terça-feira, 7 de outubro de 2014

Filosofia Medieval - Reflexões turma 25MP

Filosofia Medieval

A filosofia medieval se desenvolveu durante a Idade Média na Europa, nos séculos V e XV. Durante esse tempo teve vários pensadores árabes, europeus e judeus. Um das características desse período foi o domínio da Igreja Romana sobre a Europa, organizando Cruzadas à Terra Santa, sagrando e coroando reis. Outra característica foi que a Filosofia Medieval passou a ser lecionada nas escolas, ficando conhecida pelo nome de Escolástica ( método de pensamento). 

Um dos Principais estágios da Filosofia Medieval:

·          Escolástica (século IX ao XIV)

Foi um movimento que pretendia usar os conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a revelação religiosa do cristianismo.  As ideias dos filósofos gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta fase. 
Os teólogos e filósofos começam a se preocupar em provar a existência da alma humana e de Deus.
Para os filósofos escolásticos a Igreja possuía um importante papel de conduzir os seres humanos à salvação.
Principais representantes: Anselmo de Cantuária, Albertus Magnus, São Tomás de Aquino, John Duns Scotus e Guilherme de Ockham.

Características e principais questões debatidas pelos filósofos:

- Relação entre razão e fé;
- Existência e natureza de Deus;
- Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;
- Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.

Principais obras filosóficas da Idade Média

- Cidade de Deus (Santo Agostinho)
- Confissões (Santo Agostinho)
- Suma Teológica (São Tomás de Aquino)


Eduarda e Julia Bertolini 





Filosofia medieval é o nome dado a filosofia da idade média, nos anos V e XV, por isso do nome medieval para se referir ao ano em que ela ocorreu.
Um grande fato característico da filosofia medieval foi a intervenção da igreja cristã nos princípios e ideais filosóficos, propriamente dita filosofia greco-romana, e nos setores do conhecimento humano predominantes na época. Assim se tornou banais doutrinas religiosas interferindo no aspecto filosófico da idade média.
Patrística:
O período patrístico que durou do século I d.c a VII d.c, ficou caracterizado pelos esforços dos apóstolos João e Paulo e dos primeiros padres da igreja para conseguir interligar a nova religião e o pensamento filosófico da época, que tinha o pensamento greco-romano como principal filosofia influenciadora até então.
Os nomes mais destacados deste período foram: Justino Mártis, Tertuliano, Clemente de Alexandria, Origenes, Gregorio de Nanzianzo, Basilio de Sezareia e Gregorio de Nissa.
Eles apenas não foram moldados para filosofia ocidental grega, cultura helênica como também foi educados no âmbito da filosofia religiosa, assim então, estavam dispostos a usar essa forma de pensamento para ajudar a proliferação da religião católica.
Escolástica:
A escolástica foi um movimento da época em que se difundia essa filosofia com a filosofia grega. Os principais filósofos gregos, Platão e Aristóteles, tinham grande papel em exercer em beneficio a igreja achar uma resposta para as crenças da mesma como a existência de Deus e a alma humana. Assim como de costume o intuito desse movimento era disseminar através da socialização dessas filosofias, buscando cada vez mais adeptos e seguidores desses princípios.

Lucas Fracasso e Liliana Scottá



FILOSOFIA MEDIEVAL

Durante a Idade Média, a filosofia medieval procurava encontrar uma sincronia entre o conhecimento clássico e o religioso, respondendo perguntas como a existência de Deus, a imortalidade da alma, etc.
Suas principais características eram: relação entre razão e fé, existência e natureza de Deus, fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana, individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.
A filosofia medieval teve uma grande importância sendo mesmo uma disciplina escolar chamada de Escolástica. Criou um novo método de discussão filosófica que consistia em apresentar uma tese baseando-se nas referências bíblicas.
Na Idade Média o poder da Igreja era muito grande e por isso ela tinha grande domínio em todas as áreas de conhecimento, sendo assim influenciou também na filosofia da época aproveitando-se dela.
Os filósofos que surgiram nessa época tiveram grande preocupação em discutir assuntos diretamente ligados ao desenvolvimento e à compreensão das doutrinas cristãs. Alguns acreditavam que fé e razão não podiam estar ligadas contradizendo a ideia de outros filósofos que acreditavam que poderiam encontrar respostas racionais para as indagações religiosas, os principais filósofos sendo:
SÃO TOMÁS DE AQUINO: No Concílio de Trento, a doutrina tomista ocupou lugar de honra e, a partir do papa Leão XIII, foi adotada como pensamento oficial da Igreja Católica.
O mérito da filosofia de Tomás de Aquino está exatamente em aliar o pensamento lógico e racional de raiz aristotélica com a fé cristã. Ela é por essência, a metafísica (uma das disciplinas da filosofia, ocupada com os princípios da realidade para além das ciências tradicionais (Física, Química, Biologia, Psicologia, etc)) a serviço da teologia (estudo sobre a divindade).
SANTO AGOSTINHO: Na juventude, detestava estudar grego. Desistiu do cargo de professor. A razão, para Agostinho serve de auxiliar da fé, esclarecendo e tornando inteligível aquilo que intuímos. Antes de Deus ter criado o mundo a partir do nada as Idéias eternas já existiam na sua mente. Deus é bondade pura. Assim apesar da humanidade ter sido amaldiçoada depois do pecado original, alguns alcançarão a verdade divina, a salvação. Durante um diálogo, Agostinho chega a conclusão que o mal não provém de Deus, mas sim do mau uso do livre arbítrio. Os órgãos sensoriais sentem a ação dos elementos exteriores, a alma não. Deus é a fonte dos conhecimentos perfeitos e não o homem. A experiência mística leva à iluminação divina. O amor de Deus é infinito. A graça e a liberdade complementam-se.
Na obra a Cidade de Deus, Agostinho faz oposição entre sensível e inteligível, alma e corpo, espírito e matéria, bem e mal e ser e não ser. Acrescenta a história à filosofia, interpretando a história da humanidade como o conflito entre a Cidade de Deus, inspirada no amor à Deus e nos valores que Cristo pregou, presentes na Igreja, e a Cidade humana, baseada nos valores imediatos e mundanos. Essas cidades estariam presentes na alma humana, e no final a Cidade de Deus triunfaria.


Gabriel Zaffari e Thaís Strapazzon






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