Filosofia
medieval
A História Medieval:
v
É representada principalmente pela quebra
dos padrões que existiam na Idade Antiga.
v
Seu
início foi caracterizado pela queda do Império Romano, em 476. A invasão dos
povos bárbaros foi o que causou a fragmentação de um enorme império, alterando
as relações políticas daí por diante.
v
Na
Idade Medieval a Igreja Católica aumenta expressivamente seu poder e capacidade
de influência sobre a população. Interferindo nas Artes, na
Arquitetura, na Política, na Cultura, na Filosofia, nas guerras, entre outras.
v
Nesta
época foram organizadas as Cruzadas. Que eram expedições militares dos
cristões à Terra Santa
com o intuito de libertar o povo que lá vivia.
v
Essa
época foi denominada como Idade das Trevas,
pois se acreditava que o período representava uma imobilidade da humanidade,
principalmente por estar situada entre dois períodos tão ricos culturalmente.
Mas as pesquisas mostraram que o período é rico em cultura e tem muito a
oferecer e esclarecer sobre a humanidade tanto quanto os outros.
v
O fim
da idade medieval se deu por vários fatores como: a ascensão das monarquias
nacionais europeias, a recuperação demográfica após a Peste Negra, os
descobrimentos marítimos, a redescoberta da cultura clássica e a contestação à
Igreja Católica. Mas o que determinou o fim do período Medieval foi a queda de Constantinopla, em 1453.
Filosofia medieval
v A Filosofia medieval vai do século VIII
ao século XIV.
v Filosofia
medieval era lecionada nas escolas, ficando conhecida pelo nome de Escolástica
v Durante
a Idade Média,
aconteceu uma fusão entre as crenças religiosas e o conhecimento clássico.
Assim, os filósofos medievais foram influenciados pelas obras de Aristóteles.
v Os
pensadores medievais acrescentaram um assunto em sua filosofia: os Problemas dos
Universais, que diz respeito à ideia e sua relação
com a realidade.
v Surge
nesta época a teologia, que é a Filosofia cristã. Um dos temas mais discutidos
por esse ramo da filosofia é a prova da existência de Deus e da alma. Era
necessário comprovar a existência do criador e do espírito humano imortal.
v Entre
os assuntos encontrados na Filosofia medieval estão a hierarquia entre os seres
existentes (relação de domínio entre superiores e inferiores), domínio de papas e bispos sobre
reis e barões, separação e diferença entre espírito e corpo, fé e razão, Deus e
homem.
São Tomás de Aquino:
v Nasceu na Itália
e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos
existentes até os dias atuais;
v São Tomás era
filho do Conde de Aquino;
v Realizou seus
estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e em seguida seguiu para a
Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do conjunto de produções
literárias de Aristóteles.
v
No ano de 1244 decidiu
tornar-se um Dominicano, abdicando de todos os bens e títulos que possuía. No
mesmo ano parte com seu mestre Alberto Magno, também dominicano, para Paris,
onde passam a viver no convento Saint Jacques;
v
Depois vão para Alemanha,
onde havia sido fundado um “studium generale”. A estadia de quatro anos aí lhe
permite exprimir por escrito suas primeiras obras;
v
Entre os anos de
1259 e 1268 São Tomás estudou na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o
término de seus estudos decidiu publicar suas anotações a respeito da Física, da Metafísica, da Ética e da Política defendida
por Aristóteles; logo após dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”;
v
Foi para Paris,
onde deu aulas na Unidade do Intelecto, a qual era a favor da existência
individual da faculdade de pensar e do caráter essencial e exclusivo das
pessoas;
v
São Tomás acabou
voltando para a Universidade de Nápoles, onde viveu seus últimos anos de vida;
v
São Tomás
enquanto vivo, sempre seguiu as ideias de Aristóteles e as renovou com a
disposição habitual para a prática do bem; pregou constantemente a esperança e
a caridade;
v
Um dos seus
feitos mais marcantes para o conjunto de ideias foi
sua confiança de que o avanço da civilização possuía
um significado real e que a existência espiritual e intelectual é extremamente preciosa
neste sentido;
Santo Agostinho:
v Nasceu na cidade
de Tagaste, na Numídia, no dia 13 de novembro de 354, e cresceu no norte da África;
v Ele era membro
da burguesia, filho de Patrício, pagão convertido no momento da morte, e da
devota cristã Mônica, de quem herdou preciosos ensinamentos religiosos;
v Antes de
completar seus estudos Santo Agostinho, ingressou em um caminho moralmente duvidoso,
adotando o Maniqueísmo (doutrina que dava existência concreta tanto ao bem
quanto ao mal);
v No ano de 386 ele abandou a filosofia maniqueísta e descobre o
neoplatonismo, através do qual começa a compreender a verdadeira
espiritualidade;
v Aos poucos ele
deixa de lado a luxúria e inicia sua conversão ao Cristianismo;
v Santo Agostinho defendeu
a superioridade da alma humana, ele dizia que a alma teria sido criada por
Deus para reinar sobre o corpo, para dirigi-lo à prática do bem.
