quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Texto - Filosofia Medieval

Filosofia medieval

A História Medieval:

v É representada principalmente pela quebra dos padrões que existiam na Idade Antiga.
v Seu início foi caracterizado pela queda do Império Romano, em 476. A invasão dos povos bárbaros foi o que causou a fragmentação de um enorme império, alterando as relações políticas daí por diante.
v Na Idade Medieval a Igreja Católica aumenta expressivamente seu poder e capacidade de influência sobre a população. Interferindo nas Artes, na Arquitetura, na Política, na Cultura, na Filosofia, nas guerras, entre outras.
v Nesta época foram organizadas as Cruzadas. Que eram expedições militares dos cristões à Terra Santa com o intuito de libertar o povo que lá vivia.
v Essa época foi denominada como Idade das Trevas, pois se acreditava que o período representava uma imobilidade da humanidade, principalmente por estar situada entre dois períodos tão ricos culturalmente. Mas as pesquisas mostraram que o período é rico em cultura e tem muito a oferecer e esclarecer sobre a humanidade tanto quanto os outros.
v O fim da idade medieval se deu por vários fatores como: a ascensão das monarquias nacionais europeias, a recuperação demográfica após a Peste Negra, os descobrimentos marítimos, a redescoberta da cultura clássica e a contestação à Igreja Católica. Mas o que determinou o fim do período Medieval foi a queda de Constantinopla, em 1453.
Filosofia medieval
v A Filosofia medieval vai do século VIII ao século XIV.
v Filosofia medieval era lecionada nas escolas, ficando conhecida pelo nome de Escolástica
v Durante a Idade Média, aconteceu uma fusão entre as crenças religiosas e o conhecimento clássico. Assim, os filósofos medievais foram influenciados pelas obras de Aristóteles. 
v Os pensadores medievais acrescentaram um assunto em sua filosofia: os Problemas dos Universais, que diz respeito à ideia e sua relação com a realidade.
v Surge nesta época a teologia, que é a Filosofia cristã. Um dos temas mais discutidos por esse ramo da filosofia é a prova da existência de Deus e da alma. Era necessário comprovar a existência do criador e do espírito humano imortal.
v Entre os assuntos encontrados na Filosofia medieval estão a hierarquia entre os seres existentes (relação de domínio entre superiores e inferiores), domínio de papas e bispos sobre reis e barões, separação e diferença entre espírito e corpo, fé e razão, Deus e homem.
São Tomás de Aquino:
v Nasceu na Itália e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos existentes até os dias atuais;
v São Tomás era filho do Conde de Aquino;
v Realizou seus estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e em seguida seguiu para a Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do conjunto de produções literárias de Aristóteles.
v No ano de 1244 decidiu tornar-se um Dominicano, abdicando de todos os bens e títulos que possuía. No mesmo ano parte com seu mestre Alberto Magno, também dominicano, para Paris, onde passam a viver no convento Saint Jacques;
v Depois vão para Alemanha, onde havia sido fundado um “studium generale”. A estadia de quatro anos aí lhe permite exprimir por escrito suas primeiras obras;
v Entre os anos de 1259 e 1268 São Tomás estudou na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas anotações a respeito da Física, da Metafísica, da Ética e da Política defendida por Aristóteles; logo após dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”;
v Foi para Paris, onde deu aulas na Unidade do Intelecto, a qual era a favor da existência individual da faculdade de pensar e do caráter essencial e exclusivo das pessoas;
v São Tomás acabou voltando para a Universidade de Nápoles, onde viveu seus últimos anos de vida;
v São Tomás enquanto vivo, sempre seguiu as ideias de Aristóteles e as renovou com a disposição habitual para a prática do bem; pregou constantemente a esperança e a caridade;
v Um dos seus feitos mais marcantes para o conjunto de ideias foi sua confiança de que o avanço da civilização possuía um significado real e que a existência espiritual e intelectual é extremamente preciosa neste sentido;
Santo Agostinho:
v Nasceu na cidade de Tagaste, na Numídia, no dia 13 de novembro de 354, e cresceu no norte da África;
v Foi um importante bispo, teólogo e filósofo, reconhecido pelos católicos como Doutor da Igreja;
v Ele era membro da burguesia, filho de Patrício, pagão convertido no momento da morte, e da devota cristã Mônica, de quem herdou preciosos ensinamentos religiosos;
