Filosofia Medieval
O Período Medieval ocorreu
por causa dos confrontos com os povos bárbaros.
A Igreja Católica conseguiu
no meio de todas essas mudanças manter-se como instituição social. Às vezes ela
desemprenhou o papel de órgão supranacional, conciliador das elites dominantes,
contornando os problemas das rivalidades internas da nobreza feudal.
Na cultura, a igreja
influenciou bastante, configurou um quadro intelectual em que a fé cristã se
tornou o antecedente necessário de toda vida espiritual.
A Filosofia medieval cristã
pode ser dividida em quatro momentos principais:
Padres Apostólicos –
referente ao início do cristianismo, quando os apóstolos e seus discípulos
dispersar a palavra de Cristo.
Padres Apologistas - á
defesa e ao elogio do cristianismo contra a filosofia pagã.
Patrística – conciliação
entre a razão e a fé, destaque para Santo Agostinho com a influência da
filosofia platônica.
Escolástica – buscou uma
sistematização da filosofia cristã, a partir da filosofia de Aristóteles, com destaque
para São Tomas de Aquino.
Patrística: elaboração de
diversos textos sobre a revelação e a fé cristã (tentou suprir fé de argumentos
racionais).
Para Agostinho a alma teria
sido criada por Deus para reinar sobre o corpo, dirigindo-o para o bem. Para o
filósofo, o ser humano que trilha a via do pecado só consegue retornar aos
caminhos de Deus e da salvação mediante a combinação de seu esforço pessoal de
vontade e concessão, imprescindível, da graça divina. Outro fundamento da
filosofia agostiniana é o entendimento da vontade, ela é um impulso que nos
inclina, desde nosso nascimento, às paixões pecaminosas.
Suas principais obras são:
Da Doutrina Cristã (397-426), Confissões (397-398), A Cidade de Deus (413-426),
Da Trindade (400-416)...
Escolástica: Em um primeiro
momento a escolástica não abandonou a filosofia platônica, especialmente o
neoplatonismo. O aristotelismo penetrou de forma profunda no pensamento
escolástico, marcando-o definitivamente.
São Tomás de Aquino
enfatizou a importância da realidade sensorial ressaltando uma série de
princípios considerados básicos, dentre os quais se destacam:
Princípio da não
contradição: O ser é ou não é.
Princípio da substância: É a
essência propriamente dita de uma coisa, sem a qual ela não seria aquilo que é.
Princípio da causa
eficiente: Todos os seres que captamos pelos sentidos são seres duvidosos.
Princípio do ato e da
potência: O ato representa a existência do ser atual. A potência representa a
capacidade real do ser, aquilo que não se realizou, mas pode se realizar.
Suas principais obras são: O Ente e a Essência (1248-1252), Compêndio de Teologia
(1258-1259)...
No período escolástico, a
busca de harmonização entre a fé cristã e a razão manteve-se como problema
básico de especulação filosófica. Pode ser dividida em três fases:
1ª
fase: Confiança na perfeita harmonia entre fé e razão.
2ª
fase: Considera-se que a harmonização entre fé e razão pode ser parcialmente
obtida.
3ª
fase: Marcada por disputas que realçam as diferenças entre fé e razão.
Rafaella Sebben e Gabriele Geleinski
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