O
que é o realismo?
O Realismo é uma denominação
genérica de uma escola literária que abrange as seguintes tendências:
·
Romance realista –
Narrativa voltada para a análise psicológica e que critica a sociedade a partir
do comportamento de determinados personagens, em geral, capitalistas. O romance
realista tem caráter documental, sendo o retrato de uma epoca.
·
Romance naturalista - Marcada
pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados, em que
se valoriza o coletivo. O naturalismo apresenta romances experimentais.
Em Filosofia, para os chamados
Filósofos Realistas é a concepção de que existe uma Realidade autônoma, independentemente
do homem saber ou não da existência da mesma. Claro exemplo desta outra
realidade é o “Mundo das Ideias” de Platão.
Do ponto de vista artístico, o realismo é
uma forma de expressão artística que procura reproduzir exatamente o mundo que
nos rodeia.
Características
do Realismo
·
Oposição ao idealismo romântico. Não há
envolvimento sentimental;
·
Representação mais fiel da realidade;
·
Romance como meio de
combate e crítica às instituições sociais decadentes, como o casamento, por
exemplo;
·
Análise dos valores burgueses com visão crítica
denunciando a hipocrisia e corrupção da classe;
·
Influência dos métodos experimentais;
·
Narrativa minuciosa;
·
Personagens analisadas psicologicamente.
Contexto Histórico
·
Surgiu a partir da segunda metade do
século XIX;
·
As ciências evoluem e os métodos de
experimentação e observação da realidade passam a ser vistos como os únicos capazes de explicar o mundo físico;
·
Em 1870, iniciam-se os primeiros
sintomas da agitação cultural, sobretudo nas academias de Recife, SP, Bahia e
RJ, devido aos seus contatos frequentes com as grandes cidades europeias;
·
Houve também uma transformação no
aspecto social com o surgimento da população urbana,
a desigualdade econômica e o aparecimento do proletariado.
Tipos
de Realismo
Existem
dois tipos de realismo:
·
O Realismo
Ingénuo: corresponde à atitude natural do espírito humano que é a de
aceitar como existente aquilo que o rodeia e de acreditar que conhece tal como
é;
·
O Realismo Critico: já é uma
posição filosófica que pressupõe a dúvida em relação ao que conhecemos e admite
a possibilidade de a realidade não ser tal e qual como nos aparece
em virtude de elementos do sujeito que interferem no conhecimento.
“O
conhecimento não é uma cópia do real, um mero registo passivo, mas uma
interpretação, uma construção”. Ao sustentar a tese de que o objeto existe
independentemente do sujeito, o realismo crítico usa, de acordo com J. Hessen,
três argumentos para provar:
·
A percepção é comum a vários indivíduos,
o que só é possível se existir os objetos;
·
As percepções não dependem da nossa
vontade, mas sim dos objetos;
·
Os objetos da nossa percepção propriamente dita,
continuando a existir mesmo que os não estejamos a percepcionar;
Níveis do Realismo
Dessa forma, o Racionalismo tem
grande importância no processo de se adquirir Saberes. De acordo com essas
características é possível colocar o Realismo em níveis diferentes:
·
Realismo empírico sensível: que é o conhecimento
espontâneo; ou seja, o conhecimento sobre aquilo que foi captado pelos sentidos
sem necessidade de racionalização para existir, como, por exemplo, na seguinte
situação: se apanho uma panela do fogo, eu SEI que está quente porque o tato
percebeu;
·
Realismo da ideia: a Teoria de Platão que afirma
ser a Realidade Efetiva, Verdadeira, aquela do “Mundo das Ideias”. Aqueles objetos,
seres, coisas que são os modelos, as fôrmas para os similares físicos. São
aqueles, pois, que formam a “Realidade Verdadeira”, ao contrário daquela que é
formada pelas suas cópias;
·
Realismo hipostasiado – ou “falso realismo”. Uma
realidade fictícia, ilusória, como, por exemplo, a “Realidade dos objetos
físicos”, concretos que, como se viu acima, são meras cópias; logo, sem
capacidade de formar algo de verdadeiro, efetivo, eterno.
Ideologia
Supremacia da verdade
física
Motivado pela Revolução
Industrial, o século XIX foi fecundo para a ciência, uma vez que se começou a
explicar racionalmente fatos que até então eram incompreendidos pelo homem.
Assim, foi a partir deste século que se começou a considerar a verdade física e
científica como a única verdade válida. Fatos que não pudessem ser demonstrados
pelas ciências exatas e experimentais não eram considerados como verdadeiros.
Todas as verdades religiosas, metafísicas e morais são relegadas para segundo
plano para dar supremacia à verdade científica.
Conteúdo
ideológico profundo
Com o desenvolvimento das
ciências, muitos autores foram influenciados no século XIX, principalmente os
naturalistas, de onde se pode falar em cientificismo nas obras desse período.
Os autores realistas
consideravam a arte romântica como fútil e vazia de conteúdo, uma vez que a sua
ideologia, para além de não ser bem definida, estava afastada da realidade. Por
este motivo, consideravam que a arte deveria ser útil à sua sociedade, expondo
as grandes questões contemporâneas literárias, religiosas, políticas, sociais e
científicas.
Obras
do Realismo
·
Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba;
·
Aluísio de Azevedo: O mulato, Casa de pensão e O cortiço;
·
Adolfo Caminha: Bom-Crioulo, A
normalista;
·
Raul Pompéia: O Ateneu;
·
Inglês de Souza: O missionário;
·
Domingos Olímpio: Luzia-Homem.
Por: Talia, Larissa,
Jeniffer, Icriciane e Ana Caroline.
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