v Antes de completar seus estudos Santo Agostinho, ingressou em um caminho moralmente duvidoso, adotando o Maniqueísmo (doutrina que dava existência concreta tanto ao bem quanto ao mal);
v  No ano de 386 ele abandou a filosofia maniqueísta e descobre o neoplatonismo, através do qual começa a compreender a verdadeira espiritualidade;
v Aos poucos ele deixa de lado a luxúria e inicia sua conversão ao Cristianismo;
v Santo Agostinho defendeu a superioridade da alma humana, ele dizia que a alma teria sido criada por Deus para reinar sobre o corpo, para dirigi-lo à prática do bem.
v  Segundo o filósofo, o homem é quem trilha a via do pecado e só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação por meio de seu esforço pessoal e da graça divina. Sem a graça divina de Deus, o homem nada pode conseguir.
v Em seu livro Sobre o livre arbítrio ele tenta provar de forma filosófica que Deus não é o criador do mal. A visão que ele tem do mal, está baseada na teoria platônica, assim o mal não é um ser, mas sim a ausência de um outro ser, o bem.
v Agostinho morreu em 430, aos setenta e cinco anos, vítima da invasão de Hipona pelos vândalos;
v Sua ênfase maior foi sempre nas questões morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação;
PATRÍSTICA
v Foi o período do pensamento cristão que se seguiu à época do novo testamento até ao começo da Escolástica;
v É o período da cultura cristã que representa o pensamento dos Padres da Igreja, que são os construtores da Teologia Católica, guias e mestres da doutrina cristã;
v A Patrística tem três períodos: antes de Agostinho, tempo de Agostinho e depois de Agostinho;
v No período antes de Agostinho, os padres defendiam o cristianismo contra o paganismo, os padres começam a defender a fé e deixar de lado a razão grega como mostrava a filosofia helenística;
v Temos três correntes filosóficas: platonismo judaico, platonismo cristão ou patrística e o platonismo pagão ou neoplatonismo.  O platonismo cristão defendia a fé como ponto essencial fundamental para a vivência da pessoa. Enquanto o platonismo judaico defendia a fé na realidade dos antepassados e a razão na realidade em que viviam, já o platonismo pagão, defendia somente a razão;
v Período de Agostinho houve um crescimento do pensamento que pelo fato de que tem a capacidade de fazer filosofia juntamente com a  fé.
v No período pós-Agostinho começou uma batalha muito forte na defesa da fé e da razão. Dizia-se precisamos crer para entender? É a primeira necessidade da fé para o conhecimento e a verdade religiosa e moral. Em segundo lugar, a necessidade de usar a razão para que a união à fé não seja cega e meramente passiva.
v Eles diziam que as verdades religiosas não podem ser compreendidas a não ser pela fé. O que existe na realidade é maior do que existe só no intelecto;
v A partir desse período, não aconteceu mais filosofia sem se pensar na religião e na fé do povo, o porquê as pessoas acreditavam em algo superior e a esse algo, prestavam culto;
A Escolástica
v A Escolástica representa o último período da história do pensamento cristão;
v Diversamente da patrística, cujo interesse é acima de tudo religioso e cuja glória é a elaboração da teologia autoritária católica, o interesse da escolástica é especulativo, e a sua glória é a elaboração da filosofia cristã. Tal elaboração era inteiramente racional, consciente e crítica. Tomás de Aquino foi quem levou a escolástica ao seu auge.
v A divisão da escolástica, distinguiremos em pré-tomista, com orientação agostiniana (IX- XIII); Tomás de Aquino, que foi o verdadeiro construtor da filosofia cristã (XIII); o período pós-tomista (XIV-XV), que representa a rápida decadência histórica da escolástica. Neste período, aconteceram grandes avanços na área filosófica, devido ao pensamento gnosiológico, místico, dialético, metafísico e moral.
v O método adotado pela Escolástica se traduz através do ensino, em que o mestre domina a palavra e no debate livre entre o professor e seu discípulo;
v A Escolástica foi profundamente influenciada pela Bíblia Sagrada, pelos filósofos da Antiguidade e também pelos Padres da Igreja, escritores do primeiro período do Cristianismo oficial, que detinham o domínio da fé e da santidade;

Jeniffer Rodrigues, Icriciane Alves da Rosa, Larissa B.Villa E Talia Silveira

24Tp                                        data:

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