ESCOLÁSTICA
A escola medieval teve
início no século IX até o final do século XVI, que foi o declínio da era
medieval. A Escolástica por sua vez, é o resultado de estudos mais profundos da
arte da dialética (para ampliar o conhecimento por inferência e resolver
contradições), no começo seus ensinamentos eram disseminados nas catedrais e
monastérios, logo depois se estenderam às Universidades. Não tanto uma
filosofia ou uma teologia, como um método de aprendizagem, a escolástica nasceu
nas escolas monásticas cristã.
A
obra-prima de Tomás de Aquino, Summa Theologica, é frequentemente vista como
exemplo maior da escolástica. "A verdade, considerada como virtude, não é
a verdade comum, mas uma certa verdade, pela qual o homem se mostra como é, nas
palavras e nas obras. A verdade da vida é aquela pela qual o homem, na sua
vida, realiza o fim para o qual foi ordenado pelo intelecto divino..."
Alguns temas que antes não
faziam parte do universo do pensamento grego, tais como Providência e Revelação
Divina e Criação, passaram a fazer parte de temáticas filosóficas. A
escolástica possui uma constante de natureza neoplatônica, que conciliava
elementos da filosofia de Platão com valores de ordem espiritual,
reinterpretadas pelo Ocidente cristão. E mesmo quando Tomás de Aquino introduz
elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico, essa constante
neoplatônica ainda é presente.
A questão que vai introduzir
todo o pensamento escolástico é a harmonização de duas esferas: fé e razão. O
pensamento de Agostinho, mais conservador, defende uma subordinação maior da
razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da
razão humana. Enquanto que a linha de Tomás de Aquino defende uma certa
autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do
aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à
fé.
Agostinho e Tomás de Aquino
foram os mais conhecidos pensadores escolásticos, porém cada um pensava de uma
forma diferente, e juntos levantaram questões discutidas durante todo o período:
Agostinho por sua vez mestre de opinião relevante e autoridade moral, defendia
a busca de explicações racionais que justificassem a fé. E Tomás pelo uso de
caminhos mais eficazes na obtenção de respostas até então em aberto.
PATRÍSTICA
É
o nome dado a filosofia cristã, dos primeiros sete séculos, e foi criada pelos
Pais da Igreja/Padres, dai o nome “Patrística”. Foram os pais da Igreja
responsáveis por confirmar e defender a fé, a liturgia, a disciplina, criar os costumes
e decidir os rumos da Igreja, ao longo dos sete primeiros séculos do
Cristianismo. É a Patrística, basicamente, a filosofia responsável pela
elucidação progressiva dos dogmas cristãos e pelo que se chama hoje de Tradição
Católica.
A
figura de maior destaque dessa corrente de pensamento cristão é Santo
Agostinho.
Tratando-se de filosofia patrística,
não devemos, como outrora, pensar somente nas obras de filósofos que só foram
filósofos. A filosofia da patrística está antes contida nos tratados dos
pastores de alma, pregadores, exegetas, teólogos, apologetas que buscam antes
de tudo a exposição da sua doutrina religiosa. Mas ao mesmo tempo, levados pela
natureza das cousas e dada a ocasião, se põem - a resolver problemas
propriamente pertencentes à filosofia; e então, pela força do assunto, versam a
metodologia filosófica.
– HIRSCHBERGER, 1966.
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