Filosofia Medieval
A Filosofia
medieval abrange o período que vai do século VIII ao século XIV . Apesar de ter
as mesmas preocupações que a Filosofia patrística , filosofia cristã dos
primeiros séculos , os pensadores do medievo acrescentaram um assunto
importante em sua filosofia : o Problema dos Universais , que diz respeito à
ideia e sua relação com a realidade . Maimônides , Nahmanides , Yeudah ben Levi
( judeus ) , Avicena , Averróis , Alfarabi e Algazáli ( árabes ) , Abelardo ,
Duns Scoto , Escoto Erígena , Santo Anselmo , Santo Tomás de Aquino , Santo
Alberto Magno , Guilherme de Ockham , Roger Bacon e São Boaventura são
considerados os principais nomes da Filosofia medieval .
Escolástica
A
Escolástica tem tanto um significado mais limitado, ao se referir às
disciplinas ministradas nas escolas medievais – o trivio: gramática, retórica e
dialética; e o quadrívio: aritmética, geometria, astronomia e música -, quanto
uma conotação mais ampla, ao se reportar à linha filosófica adotada pela Igreja
na Idade Média. Mesmo depois , quando Aristóteles , discípulo de Platão, é
contemplado no pensamento cristão através de Tomás de Aquino, o neoplatonismo
adotado pela Igreja é preservado. A Escolástica foi profundamente influenciada
pela Bíblia Sagrada, pelos filósofos da Antiguidade e também pelos Padres da
Igreja, escritores do primeiro período do Cristianismo oficial, que detinham o
domínio da fé e da santidade.
Patrística
É o nome
dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos, elaborada pelos Padres da
Igreja, que são os primeiros estudiosos da Escritura e os mais antigos
testemunhos da fé da Igreja e da vida cristã, a ponte que une a Tradição
Apostólica às gerações cristãs posteriores. Foram eles, os Pais da Igreja,
responsáveis por confirmar e defender a fé, a liturgia, a disciplina, criar os
costumes e decidir os rumos da Igreja, ao longo dos sete primeiros séculos do
Cristianismo. Foi durante essa época que não apenas a Igreja, mas também seus
ensinamentos e doutrinas se desenvolveram e foram melhor explicados e aceitos
por toda a Cristandade .
Santo
Agostinho
Santo Agostinho, conhecido também como
Aurélio Agostinho, Agostinho de Hipona ou São Agostinho, foi importante bispo,
teólogo e filósofo, reconhecido pelos católicos como Doutor da Igreja. O santo
tem lugar de destaque na história da Igreja Católica, reconhecido por sua
profunda percepção e pelo seu temperamento compreensivo, bem como por sua
junção da natureza teórica da patrística - ciência que se ocupa da doutrina dos
Santos Padres e da história dessa doutrina – grega com o teor prático da
patrística latina. Parte de sua obra se dedica às especulações filosóficas, com
destaque para os diálogos, tais como Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os
solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o
mestre, Sobre a música; a outra é devotada à teologia, que complementa sua
filosofia, especialmente Da Verdadeira Religião, As Confissões – sua obra mais
conhecida -, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira.
São Tomás
de Aquino
São Tomás de Aquino nasceu na Itália,
próximo a Roccasecca, mais precisamente perto de Aquino (comuna italiana da
região do Lácio), e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores
cristãos e cultos existentes até os dias atuais. São Tomás era filho do Conde
de Aquino, realizou seus estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e
em seguida seguiu para a Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do
conjunto de produções literárias de um filósofo grego de nome Aristóteles. Entre
os anos de 1259 e 1268 São Tomás instruiu-se na Universidade da Cúria Papal, na
Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas explanações a
respeito da Física, da Metafísica (parte da Filosofia que estuda a essência dos
seres ), da Ética (esfera da Filosofia que estuda os valores morais e os
princípios ideais da conduta humana) e da Política defendida por Aristóteles;
na sequência dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”, finalizada no
ano de 1242.
Razão
e fé no pensamento medieval
A teologia
(estudo de Deus) é a tentativa de conciliar fé religiosa e pensamento racional
.Algumas são verdades referentes a Deus e que excedem toda capacidade da razão
humana, como, por exemplo, Deus ser trino e uno. Outras são aquelas as quais a
razão pode admitir, como, por exemplo, Deus, ser Deus, Deus ser uno, e outras
semelhantes, Estas os filósofos, conduzidos pela luz da razão natural, provaram,
por via demonstrativa, poderem ser realmente atribuídas a Deus. Na perspectiva
agostiniana, ao homem basta ter fé, pois todo o conhecimento necessário ao
homem é por Deus revelado na interação entre a alma humana e a natureza.
Componentes:
Hiago, Eduardo e Emanuel/ Turma: 21MP
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