quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Texto - Filosofia Medieval

Filosofia Medieval

Foi à filosofia que se desenvolveu na Europa durante a Idade Média (entre os séculos V e XV). Como este período foi marcado por grande influência da Igreja Católica nas diversas áreas do conhecimento, os temas religiosos predominaram no campo filosófico.  Muitos pensadores deste período defendiam que a fé não deveria ficar subordinada a razão.
Características:
·      Relação entre razão e fé;
·      Existência e natureza de Deus;
·      Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana. 
Foi um movimento que pretendia usar os conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a revelação religiosa do cristianismo.  As ideias dos filósofos gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta fase.  Os teólogos e filósofos cristãos começam a se preocupar em provar a existência da alma humana e de Deus. Para os filósofos escolásticos a Igreja possuía um importante papel de conduzir os seres humanos à salvação.

Escolástica

Esta escola filosófica vigora do princípio do século IX até o final do século XVI, que representou o declínio da era medieval. A Escolástica é o resultado de estudos baseados na tentativa de conciliação entre um ideal de racionalidade e a experiência de contato direto com a verdade revelada. No começo seus ensinamentos eram disseminados nas catedrais e monastérios, posteriormente eles se estenderam às Universidades.
Disciplinas ministradas nas escolas medievais:
·      O trivio: gramática, retórica e dialética;
·      O quadrívio: aritmética, geometria, astronomia e música.
Escolástica  inventou um método para discussão conhecido como disputa, esse artifício consistia em apresentar uma tese, que seria defendida ou refutada com base em argumentos encontrados na Bíblia, na obra de Platão, Aristóteles e demais Padres da Igreja.

Patrística

A filosofia desenvolvida nessa época teve como objetivo consolidar o papel da igreja e propagar os ideais do cristianismo. Baseadas nas Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João, a escola patrística advogou a favor da igreja e propagou diversos conceitos cristãos como o pecado original, a criação do mundo por Deus, ressureição de juízo final. Precisou também explicar como o mal pode existir no mundo, já que tudo foi criado por Deus, que é pura perfeição e bondade. Introduziu, sobretudo com Santo Agostinho e Boécio, a ideia de "homem interior", isto é, da consciência moral e do livre-arbítrio, pelo qual o homem se torna responsável pela existência do mal no mundo.
A Filosofia patrística liga-se, portanto, à tarefa religiosa da evangelização e à defesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dos antigos.
Para impor as ideias cristãs, os Padres da Igreja as transformaram em verdades  reveladas por Deus. Por serem decretos divinos, seriam DOGMAS, isto é, irrefutáveis e inquestionáveis. Dessa forma, o grande tema de toda a Filosofia patrística é o da possibilidade de conciliar razão e fé.

São Tomás de Aquino

     Foi um importante teólogo, filósofo e padre dominicano do século XIII. Foi declarado santo pelo Papa João XXI. É considerado um dos principais representantes da Escolástica (linha filosófica medieval de base cristã).
Tomás de Aquino buscou utilizar a filosofia greco-latina clássica (principalmente de Aristóteles) para compreender a revelação religiosa do cristianismo. 
Ele baseava seus ideais sobre os de Aristóteles:
·      Sustentava a ideia de que nada está na inteligência que não tenha estado antes nos sentidos, razão pela qual não podemos ter de Deus, imediatamente, uma ideia clara e distinta.
·      Ele dizia que, para o homem, o bem supremo é a felicidade, que não consiste na riqueza, nem nas honrarias, mas na contemplação do absoluto, ou visão da essência divina, realizável somente na outra vida, e com a graça de Deus, pois excede as forças humanas.
Tomás de Aquino escreve sua obra mais importante, Suma Teológica, relacionando fé e ciência, filosofia e teologia. Ele diz que a Teologia é a grande ciência e que a filosofia serve como auxiliadora dela e demonstradora da existência de Deus.

Santo Agostinho de Hipona

Foi um importante bispo cristão e teólogo. Era filho de mãe que seguia o cristianismo, porém seu pai era pagão. Logo, em sua formação, teve importante influência do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos).
Viveu num monastério por um tempo. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona. Escreveu diversos sermões importantes. Em “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho combate às heresias e a paganismo. Na obra “Confissões” fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo. Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as ideias eram de origem divina. 
Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus. As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média.


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