segunda-feira, 13 de abril de 2015

Texto sobre Friedrich Nietzsche e o Niilismo - Turma 32MP

Friedrich Nietzsche e o Niilismo

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi escritor e filósofo alemão, nasceu em Röchem, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844, com cinco anos de idade ficou órfã de pai, passando sua infância com a mãe, a irmã e duas tias. Durante essa fase, dedicou-se a ler a bíblia. Com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.
Formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia clássica, na Universidade de Bonn, mas abandonou Teologia para estudar as obras dos filósofos Kant e Schopenhauer e do compositor Wagner. Em 1869 foi nomeado professor de Filologia na Universidade da Basileia, mas deixou a vida acadêmica por um tempo entrando na vida militar. Durante a guerra franco-prussiana serviu como enfermeiro por um breve período, retornando com problemas de saúde.
Em 1879, com a saúde abalada, com crises constantes de cefaleia, problemas de visão e dificuldade para falar se vê obrigado a se aposentar e em 1883, publicou sua obra mais conhecida: “Assim Falou Zaratustra”. Para o filósofo, não existiam de forma inata no homem o bem e o mal, a verdade e a mentira, a beleza e o feio, mas sim o desejo do poder. Segundo o pensador, os valores tradicionais foram formatados pela cultura judaico-cristã, que pregava a humildade e a submissão.
O pensamento de Nietzsche influenciou as ideias de Eugenismo - cujo teor era o rumo da sociedade guiada pelos mais fortes. Sua fase criativa foi interrompida em 03 de janeiro de 1889, com uma crise de loucura, que durou até sua morte.
Friedrich Nietzsche, diagnosticado com paralisia cerebral progressiva, faleceu em Weimar, Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900.

O Niilismo

A palavra em si foi utilizada primeiramente em 1799, pelo filósofo alemão Friedrich Heinrich Jacobi, embora o movimento niilista tenha nascido no século XIX, na Rússia governada pelos czares. Posteriormente o escritor russo Ivan Turgueniev recorreu a este conceito para revelar que só é real o que é percebido pelos sentidos humanos, o restante simplesmente não existe, seja poder ou convenção.
O Niilismo exalta radicalmente a concepção materialista e positivista. Ela retira do âmbito do Estado, da Religião e da Família todo poder, a capacidade de reger os passos do Homem. Esta linha filosófica influi nas mais distintas áreas do conhecimento humano, da literatura e da arte às ciências humanas e sociais, passando pelas esferas da ética e da moral.
Para seus seguidores toda e qualquer possibilidade de sentido, de significação da existência humana, inexiste. Não há forma alguma de se responder às questões levantadas pelo Homem. Eles desprezam convenções, verdades absolutas, normas e preceitos morais. A própria expressão Niilismo já denota seus propósitos, pois vem do latim nihil, ‘nada’. Até mesmo os princípios estéticos são repudiados por eles.




Michele Galvagni e Géssica Vitter turma: 32

Nenhum comentário:

Postar um comentário