Colégio Estadual Visconde de Bom Retiro
Filosofia- Professor Alexandre Misturini
Andréia, Cintia, Giorgia e Milena.
23MP
Bento Gonçalves, 10 de Abril de 2015.
Epistemologia
Ramo da filosofia que trata dos problemas
filosóficos relacionados à crença e ao conhecimento.
A epistemologia também estuda a evidência, isto é, os critérios de reconhecimento da verdade.
A epistemologia também estuda a evidência, isto é, os critérios de reconhecimento da verdade.
A teoria
de Platão abrange o conhecimento teórico, o saber que. Tal tipo de conhecimento
é o conjunto de todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo
natural e social que nos rodeia. Este conhecimento consiste em descrever,
explicar e predizer uma realidade, isto é, analisar o que ocorre, determinar
por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para antecipar uma
realidade futura.
Segundo Lalande, trata-se de uma filosofia das ciências, mas de modo especial.
Segundo Lalande, trata-se de uma filosofia das ciências, mas de modo especial.
"é
essencialmente o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados
das diversas ciências, destinado a determinar sua origem lógica, seu valor e
seu alcance objetivo". Para Lalande, ela se distingue, portanto da teoria
do conhecimento, da qual serve como introdução e auxiliar indispensável.
Portanto, temos que epistemologia é o estudo sobre o conhecimento científico, ou seja, o estudo dos mecanismos que permitem o conhecimento de determinada ciência.
Portanto, temos que epistemologia é o estudo sobre o conhecimento científico, ou seja, o estudo dos mecanismos que permitem o conhecimento de determinada ciência.
Japiassu distingue
três tipos de Epistemologia:
* Epistemologia global ou geral que trata do saber
globalmente considerado, com a virtualidade e os problemas do conjunto de sua
organização, quer sejam especulativos, quer científicos;
* Epistemologia particular que trata de levar em consideração um campo particular do saber, quer seja especulativo, quer científico;
*Epistemologia específica que trata de levar em conta uma disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do saber e de estudá-la de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela mantém com as demais disciplinas.
* Epistemologia particular que trata de levar em consideração um campo particular do saber, quer seja especulativo, quer científico;
*Epistemologia específica que trata de levar em conta uma disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do saber e de estudá-la de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela mantém com as demais disciplinas.
A Epistemologia é uma parte da filosofia que se baseia na
natureza, fontes, limitações e critérios do conhecimento.
Questões
epistemológicas
Para conseguir o conhecimento existem duas perguntas
básicas:
A primeira é Como podemos conhecer algo? Se aceitarmos o
mundo tal como os nossos sentidos nos dizem, não conheceríamos a realidade por
causa dos desvios acústicos, visuais e outros... Outra forma de conseguir conhecer a verdadeira
natureza das coisas é pela razão. Porém a razão, como a percepção, é
influenciada por vários fatores como o esquecimento, as más interpretações e
conclusões precipitadas. O que será que acontece se o conhecimento que
obtivemos por causa da razão contraria as nossas percepções? Com isso temos
mais duas perguntas: Será que a realidade é independente de nossas percepções
sensoriais? E como podemos saber se é realidade se nossas percepções se colidem
umas com as outras?
Já a segunda questão da epistemologia é referente a mente
de seus próximos. Como não podemos adivinhar o que os outros estão pensando, as
nossas percepções baseiam-se nas nossas observações de comportamento.
Essas questões levam a muitas conclusões, como as coisas
a primeira vista não são o que parecem ser, e isso que estabelece uma diferença
entre o mundo real. Mostra a diferença entre aparência e realidade. Com isso
devemos pensar o quanto a percepção influencia o nosso conhecimento.
Problemas da epistemologia
De modo mais genérico, começamos
com o que poderíamos chamar “posturas cognitivas”, indagando se agimos bem ao
manter estas posturas. As posturas cognitivas incluem tanto a crença quanto o conhecimento
em outra dimensão, incluem igualmente nossas atitudes em relação às várias
estratégias e métodos que usamos para adquirir novas crenças e abandonar as
antigas e os produtos destas estratégias e métodos. A epistemologia, assim
apresentada, trata se de saber se agimos bem ou não ao formar as crenças que
temos.
Ao investigar nesta área, obviamente que não questionamos apenas as
crenças e estratégias em que nos encontramos inicialmente, também questionamos
se não há outras que seria conveniente ter e se não há outras ainda que devemos
ter. A esperança é alcançar uma imagem completa do modo como um agente
cognitivo responsável se deve comportar, tendo alguma garantia de não termos
ficado abaixo desse ideal.
Justificação
Podemos distinguir dois tipos de crenças: a mediata e a não mediata.
Crenças mediatas são aquelas
que adquirimos por intermédio de alguma estratégia que começa nas crenças que
já possuímos. As crenças mediatas levantam a questão de saber se temos direito
à estratégia que adaptamos, se é uma estratégia que fazemos bem em usar.
Crenças não
mediatas são as que adotamos sem que termo seja necessário, partem de crenças que
já temos, e motivam problemas novos. (Eu abro os olhos em razão do que vejo, acredito imediatamente
que há um livro à minha frente. Se estou a agir bem ao adotar esta crença ela
justifica-se.)
