quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Texto - Filosofia Medieval

Filosofia Medieval




Nomes: Fabricio de Araújo e Uilian Xarão
Componente: Filosofia e Sociologia






Bento Gonçalves/ Agosto de 2015

Filosofia Medieval

A filosofia medieval acontece durante o período do século VIII ao século XIV, uma característica marcante deste período era o domínio da Igreja Romana sobre a Europa, organizando cruzadas   à Terra Santa, sagrando e coroando reis. Outro fator importante foi que a Filosofia medieval passou a ser lecionada nas escolas, ficando conhecidas pelo nome de Escolástica, método de pensamento que dominou o ensino entre os anos de 1100 a 1500 d.C.

Período Patrístico
Este período é marcado como um dos primeiros estágios para o surgimento da filosofia medieval. Esta fase durou do século I d .C. a V d.C. as principais discussões filosóficas eram baseadas pela tentativa de apóstolos. 
João e Paulo foram os primeiros padres que tentaram explicar o cristianismo e criar uma ligação ao pensamento filosófico que ainda era marcado pela filosofia grega e romana. O filosofo Tertuliano falava que o conhecimento não era válido sem ter a influência o cristianismo e dos valores cristãos. Nomes que também se destacam são Justino Mártis, Gregório e Nissa, Basílio de Cesaréia e Orígens.

Estágios da filosofia medieval
A igreja Católica estabeleceu um monopólio gigantesco sobre o desenvolvimento social e intelectual. O domínio influenciou diretamente nas principais fases da filosofia medieval, tanto pelos que seguiam sua doutrina ou pelos que a contestavam.
Questões direcionadas a fé era a questão principal discutida, outros pontos de alto questionamento eram: a real, ou não, existência de Deus; o livre arbítrio; a individualização de substâncias divisíveis e a relação entre a fé e a razão.
Ela tentava explicar de uma forma lógica para a fé ser ligada à razão, tentando assim criar uma explicação para acontecimentos ou coisas. Os filósofos desta época criavam soluções para relacionar esses temas tão diferentes, desviando assim seus estudos nesta direção.
- A fé e a razão de Santo Agostino
O primeiro estágio da filosofia medieval foi marcado pelas ideias filosóficas de Santo Agostinho de Hipona (354 – 430 d.C.), teólogo e primeiro grande filósofo cristão.
Neste período a maioria  dos pensadores  defendiam que fé e razão não deveriam estar subordinadas uma a outra, e que o indivíduo não precisaria ter a sua religião relacionada a qualquer tipo de racionalidade.
Santo Agostinho foi relevante para esse período por tentar explicar racionalmente as suas crenças, com a tese de que todo homem possui uma consciência moral e livre arbítrio, e que todas as pessoas sabem diferenciar o certo e o errado e escolher o melhor caminho.
O filósofo cristão foi o primeiro a criar uma distinção entre fé e razão. Segundo seus escritos, as ideias filosóficas eram verdades reveladas por Deus, através da Bíblia, também conhecidas como dogmas. Dessa forma, o conhecimento cristão (a fé) tornava-se superior ao conhecimento racional – as verdades humanas. Ou seja, a fé em detrimento da razão.
As principais obras escritas de Santo Agostinho foram “Cidade de Deus” e Confissões”.
– A escolástica de Tomás de Aquino
A corrente Escolástica foi um dos estágios finais da filosofia medieval, com auge a partir do século XII d.C. Durante esse período que foram criadas as universidades e os centros de educação e ensino, com a distribuição sistemática do conhecimento.
Os pensadores desse período utilizavam os conhecimentos greco-romanos para explicar o cristianismo e a existência de Deus e da alma humana, principalmente através dos estudos e teorias dos filósofos Platão e Aristóteles. Esse período foi marcado pela crença de que a Igreja Católica era responsável por conduzir os seres humanos ao paraíso, ou a salvação.
Esse estágio da filosofia medieval se estabeleceu principalmente pela divergência entre os pensamentos dos teólogos, foi essa distinção de ideias que acabou criando o principal método da Escolástica, que se baseava em discutir questões filosóficas através da disputa dialética.
Como em um julgamento, alguém apresentava uma tese, que poderia ser defendida ou rebatida por ensinamentos platônicos, aristotélicos, teológicos ou tirados diretamente da Bíblia. Isso acontecia principalmente nas universidades, em que os estudantes passavam por avaliações orais com intermédio de um mestre.
O auge da corrente filosófica medieval se dá com a chegada às universidades das traduções de diversas versões da obra de Aristóteles, como um grande marco para o Ocidente.
O filósofo mais importante desse período foi São Tomás de Aquino, que formulou um sistema que conciliava fé e ciência com base no pensamento aristotélico, que colocava a razão e investigação como principal princípio intelectual. A realidade – e consequentemente a racionalidade – como fonte do conhecimento científico.
Sua principal obra, a “Suma Teológica” traz a filosofia cristã sob uma nova perspectiva, com a razão como peça principal na ordem do mundo. Diferente do pensamento de Santo Agostinho, embora subordinada à fé, a razão funciona por conta própria, seu conhecimento não depende de Deus ou da teologia, mas pode ser um instrumento de aproximação da divindade.
O movimento escolástico começa a perder destaque e marca o fim da filosofia medieval, com a chegada do período renascentista e criação da filosofia moderna, com pensadores como Galileu Galilei e Descartes.


Bibliografia








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