Filosofia Medieval
Nomes: Fabricio de Araújo e
Uilian Xarão
Componente: Filosofia e
Sociologia
Bento Gonçalves/ Agosto de
2015
Filosofia
Medieval
A filosofia medieval acontece durante o período do século VIII ao século
XIV, uma característica marcante deste período era o domínio da Igreja Romana
sobre a Europa, organizando cruzadas
à Terra Santa, sagrando e coroando reis. Outro fator importante foi que
a Filosofia medieval passou a ser lecionada nas escolas,
ficando conhecidas pelo nome de Escolástica, método de pensamento que
dominou o ensino entre os anos de 1100 a 1500 d.C.
Período Patrístico
Este período é marcado como um dos primeiros estágios para o
surgimento da filosofia medieval. Esta fase durou do século I d .C. a V d.C. as
principais discussões filosóficas eram baseadas pela tentativa de
apóstolos.
João e Paulo foram os primeiros padres que tentaram explicar
o cristianismo e criar uma ligação ao pensamento filosófico que ainda era
marcado pela filosofia grega e romana. O filosofo Tertuliano falava que o
conhecimento não era válido sem ter a influência o cristianismo e dos valores
cristãos. Nomes que também se destacam são Justino Mártis, Gregório e Nissa,
Basílio de Cesaréia e Orígens.
Estágios da filosofia medieval
A igreja Católica estabeleceu um monopólio gigantesco sobre o
desenvolvimento social e intelectual. O domínio influenciou diretamente nas
principais fases da filosofia medieval, tanto pelos que seguiam sua doutrina ou
pelos que a contestavam.
Questões direcionadas a fé era a questão principal discutida,
outros pontos de alto questionamento eram: a real, ou não, existência de Deus;
o livre arbítrio; a individualização de substâncias divisíveis e a relação
entre a fé e a razão.
Ela tentava explicar de uma forma lógica para a fé ser ligada
à razão, tentando assim criar uma explicação para acontecimentos ou coisas. Os
filósofos desta época criavam soluções para relacionar esses temas tão
diferentes, desviando assim seus estudos nesta direção.
- A fé e a razão de Santo Agostino
O
primeiro estágio da filosofia medieval foi marcado pelas ideias filosóficas de
Santo Agostinho de Hipona (354 – 430 d.C.), teólogo e primeiro grande filósofo
cristão.
Neste
período a maioria dos pensadores defendiam que fé e razão
não deveriam estar subordinadas uma a outra, e que o indivíduo não precisaria
ter a sua religião relacionada a qualquer tipo de racionalidade.
Santo
Agostinho foi relevante para esse período por tentar explicar racionalmente as
suas crenças, com a tese de que todo homem possui uma consciência moral e livre
arbítrio, e que todas as pessoas sabem diferenciar o certo e o errado e
escolher o melhor caminho.
O
filósofo cristão foi o primeiro a criar uma distinção entre fé e razão. Segundo
seus escritos, as ideias filosóficas eram verdades reveladas por Deus, através
da Bíblia, também conhecidas como dogmas. Dessa forma, o conhecimento cristão
(a fé) tornava-se superior ao conhecimento racional – as verdades humanas. Ou
seja, a fé em detrimento da razão.
As
principais obras escritas de Santo Agostinho foram “Cidade de Deus” e
Confissões”.
– A escolástica de Tomás de Aquino
A
corrente Escolástica foi um dos estágios finais da filosofia medieval, com auge
a partir do século XII d.C. Durante esse período que foram criadas as
universidades e os centros de educação e ensino, com a distribuição
sistemática do conhecimento.
Os
pensadores desse período utilizavam os conhecimentos greco-romanos para
explicar o cristianismo e a existência de Deus e da alma humana, principalmente
através dos estudos e teorias dos filósofos Platão e Aristóteles.
Esse período foi marcado pela crença de que a Igreja Católica era responsável
por conduzir os seres humanos ao paraíso, ou a salvação.
Esse
estágio da filosofia medieval se estabeleceu principalmente pela divergência
entre os pensamentos dos teólogos, foi essa distinção de ideias que acabou
criando o principal método da Escolástica, que se baseava em discutir questões
filosóficas através da disputa dialética.
Como
em um julgamento, alguém apresentava uma tese, que poderia ser defendida ou
rebatida por ensinamentos platônicos, aristotélicos, teológicos ou tirados
diretamente da Bíblia. Isso acontecia principalmente nas universidades, em que
os estudantes passavam por avaliações orais com intermédio de um mestre.
O
auge da corrente filosófica medieval se dá com a chegada às universidades das
traduções de diversas versões da obra de Aristóteles, como um grande marco para
o Ocidente.
O
filósofo mais importante desse período foi São Tomás de Aquino, que formulou um
sistema que conciliava fé e ciência com base no pensamento aristotélico, que
colocava a razão e investigação como principal princípio intelectual. A
realidade – e consequentemente a racionalidade – como fonte do conhecimento
científico.
Sua
principal obra, a “Suma Teológica” traz a filosofia cristã sob uma nova
perspectiva, com a razão como peça principal na ordem do mundo. Diferente do
pensamento de Santo Agostinho, embora subordinada à fé, a razão funciona por
conta própria, seu conhecimento não depende de Deus ou da teologia, mas pode
ser um instrumento de aproximação da divindade.
O
movimento escolástico começa a perder destaque e marca o fim da filosofia
medieval, com a chegada do período renascentista e criação da filosofia moderna, com pensadores
como Galileu Galilei e Descartes.
Bibliografia
http://www.infoescola.com/filosofia/filosofia-medieval/ - Acessado em 08/08/15
http://www.resumoescolar.com.br/filosofia/resumo-da-filosofia-medieval/ - Acessado em 08/08/15
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