segunda-feira, 13 de abril de 2015

Trabalho sobre Epistemologia - Turma 23MP

Colégio Estadual Visconde de Bom Retiro
Filosofia- Professor Alexandre Misturini







Andréia, Cintia, Giorgia e Milena.
23MP








Bento Gonçalves, 10 de Abril de 2015.
















Epistemologia

 Ramo da filosofia que trata dos problemas filosóficos relacionados à crença e ao conhecimento.

A epistemologia também estuda a evidência, isto é, os critérios de reconhecimento da verdade.
A teoria de Platão abrange o conhecimento teórico, o saber que. Tal tipo de conhecimento é o conjunto de todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo natural e social que nos rodeia. Este conhecimento consiste em descrever, explicar e predizer uma realidade, isto é, analisar o que ocorre, determinar por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para antecipar uma realidade futura.


Segundo Lalande, trata-se de uma filosofia das ciências, mas de modo especial.
"é essencialmente o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, destinado a determinar sua origem lógica, seu valor e seu alcance objetivo". Para Lalande, ela se distingue, portanto da teoria do conhecimento, da qual serve como introdução e auxiliar indispensável.

Portanto, temos que epistemologia é o estudo sobre o conhecimento científico, ou seja, o estudo dos mecanismos que permitem o conhecimento de determinada ciência.

Japiassu distingue três tipos de Epistemologia: 


* Epistemologia global ou geral que trata do saber globalmente considerado, com a virtualidade e os problemas do conjunto de sua organização, quer sejam especulativos, quer científicos;
* Epistemologia particular que trata de levar em consideração um campo particular do saber, quer seja especulativo, quer científico;
*Epistemologia específica que trata de levar em conta uma disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do saber e de estudá-la de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela mantém com as demais disciplinas.




A Epistemologia é uma parte da filosofia que se baseia na natureza, fontes, limitações e critérios do conhecimento.

Questões epistemológicas

Para conseguir o conhecimento existem duas perguntas básicas:
A primeira é Como podemos conhecer algo? Se aceitarmos o mundo tal como os nossos sentidos nos dizem, não conheceríamos a realidade por causa dos desvios acústicos, visuais e outros...  Outra forma de conseguir conhecer a verdadeira natureza das coisas é pela razão. Porém a razão, como a percepção, é influenciada por vários fatores como o esquecimento, as más interpretações e conclusões precipitadas. O que será que acontece se o conhecimento que obtivemos por causa da razão contraria as nossas percepções? Com isso temos mais duas perguntas: Será que a realidade é independente de nossas percepções sensoriais? E como podemos saber se é realidade se nossas percepções se colidem umas com as outras?
Já a segunda questão da epistemologia é referente a mente de seus próximos. Como não podemos adivinhar o que os outros estão pensando, as nossas percepções baseiam-se nas nossas observações de comportamento.
Essas questões levam a muitas conclusões, como as coisas a primeira vista não são o que parecem ser, e isso que estabelece uma diferença entre o mundo real. Mostra a diferença entre aparência e realidade. Com isso devemos pensar o quanto a percepção influencia o nosso conhecimento.

Problemas da epistemologia

 De modo mais genérico, começamos com o que poderíamos chamar “posturas cognitivas”, indagando se agimos bem ao manter estas posturas. As posturas cognitivas incluem tanto a crença quanto o conhecimento em outra dimensão, incluem igualmente nossas atitudes em relação às várias estratégias e métodos que usamos para adquirir novas crenças e abandonar as antigas e os produtos destas estratégias e métodos. A epistemologia, assim apresentada, trata se de saber se agimos bem ou não ao formar as crenças que temos.
Ao investigar nesta área, obviamente que não questionamos apenas as crenças e estratégias em que nos encontramos inicialmente, também questionamos se não há outras que seria conveniente ter e se não há outras ainda que devemos ter. A esperança é alcançar uma imagem completa do modo como um agente cognitivo responsável se deve comportar, tendo alguma garantia de não termos ficado abaixo desse ideal.

