A Filosofia Medieval
A Filosofia medieval abrange o período que vai do século VIII
ao século XIV. A Igreja Católica teve importante papel em áreas como o
conhecimento na época. Eram comuns temas religiosos como os próprios membros da
igreja fazendo parte dos filósofos que vieram a dar vida a este momento da
história da filosofia. Durantes esses anos, houve diversos pensadores árabes,
europeus e judeus. Uma das características deste período era o domínio da
Igreja Romana sobre a Europa, organizando Cruzadas à Terra Santa, coroando reis. Outro fator
importante foi que a Filosofia medieval passou a ser lecionada nas escolas,
ficando conhecida pelo nome de Escolástica, método de pensamento que dominou o
ensino entre os anos de 1100 a 1500 d.C. Movimento que tinha como interesse
entender e explicar a religiosidade cristã por meio das ideias dos filósofos
gregos Platão e Aristóteles. Os filósofos queriam utilizar esse conhecimento
grego e romano para provar a existência da alma humana e de Deus, caso
conseguissem, facilitaria para que obtivessem ainda mais adeptos a religião. Os
filósofos dessa época acreditavam piamente que a igreja tinha um papel
fundamental na salvação dos fieis, guiando-lhes ao caminho do paraíso.
Neste período não era difícil encontrar pensadores que
defendessem a tese de que fé e religião não deveriam estar subordinadas uma a
outra, de que o indivíduo não precisaria ter sua fé ligada diretamente as
racionalidades com as quais está acostumada a viver, porém, um nome se destacou
em meio aos filósofos quanto a buscar uma forma racional de justificar as
crenças. Conhecido como Santo Agostinho de Hipona, esse filósofo cristão
desenvolveu uma ideia de que todo homem possui uma consciência moral e um livre
arbítrio, que todos temos a consciência do que é certo e errado, do mesmo jeito
que temos o direito de escolha, para fazer ou não cada coisa, mesmo sabendo que
acarretarão consequências.
Dentro do período da filosofia medieval, existiu também a
faze chamada de patrística, que durou do século I d.C. à VII d.C. Ficou
caracterizado pelos esforços dos apóstolos João e Paulo e dos primeiros Padres
da igreja para fazer uma ligação entre a nova religião e o pensamento
filosófico da época, que tinha o pensamento greco-romano em linha de frente.
Surge nesta época a teologia,
que é a Filosofia cristã. Um dos temas mais discutidos por esta vertente
filosófica é a prova da existência de Deus e da alma. Era necessário comprovar
a existência do criador e do espírito humano imortal.
A filosofia medieval
possuía suas características próprias, o que contribuía para que ela pudesse
ser analisada não apenas por uma época diferente, mas também por uma forma de
pensar mais analítica, que em sua grande maioria, era ligada a um mesmo foco, a
religiosidade.
Nome: Camila dos Anjos. Turma: 21M
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