v Segundo o filósofo, o homem é quem trilha a
via do pecado e só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação por
meio de seu esforço pessoal e da graça divina. Sem a graça divina de Deus, o
homem nada pode conseguir.
v Em
seu livro Sobre o livre arbítrio ele tenta provar de forma filosófica
que Deus não é o criador do mal. A visão que ele tem do mal, está baseada na
teoria platônica, assim o mal não é um ser, mas sim a ausência de um outro ser,
o bem.
v Sua
ênfase maior foi sempre nas questões morais: o mal, a liberdade, a graça,
a predestinação;
PATRÍSTICA
v Foi o período do pensamento
cristão que se seguiu à época do novo testamento até ao começo da Escolástica;
v É o período da cultura
cristã que representa o pensamento dos Padres da Igreja, que são os
construtores da Teologia Católica, guias e mestres da doutrina cristã;
v A Patrística tem três
períodos: antes de Agostinho, tempo de Agostinho e depois de Agostinho;
v No período antes de
Agostinho, os padres defendiam o cristianismo contra o paganismo, os padres
começam a defender a fé e deixar de lado a
razão grega como mostrava a filosofia helenística;
v Temos três correntes
filosóficas: platonismo judaico, platonismo cristão ou patrística e o
platonismo pagão ou neoplatonismo. O platonismo cristão defendia a fé
como ponto essencial
fundamental para a vivência da pessoa. Enquanto o platonismo judaico defendia a
fé na realidade dos antepassados e a razão na realidade em que viviam, já o platonismo
pagão, defendia somente a razão;
v Período de Agostinho houve
um crescimento do pensamento que pelo fato de que tem a capacidade de fazer filosofia juntamente
com a fé.
v No período pós-Agostinho começou
uma batalha muito forte na defesa da fé e da razão. Dizia-se precisamos crer
para entender? É a primeira necessidade da fé para o conhecimento e a verdade
religiosa e moral. Em
segundo lugar, a necessidade de usar a razão para que a união à fé não seja cega
e meramente passiva.
v Eles diziam que as verdades
religiosas não podem ser compreendidas a não ser pela fé. O que existe na
realidade é maior do que existe só no intelecto;
v A partir desse período, não
aconteceu mais filosofia sem se pensar na religião e na fé do povo, o porquê as
pessoas acreditavam em algo superior e a esse algo, prestavam culto;
A Escolástica
v A Escolástica representa o
último período da história do pensamento cristão;
v Diversamente da patrística,
cujo interesse é acima de tudo religioso e cuja glória é a elaboração da
teologia autoritária católica, o interesse da escolástica é especulativo, e a
sua glória é a elaboração da filosofia cristã. Tal elaboração era inteiramente
racional, consciente e crítica. Tomás de Aquino foi quem levou a escolástica ao
seu auge.
v A divisão da escolástica,
distinguiremos em pré-tomista, com orientação agostiniana (IX- XIII); Tomás de
Aquino, que foi o verdadeiro construtor da filosofia cristã (XIII); o período
pós-tomista (XIV-XV), que representa a rápida decadência histórica da
escolástica. Neste período, aconteceram grandes avanços na área filosófica,
devido ao pensamento gnosiológico, místico, dialético, metafísico e moral.
v O método adotado pela
Escolástica se traduz através do ensino, em que o mestre domina a palavra e no
debate livre
entre o professor e seu
discípulo;
v A Escolástica foi
profundamente influenciada pela Bíblia
Sagrada, pelos filósofos da Antiguidade e também pelos Padres da Igreja,
escritores do primeiro período do Cristianismo oficial, que detinham o domínio da fé e da
santidade;
Jeniffer
Rodrigues, Icriciane Alves da Rosa, Larissa B.Villa E Talia Silveira
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