segunda-feira, 6 de julho de 2015

Texto – Filosofia Medieval

Filosofia Medieval

O Período Medieval ocorreu por causa dos confrontos com os povos bárbaros.
A Igreja Católica conseguiu no meio de todas essas mudanças manter-se como instituição social. Às vezes ela desemprenhou o papel de órgão supranacional, conciliador das elites dominantes, contornando os problemas das rivalidades internas da nobreza feudal.
Na cultura, a igreja influenciou bastante, configurou um quadro intelectual em que a fé cristã se tornou o antecedente necessário de toda vida espiritual.
A Filosofia medieval cristã pode ser dividida em quatro momentos principais:
Padres Apostólicos – referente ao início do cristianismo, quando os apóstolos e seus discípulos dispersar a palavra de Cristo.
Padres Apologistas - á defesa e ao elogio do cristianismo contra a filosofia pagã.
Patrística – conciliação entre a razão e a fé, destaque para Santo Agostinho com a influência da filosofia platônica.
Escolástica – buscou uma sistematização da filosofia cristã, a partir da filosofia de Aristóteles, com destaque para São Tomas de Aquino.

Patrística: elaboração de diversos textos sobre a revelação e a fé cristã (tentou suprir fé de argumentos racionais).
Para Agostinho a alma teria sido criada por Deus para reinar sobre o corpo, dirigindo-o para o bem. Para o filósofo, o ser humano que trilha a via do pecado só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação mediante a combinação de seu esforço pessoal de vontade e concessão, imprescindível, da graça divina. Outro fundamento da filosofia agostiniana é o entendimento da vontade, ela é um impulso que nos inclina, desde nosso nascimento, às paixões pecaminosas.
Suas principais obras são: Da Doutrina Cristã (397-426), Confissões (397-398), A Cidade de Deus (413-426), Da Trindade (400-416)...
Escolástica: Em um primeiro momento a escolástica não abandonou a filosofia platônica, especialmente o neoplatonismo. O aristotelismo penetrou de forma profunda no pensamento escolástico, marcando-o definitivamente.
São Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial ressaltando uma série de princípios considerados básicos, dentre os quais se destacam:
Princípio da não contradição: O ser é ou não é.
Princípio da substância: É a essência propriamente dita de uma coisa, sem a qual ela não seria aquilo que é.
Princípio da causa eficiente: Todos os seres que captamos pelos sentidos são seres duvidosos.
Princípio do ato e da potência: O ato representa a existência do ser atual. A potência representa a capacidade real do ser, aquilo que não se realizou, mas pode se realizar.
Suas principais obras são: O Ente e a Essência (1248-1252), Compêndio de Teologia (1258-1259)...
No período escolástico, a busca de harmonização entre a fé cristã e a razão manteve-se como problema básico de especulação filosófica. Pode ser dividida em três fases:
1ª fase: Confiança na perfeita harmonia entre fé e razão.
2ª fase: Considera-se que a harmonização entre fé e razão pode ser parcialmente obtida.
3ª fase: Marcada por disputas que realçam as diferenças entre fé e razão.



Rafaella Sebben e Gabriele Geleinski 

Nenhum comentário:

Postar um comentário