Justificação

Podemos distinguir dois tipos de crenças: a mediata e a não mediata.
Crenças mediatas são aquelas que adquirimos por intermédio de alguma estratégia que começa nas crenças que já possuímos. As crenças mediatas levantam a questão de saber se temos direito à estratégia que adaptamos, se é uma estratégia que fazemos bem em usar.
Crenças não mediatas são as que adotamos sem que termo seja necessário, partem de crenças que já temos, e motivam problemas novos. (Eu abro os olhos  em razão do que vejo, acredito imediatamente que há um livro à minha frente. Se estou a agir bem ao adotar esta crença ela justifica-se.)
Então o que faz uma crença ser justificada?
Resposta fiabilista: a crença justifica-se porque é o resultado de um processo fiável.
Resposta coerentista: a crença justifica-se porque o meu mundo é mais coerente com ela do que seria sem ela.
Alegação fundacionalista clássica, que entende que a crença não é de fato direta, mas deduzido de uma crença, como as coisas me aparecem neste necessario no momento.
Se esta última resposta for verdadeira, somos lançados de novo em duas questões. A primeira consiste em saber se a crença sobre como as coisas me parecem necessaria no momento se justifica. A segunda questão reside em saber se a inferência extraída da primeira crença se justifica.
Nós poderíamos perguntar, então, que princípio de conclusão está sendo usado. Suponha-se que é este: se as coisas me aparecem de determinada maneira, são provavelmente dessa maneira.
O que torna isto suficiente para nos levar a supor que agimos bem ao usar este princípio?
Suponha-se que a justificação que atribuímos a uma crença A recorre à sua relação com uma crença B. Esta crença B justificaria a  A: Hoje é Domingo justifica a crença de que o carteiro não virá hoje. Há uma intuição muito forte de que B só pode conferir justificação a A se ela própria estiver justificada. Assim, a questão de saber se A está justificada ainda não foi respondida, ao apelar a B; foi apenas arquivada. Se, para estar justificada, depende do que é B, então o que justifica B? Nós poderíamos apelar a outra crença C, mas então o problema apenas se tornaria recorrente. Temos o início de uma regressão infinita. A primeira crença na série não se justifica, a menos que a última se justifique.

Mas poderá mesmo haver uma última crença na série? 
O fundacionalismo leva a sério esta regressão e esforça-se para encontrar “crenças básicas” que seriam capazes de detê-la. Os caminhos promissores neste sentido incluem a ideia de que as crenças básicas são justificadas pela sua fonte originária ou pelo seu objecto.
 O empirismo, nesta conexão, quer de alguma forma situar crenças básicas na experiência. O próprio fundacionalismo relaciona-se com a estrutura deste programa empirista. Assim, a preocupação com a regressão da justificação é uma preocupação com a estrutura da justificação.
O coerentismo procura demonstrar que um conjunto de crenças justificadas não precisa ter a forma de uma superstrutura de base, a ideia é que o programa fundacionalista está destinado a fracassar, posto que a “base” não é firme, uma vez que não se apoia em coisa alguma. Se este fosse o resultado, e se os fundacionalistas tivessem razão quanto à estrutura de um conjunto de crenças justificadas, a única conclusão possível seria a céptica, ou seja que nenhuma das nossas crenças estão de fato justificadas.
Os coerentistas rejeitam a distinção entre superstrutura e base, não há crenças que estejam verdadeiramente fundamentadas, e nenhuma que seja uma norma.

Naturalismo em epistemologia

            A epistemologia ocupa-se da avaliação, coloca-se na posição de julgar todas as outras áreas da investigação humana. Quine esforçou-se para reverter esta posição e para compreender a epistemologia como parte integrante da ciência, observando os resultados da ciência para então responder as questões. A ciência é as vezes normativa é capaz não somente de examinar nossos processos perceptivos.

Áreas especiais

            Há quatro fontes de conhecimento: a sensação, a memória, a introspecção e a razão. O estudo do conhecimento perceptivo consegue gerar a partir do material à nossa volta.
            A primeira dificuldade é céptica, que as vezes se chama “véu perceptivo”. As aparências, neste mostrar, constituem-se mais como obstáculos do que em ajuda para as nossas tentativas de discernir a natureza da realidade; a segunda dificuldade céptica deriva do argumento da ilusão.
            Há a inferência, em que no vemos do velho conhecimento para o novo. Como poderia tal inferência gerar um novo conhecimento? A conclusão deve estar de alguma forma já contida nas premissas, se as premissas não poder ser verdadeiras quando a conclusão é falsa. Uma das maiores questões da epistemologia consiste em saber como é possível o conhecimento, e que tipos de verdades podem ser conhecidas dessa forma.
            Parece que nos dividimos entre afirmar que as verdades matemáticas são importantes e dizer que as conhecemos unicamente através da atividade da razão. Foi a tentativa de evitar esse dilema que levou Kant a escrever a primeira Crítica.

O lugar da epistemologia

            Qual é o lugar da epistemologia no mapa filosófico? Projeto mais geral a que se chama “Filosofia da mente”; é o lado avaliativo desse projeto. Na filosofia da mente interrogamo-nos quanto a natureza dos estados mentais; em particular sobre a natureza da crença. As perspectivas que temos em epistemologia são sensíveis as respostas aquela questão, da mesma forma que são sensíveis aos resultados científicos sobre a natureza dos processos da percepção.
            A outra área filosófica em que a epistemologia está intimamente relacionada é a teoria do significado. A questão de saber se somos capazes de conhecer proposições de determinados tipos é sensível ao valor que damos ao significado dessas proposições.



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