujeito. Isso se faria a partir da análise de
linguagem, que ele entende ser a estrutura essencial da cultura. Segundo ele a
desconstrução seria uma análise que pretende mostrar, como se dá a construção
de certas noções; como depois essas noções passam a ter função predominante na
cultura ocidental; e como elas podem ser usadas como forma de dominação.
Beatriz
Faggion, Giane Zalamena, Hellen Schimidt, Júlia Gatto, Luiza Dendena
33MP
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