segunda-feira, 6 de julho de 2015

Texto – Pós-Modernidade

FILOSOFIA PÓS-MODERNA

O termo pós-moderno se refere aos pensadores das últimas décadas, especialmente aqueles que produziram uma reflexão marcada pela crítica e pela descrença de que a razão tecnocientífica favoreceria a emancipação humana.
Entre os pensadores mais destacados estão Foucault e Derrida, além de outros como Jean Baudrillard e Jean-François Lyotard. Um traço comum entre os filósofos pós-modernos é a debilitação das esperanças, devido ao cenário desalentador em alguns locais do planeta. Essa desesperança fortaleceu-se após os sinais de degeneração das experiências socialistas, que deram origem ao chamado socialismo autoritário que contrariava as teses libertárias das origens desse movimento político.
A filosofia pós-moderna passou a analisar os diversos aspectos da vida social, denunciando as formas de opressão que acompanha os indivíduos em sua vida cotidiana. Essa denuncia é feita de forma fragmentária abordando aspectos variados e singulares do cotidiano, uma vez que abandonou a pretensão de totalidade, que orientava o pensamento moderno.
FOUCAULT
Foi um dos principais pensadores da pós-modernidade, Michel Foucault centrou sua investigação em temas como certas Instituições Sociais, a sexualidade e o poder. Segundo ele, as sociedades modernas apresentam uma nova organização do poder, na qual o poder não se concentra apenas no setor político e nas suas formas de repressão, mas espalha-se pelos vários aspectos da vida social. Ele dizia que o poder havia se fragmentado em micropoderes, assim tornando-se mais eficaz.
Sem se deter no macropoder, Foucault analisou os micropoderes que se espalham pelas mais diversas instituições da vida social, exercidos por um número imenso de pessoas que interiorizam e cumprem as normas estabelecidas pela disciplina social. Na microfísica do poder, afirma que o poder está em toda parte, não por englobar tudo, mas porque provém de todos os lugares.
Foucault também desenvolveu uma genealogia, adotando como ponto de partida a ideia de que os valores são consagrados em função dos interesses ligados ao poder dentro da sociedade. Em seu livro “Vigiar e punir: uma genealogia do poder”, ele acompanha a evolução dos mecanismos do controle social e de punição, cada vez menos visíveis e mais racionalizados. Caracteriza a sociedade contemporânea como disciplinar, na qual prevalece a produção de práticas disciplinares de vigilância e controle constantes, estendendo-se a todos os campos da vida das pessoas.
DERRIDA
O filósofo francês, Jacques Derrida, criticou a racionalidade ocidental a partir de seu próprio conceito de razão, para ele toda filosofia produzida partilha a ideia de um centro que unifica e estrutura sua construção teórica.
Ele denominou essa característica logocentrismo, e segundo ele cada um desses centros corresponde um oposto. Ex: Homem- Mulher.
Derrida propõe a desconstrução do conceito de logos e negação de sua supremacia em relação ao seu par logico. Na sua interpretação,  o pensamento filosófico ocidental teria atribuído um valor absoluto a um elemento dos que compõem essa dualidade, criando dessa forma ‘’verdades’’ indiscutíveis. Ele não só nega essas ‘’verdades’’ mas também identifica nelas a condição de construções culturais.
Para ele, é necessária a desconstrução dos centros da filosofia ocidental, principalmente a noção de razão e sujeito. Isso se faria a partir da análise de linguagem, que ele entende ser a estrutura essencial da cultura. Segundo ele a desconstrução seria uma análise que pretende mostrar, como se dá a construção de certas noções; como depois essas noções passam a ter função predominante na cultura ocidental; e como elas podem ser usadas como forma de dominação.





Beatriz Faggion, Giane Zalamena, Hellen Schimidt, Júlia Gatto, Luiza Dendena

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