segunda-feira, 13 de abril de 2015

Texto sobre Realismo - Turma 24TP

O que é o realismo?

Realismo é uma denominação genérica de uma escola literária que abrange as seguintes tendências:
·               Romance realista – Narrativa voltada para a análise psicológica e que critica a sociedade a partir do comportamento de determinados personagens, em geral, capitalistas. O romance realista tem caráter documental, sendo o retrato de uma epoca.
·               Romance naturalista - Marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados, em que se valoriza o coletivo. O naturalismo apresenta romances experimentais.
Em Filosofia, para os chamados Filósofos Realistas é a concepção de que existe uma Realidade autônoma, independentemente do homem saber ou não da existência da mesma. Claro exemplo desta outra realidade é o “Mundo das Ideias” de Platão.
Do ponto de vista artístico, o realismo é uma forma de expressão artística que procura reproduzir exatamente o mundo que nos rodeia.

Características do Realismo

·                Oposição ao idealismo romântico. Não há envolvimento sentimental;
·                Representação mais fiel da realidade;
·                Romance como meio de combate e crítica às instituições sociais decadentes, como o casamento, por exemplo;
·                Análise dos valores burgueses com visão crítica denunciando a hipocrisia e corrupção da classe;
·                Influência dos métodos experimentais;
·                Narrativa minuciosa;
·                Personagens analisadas psicologicamente.

Contexto Histórico

·                Surgiu a partir da segunda metade do século XIX;
·                As ciências evoluem e os métodos de experimentação e observação da realidade passam a ser vistos como os únicos capazes de explicar o mundo físico;
·                Em 1870, iniciam-se os primeiros sintomas da agitação cultural, sobretudo nas academias de Recife, SP, Bahia e RJ, devido aos seus contatos frequentes com as grandes cidades europeias;
·                Houve também uma transformação no aspecto social com o surgimento da população urbana, a desigualdade econômica e o aparecimento do proletariado.

Tipos de Realismo

Existem dois tipos de realismo:
·               O Realismo Ingénuo: corresponde à atitude natural do espírito humano que é a de aceitar como existente aquilo que o rodeia e de acreditar que conhece tal como é;
·               O Realismo Critico: já é uma posição filosófica que pressupõe a dúvida em relação ao que conhecemos e admite a possibilidade de a realidade não ser tal e qual como nos aparece em virtude de elementos do sujeito que interferem no conhecimento.
“O conhecimento não é uma cópia do real, um mero registo passivo, mas uma interpretação, uma construção”. Ao sustentar a tese de que o objeto existe independentemente do sujeito, o realismo crítico usa, de acordo com J. Hessen, três argumentos para provar:
·               A percepção é comum a vários indivíduos, o que só é possível se existir os objetos;
·               As percepções não dependem da nossa vontade, mas sim dos objetos;
·               Os objetos da nossa percepção propriamente dita, continuando a existir mesmo que os não estejamos a percepcionar;

Níveis do Realismo

Dessa forma, o Racionalismo tem grande importância no processo de se adquirir Saberes. De acordo com essas características é possível colocar o Realismo em níveis diferentes:
·               Realismo empírico sensível: que é o conhecimento espontâneo; ou seja, o conhecimento sobre aquilo que foi captado pelos sentidos sem necessidade de racionalização para existir, como, por exemplo, na seguinte situação: se apanho uma panela do fogo, eu SEI que está quente porque o tato percebeu;
·               Realismo da ideia: a Teoria de Platão que afirma ser a Realidade Efetiva, Verdadeira, aquela do “Mundo das Ideias”. Aqueles objetos, seres, coisas que são os modelos, as fôrmas para os similares físicos. São aqueles, pois, que formam a “Realidade Verdadeira”, ao contrário daquela que é formada pelas suas cópias;
·              Realismo hipostasiado – ou “falso realismo”. Uma realidade fictícia, ilusória, como, por exemplo, a “Realidade dos objetos físicos”, concretos que, como se viu acima, são meras cópias; logo, sem capacidade de formar algo de verdadeiro, efetivo, eterno.

Ideologia

Supremacia da verdade física
Motivado pela Revolução Industrial, o século XIX foi fecundo para a ciência, uma vez que se começou a explicar racionalmente fatos que até então eram incompreendidos pelo homem. Assim, foi a partir deste século que se começou a considerar a verdade física e científica como a única verdade válida. Fatos que não pudessem ser demonstrados pelas ciências exatas e experimentais não eram considerados como verdadeiros. Todas as verdades religiosas, metafísicas e morais são relegadas para segundo plano para dar supremacia à verdade científica.

Conteúdo ideológico profundo

Com o desenvolvimento das ciências, muitos autores foram influenciados no século XIX, principalmente os naturalistas, de onde se pode falar em cientificismo nas obras desse período.
Os autores realistas consideravam a arte romântica como fútil e vazia de conteúdo, uma vez que a sua ideologia, para além de não ser bem definida, estava afastada da realidade. Por este motivo, consideravam que a arte deveria ser útil à sua sociedade, expondo as grandes questões contemporâneas literárias, religiosas, políticas, sociais e científicas.

Obras do Realismo

·               Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba;
·               Aluísio de Azevedo: O mulato, Casa de pensão e O cortiço;
·               Adolfo Caminha: Bom-Crioulo, A normalista;
·               Raul Pompéia: O Ateneu;
·               Inglês de Souza: O missionário;
·               Domingos Olímpio: Luzia-Homem.


Por: Talia, Larissa, Jeniffer, Icriciane e Ana Caroline.

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