quinta-feira, 9 de abril de 2015

Texto sobre Niilismo De Nietzsche

Niilismo De Nietzsche

            Doutrina filosófica que nega a existência de tudo que tem origem divina, princípios políticos e sociais.
Origem divina porque nega a existência de Deus como é visto em religiões como o cristianismo, que segundo essa religião, o considera a força superior e regente de todas as coisas, que castiga os humanos se eles cometem pecados, Nietzsche dizia que tínhamos que superar Deus, ou seja, superar a ideia que Deus salvaria o homem por meio de sua ação sobrenatural, colocando assim a ciência no lugar da religião. Hoje em dia essa teoria é mais aceita do que meados de 1890. Dizia ainda que se a pessoa aceitasse a “morte” de deus, ela teria uma mente mais aberta, porque não estaria presa a ideia de pecado e seria independente da ideologia criada para Deus.
Como bem se pode esperar de um realista, Nietzsche via como seus antípodas todos aqueles que insistiam em abordar a política de uma distância confortável, que ele associava a um idealismo. Em vez de tratar dos seres humanos e suas entidades políticas em sua realidade demasiado humana, os idealistas preferem teorizar e legislar em favor de seres irreais e atemporais, e de configurações utópicas que eles supostamente ocupam. Como paradigmático dessa distinção entre realismo e idealismo, ele cita o contraste entre Tucídides e Platão.

A coragem é exigida, presume-se, porque um confronto inflexível com a realidade provavelmente revelará algumas verdades desagradáveis sobre política - todas as quais a Nietzsche apraz celebrar. O objetivo da política, em primeiro lugar, é dar apoio à produção e ao avanço da cultura, já que somente a cultura pode justificar a existência humana - e desse modo garantir o futuro da humanidade - mediante uma "valorização do tipo humano"
O problema com a política contemporânea, ele observa, é que o moderno Estado-nação contenta-se simplesmente com se perpetuar. Não reconhece nenhum objetivo - muito menos o de produzir cultura - acima e além de seu serviço para si mesmo. O exemplo mais pertubador desse problema é a Alemanha de Bismarck, na qual os defensores autossatisfeitos faziam valer a adequação de qualquer simulacro de cultura que o Reichviesse a apoiar. Ao declarar o fracasso do moderno Estado-nação, Nietzsche observa que "a cultura e o Estado - não haja engano a respeito disso  são antagonistas: 'Estado cultural' é apenas uma ideia moderna. Um vive do outro, um prospera à custa do outro. Todas as grandes épocas da cultura são tempos de declínio político: o que é grande no sentido cultural é apolítico, mesmo antipolítico." É nessa passagem que Nietzsche mais diretamente se distancia do padrão "o poder tem sempre razão" como articulação do realismo político.

O filósofo é chamado equivocadamente de niilista. Característica que usou para fazer uma crítica a nossa sociedade. É possível que Nietzsche seja um niilista, mas não no sentido do termo em voga, segundo o qual descreve o indivíduo descrente que rejeita qualquer tipo de hierarquia de valores estéticos, éticos, políticos e etc. Nietzsche teria utilizado esse adjetivo para criticar justamente uma determinada época da modernidade, inclusive, sem saber, o seu futuro ( nosso presente).
Nietzsche acreditava que a vida, assim como a religião e a politica tinha muitas máscaras que tornavam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a destruía a verdade das coisas.

Andrieli Orbach
Giane Zalamena
Maria Borges
Natiele Santos
Raissa Campos
Sarah Campana
Turma 33MP


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