Então o que faz uma crença ser justificada?
Resposta
fiabilista: a crença justifica-se porque é o resultado de um processo fiável.
Resposta
coerentista: a crença justifica-se porque o meu mundo é mais coerente com ela do que
seria sem ela.
Alegação
fundacionalista clássica, que entende que a crença não
é de fato direta, mas deduzido de uma crença, como as coisas me aparecem neste
necessario no momento.
Se esta última resposta for verdadeira, somos lançados de novo em duas
questões. A primeira consiste em saber se a crença sobre como as coisas me
parecem necessaria no momento se justifica. A segunda questão reside em saber
se a inferência extraída da primeira crença se justifica.
Nós poderíamos perguntar, então, que princípio de conclusão está sendo usado.
Suponha-se que é este: se as coisas me aparecem de determinada maneira, são
provavelmente dessa maneira.
O que torna isto suficiente para nos levar a supor que agimos bem ao
usar este princípio?
Suponha-se que a justificação que atribuímos a uma crença A recorre à
sua relação com uma crença B. Esta crença B justificaria a A: Hoje é Domingo justifica a crença de que o
carteiro não virá hoje. Há uma intuição muito forte de que B só pode conferir
justificação a A se ela própria estiver justificada. Assim, a questão de saber
se A está justificada ainda não foi respondida, ao apelar a B; foi apenas
arquivada. Se, para estar justificada, depende do que é B, então o que
justifica B? Nós poderíamos apelar a outra crença C, mas então o problema
apenas se tornaria recorrente. Temos o início de uma regressão infinita. A
primeira crença na série não se justifica, a menos que a última se justifique.
Mas poderá mesmo haver uma última crença na série?
O fundacionalismo leva a sério
esta regressão e esforça-se para encontrar “crenças básicas” que seriam capazes
de detê-la. Os caminhos promissores neste sentido incluem a ideia de que as
crenças básicas são justificadas pela sua fonte originária ou pelo seu objecto.
O empirismo, nesta conexão, quer de alguma forma situar crenças
básicas na experiência. O próprio fundacionalismo relaciona-se com a estrutura
deste programa empirista. Assim, a preocupação com a regressão da justificação
é uma preocupação com a estrutura da justificação.
O coerentismo procura
demonstrar que um conjunto de crenças justificadas não precisa ter a forma de
uma superstrutura de base, a ideia é que o programa fundacionalista está
destinado a fracassar, posto que a “base” não é firme, uma vez que não se apoia
em coisa alguma. Se este fosse o resultado, e se os fundacionalistas tivessem
razão quanto à estrutura de um conjunto de crenças justificadas, a única conclusão
possível seria a céptica, ou seja que nenhuma das nossas crenças estão de fato
justificadas.
Os coerentistas rejeitam a distinção entre superstrutura e base, não há
crenças que estejam verdadeiramente fundamentadas, e nenhuma que seja uma norma.
Naturalismo
em epistemologia
A
epistemologia ocupa-se da avaliação, coloca-se na posição de julgar todas as
outras áreas da investigação humana. Quine esforçou-se para reverter esta
posição e para compreender a epistemologia como parte integrante da ciência,
observando os resultados da ciência para então responder as questões. A ciência
é as vezes normativa é capaz não somente de examinar nossos processos
perceptivos.
Áreas especiais
Há
quatro fontes de conhecimento: a sensação, a memória, a introspecção e a razão.
O estudo do conhecimento perceptivo consegue gerar a partir do material à nossa
volta.
A
primeira dificuldade é céptica, que as vezes se chama “véu perceptivo”. As
aparências, neste mostrar, constituem-se mais como obstáculos do que em ajuda
para as nossas tentativas de discernir a natureza da realidade; a segunda
dificuldade céptica deriva do argumento da ilusão.
Há a
inferência, em que no vemos do velho conhecimento para o novo. Como poderia tal
inferência gerar um novo conhecimento? A conclusão deve estar de alguma forma
já contida nas premissas, se as premissas não poder ser verdadeiras quando a
conclusão é falsa. Uma das maiores questões da epistemologia consiste em saber
como é possível o conhecimento, e que tipos de verdades podem ser conhecidas
dessa forma.
Parece que
nos dividimos entre afirmar que as verdades matemáticas são importantes e dizer
que as conhecemos unicamente através da atividade da razão. Foi a tentativa de
evitar esse dilema que levou Kant a escrever a primeira Crítica.
O
lugar da epistemologia
Qual é o
lugar da epistemologia no mapa filosófico? Projeto mais geral a que se chama
“Filosofia da mente”; é o lado avaliativo desse projeto. Na filosofia da mente
interrogamo-nos quanto a natureza dos estados mentais; em particular sobre a
natureza da crença. As perspectivas que temos em epistemologia são sensíveis as
respostas aquela questão, da mesma forma que são sensíveis aos resultados
científicos sobre a natureza dos processos da percepção.
A outra
área filosófica em que a epistemologia está intimamente relacionada é a teoria
do significado. A questão de saber se somos capazes de conhecer proposições de
determinados tipos é sensível ao valor que damos ao significado dessas
proposições.
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