Filosofia Medieval
A filosofia
medieval se desenvolveu durante a Idade Média na Europa, nos séculos V e XV.
Durante esse tempo teve vários pensadores árabes, europeus e judeus. Um das
características desse período foi o domínio da Igreja Romana sobre a Europa,
organizando Cruzadas à Terra Santa, sagrando e coroando reis. Outra
característica foi que a Filosofia Medieval passou a ser lecionada nas escolas,
ficando conhecida pelo nome de Escolástica ( método de pensamento).
Um dos Principais estágios da Filosofia
Medieval:
·
Escolástica
(século IX ao XIV)
Foi um movimento que pretendia usar os
conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a revelação religiosa do
cristianismo. As ideias dos
filósofos gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta
fase.
Os teólogos e filósofos começam a se
preocupar em provar a existência da alma humana e de Deus.
Para os filósofos escolásticos a Igreja
possuía um importante papel de conduzir os seres humanos à salvação.
Principais representantes: Anselmo de
Cantuária, Albertus Magnus, São Tomás de Aquino, John Duns Scotus e Guilherme
de Ockham.
Características e principais questões
debatidas pelos filósofos:
- Relação entre razão e fé;
- Existência e natureza de Deus;
- Fronteiras entre o conhecimento e a
liberdade humana;
- Individualização das substâncias divisíveis
e indivisíveis.
Principais obras filosóficas da Idade Média
- Cidade de Deus (Santo Agostinho)
- Confissões (Santo Agostinho)
- Suma Teológica (São Tomás de Aquino)
Eduarda
e Julia Bertolini
Filosofia medieval é o nome
dado a filosofia da idade média, nos anos V e XV, por isso do nome medieval
para se referir ao ano em que ela ocorreu.
Um grande fato
característico da filosofia medieval foi a intervenção da igreja cristã nos
princípios e ideais filosóficos, propriamente dita filosofia greco-romana, e
nos setores do conhecimento humano predominantes na época. Assim se tornou banais
doutrinas religiosas interferindo no aspecto filosófico da idade média.
Patrística:
O período patrístico que
durou do século I d.c a VII d.c, ficou caracterizado pelos esforços dos
apóstolos João e Paulo e dos primeiros padres da igreja para conseguir
interligar a nova religião e o pensamento filosófico da época, que tinha o
pensamento greco-romano como principal filosofia influenciadora até então.
Os nomes mais destacados
deste período foram: Justino Mártis, Tertuliano, Clemente de Alexandria,
Origenes, Gregorio de Nanzianzo, Basilio de Sezareia e Gregorio de Nissa.
Eles apenas não foram
moldados para filosofia ocidental grega, cultura helênica como também foi
educados no âmbito da filosofia religiosa, assim então, estavam dispostos a
usar essa forma de pensamento para ajudar a proliferação da religião católica.
Escolástica:
A escolástica foi um
movimento da época em que se difundia essa filosofia com a filosofia grega. Os
principais filósofos gregos, Platão e Aristóteles, tinham grande papel em
exercer em beneficio a igreja achar uma resposta para as crenças da mesma como
a existência de Deus e a alma humana. Assim como de costume o intuito desse
movimento era disseminar através da socialização dessas filosofias, buscando cada
vez mais adeptos e seguidores desses princípios.
Lucas
Fracasso e Liliana Scottá
FILOSOFIA MEDIEVAL
Durante a Idade Média, a
filosofia medieval procurava encontrar uma sincronia entre o conhecimento
clássico e o religioso, respondendo perguntas como a existência de Deus, a
imortalidade da alma, etc.
Suas principais
características eram: relação entre razão e fé,
existência e natureza de Deus, fronteiras entre o conhecimento e a liberdade
humana, individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.
A filosofia
medieval teve uma grande importância sendo mesmo uma disciplina escolar chamada
de Escolástica. Criou um novo método de discussão filosófica que consistia em
apresentar uma tese baseando-se nas referências bíblicas.
Na Idade Média o
poder da Igreja era muito grande e por isso ela tinha grande domínio em todas
as áreas de conhecimento, sendo assim influenciou também na filosofia da época
aproveitando-se dela.
Os filósofos que
surgiram nessa época tiveram grande preocupação em discutir assuntos
diretamente ligados ao desenvolvimento e à compreensão das doutrinas cristãs.
Alguns acreditavam que fé e razão não podiam estar ligadas contradizendo a
ideia de outros filósofos que acreditavam que poderiam encontrar respostas
racionais para as indagações religiosas, os principais filósofos sendo:
SÃO TOMÁS DE AQUINO: No Concílio de Trento, a
doutrina tomista ocupou lugar de honra e, a partir do papa Leão XIII, foi
adotada como pensamento oficial da Igreja Católica.
O mérito
da filosofia de Tomás de Aquino está exatamente em aliar o pensamento lógico e
racional de raiz aristotélica com a fé cristã. Ela é por essência, a
metafísica (uma das disciplinas da filosofia, ocupada com os princípios da
realidade para além das ciências tradicionais (Física, Química,
Biologia, Psicologia, etc)) a serviço da teologia (estudo sobre a divindade).
SANTO
AGOSTINHO: Na juventude, detestava estudar grego. Desistiu do cargo de
professor. A razão, para Agostinho serve de auxiliar da fé, esclarecendo e
tornando inteligível aquilo que intuímos. Antes de Deus ter criado o mundo a
partir do nada as Idéias eternas já existiam na sua mente. Deus é bondade pura.
Assim apesar da humanidade ter sido amaldiçoada depois do pecado original,
alguns alcançarão a verdade divina, a salvação. Durante um diálogo, Agostinho
chega a conclusão que o mal não provém de Deus, mas sim do mau uso do livre
arbítrio. Os órgãos sensoriais sentem a ação dos elementos exteriores, a alma
não. Deus é a fonte dos conhecimentos perfeitos e não o homem. A experiência
mística leva à iluminação divina. O amor de Deus é infinito. A graça e a
liberdade complementam-se.
Na
obra a Cidade de Deus, Agostinho faz oposição entre sensível e inteligível,
alma e corpo, espírito e matéria, bem e mal e ser e não ser. Acrescenta a
história à filosofia, interpretando a história da humanidade como o conflito
entre a Cidade de Deus, inspirada no amor à Deus e nos valores que Cristo
pregou, presentes na Igreja, e a Cidade humana, baseada nos valores imediatos e
mundanos. Essas cidades estariam presentes na alma humana, e no final a Cidade
de Deus triunfaria.
Gabriel Zaffari e Thaís Strapazzon
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