Friedrich
Nietzsche e o Niilismo
Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi escritor e
filósofo alemão, nasceu em Röchem, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844,
com cinco anos de idade ficou órfã de pai, passando sua infância com a mãe, a
irmã e duas tias. Durante essa fase, dedicou-se a ler a bíblia. Com 14 anos
recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos
estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a
questionar os ensinamentos do Cristianismo.
Formou-se em 1864 e continuou seus estudos em
Teologia e Filologia clássica, na Universidade de Bonn, mas abandonou Teologia
para estudar as obras dos filósofos Kant e Schopenhauer e do compositor Wagner.
Em 1869 foi nomeado professor de Filologia na Universidade da Basileia, mas
deixou a vida acadêmica por um tempo entrando na vida militar. Durante a guerra
franco-prussiana serviu como enfermeiro por um breve período, retornando com
problemas de saúde.
Em 1879, com a saúde abalada, com crises
constantes de cefaleia, problemas de visão e dificuldade para falar se vê
obrigado a se aposentar e em 1883, publicou sua obra mais conhecida: “Assim Falou
Zaratustra”. Para o filósofo, não existiam de forma inata no homem o bem e o
mal, a verdade e a mentira, a beleza e o feio, mas sim o desejo do poder.
Segundo o pensador, os valores tradicionais foram formatados pela cultura
judaico-cristã, que pregava a humildade e a submissão.
O pensamento de Nietzsche influenciou as ideias de Eugenismo - cujo teor
era o rumo da sociedade guiada pelos mais fortes. Sua fase criativa foi
interrompida em 03 de janeiro de 1889, com uma crise de loucura, que durou até
sua morte.
Friedrich
Nietzsche, diagnosticado com paralisia cerebral progressiva, faleceu em Weimar,
Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900.
O Niilismo
A palavra em si foi utilizada primeiramente em
1799, pelo filósofo alemão Friedrich Heinrich Jacobi,
embora o movimento niilista tenha
nascido no século XIX, na Rússia governada pelos czares. Posteriormente o
escritor russo Ivan Turgueniev recorreu a este conceito para revelar que só é
real o que é percebido pelos sentidos humanos, o restante simplesmente não
existe, seja poder ou convenção.
O Niilismo exalta radicalmente a concepção materialista e
positivista. Ela retira do âmbito do Estado, da Religião e da Família todo poder, a capacidade de reger os passos
do Homem. Esta linha filosófica influi nas mais distintas áreas do conhecimento
humano, da literatura e da arte às ciências humanas e sociais, passando pelas
esferas da ética e da moral.
Para seus seguidores
toda e qualquer possibilidade de sentido, de significação da existência humana,
inexiste. Não há forma alguma de se responder às questões levantadas pelo Homem.
Eles desprezam convenções, verdades absolutas, normas e preceitos morais. A
própria expressão Niilismo já denota seus propósitos, pois vem do latim nihil, ‘nada’.
Até mesmo os princípios estéticos são repudiados por eles.
Michele Galvagni e Géssica Vitter turma: 32
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