Pós-Modernidade
O
pós-modernismo pode ser definido como as características de natureza
sociocultural e estética, que marcam o capitalismo da era contemporânea,
designa-se a todas as profundas modificações que se desenrolam nas esferas
científica, artística e social, dos anos 50 até os dias atuais.
Este
movimento, que também pode ser chamado de pós-industrial ou financeiro,
predomina mundialmente desde o fim do Modernismo. Alguns pesquisadores, como o francês
Jean-François Lyotard, consideram que a Ciência perdeu muito de seu crédito
como geradora da verdade absoluta, portanto este processo contemporâneo é
qualificado igualmente como o sepulcro de todas as justificativas e assertivas
imperativas. Nada mais é certo, tudo é relativo e impreciso. Já o marxista
Fredric Jameson crê que este período histórico nada mais é que a terceira etapa
do capitalismo.
·
Paul-Michel
Foucault
A
princípio Foucault seguiu uma linha estruturalista, mas em obras como “Vigiar e
Punir” e “A História da Sexualidade”, ele é concebido como um
pós-estruturalista. A questão do ‘poder’ é amplamente discutida pelo filósofo,
mas não no seu sentido tradicional, inserido na esfera estatal ou
institucional, o que tornaria a concepção marxista de conquista do poder uma
mera utopia. Segundo ele, este conceito está entranhado em todas as instâncias
da vida e em cada pessoa, ninguém está a salvo dele. Assim, Michel considera o
poder como algo não só repressor, mas também criador de verdades e de saberes,
e onipresente no sujeito. Na sua produção acadêmica ele investiu contra a
psiquiatria e a psicanálise tradicionais.
A Genealogia do Poder:
A
palavra-chave que define o método genealógico de Foucault é o binômio: PODER –
SABER. Foucault busca, na sua genealogia, analisar o aparecimento dos saberes.
O
indivíduo é a resultante imediata das relações de poder. E não existem
sociedades livres das relações de poder supracitadas. Ainda em relação a esses
poderes, estes vão além das relações de poder legalmente instituídas, como a
Constituição e os demais atos normativos concernentes ao poder instituído
legalmente, expandindo tais relações aos processos subjacentes hierárquicos da
sociedade, como por exemplo, as relações médico-paciente, professor-aluno,
pais-prole, empregador-empregado, etc., todas heterogêneas e em constante
mutação.
Foucault
descreve todas as redes articuladas como sendo redes de micro poderes, que
atravessam toda a estrutura social.
Assim,
cabe afirmar que “o Poder” não existe, o que existe na realidade são as
relações de poder que são exercidas e que funcionam em uma espécie de rede.
Para
ilustrar, Foucault afirma, em Vigiar e Punir: “Ora, o estudo desta micro física
supõe que o poder nela exercido não seja concebido como uma propriedade, mas
como uma estratégia, que seus efeitos de dominação não sejam atribuídos a uma
‘apropriação’, mas a disposições, a manobras, a táticas, a técnicas, a
funcionamentos; que se desvende nele antes uma rede de relações sempre tensas,
sempre em atividade, que um privilégio que se pudesse deter; que se seja dado
como modelo antes a batalha perpétua que o contrato que faz uma cessão ou uma
conquista que se apodera de um domínio. Temos, em suma, de admitir que esse
poder se exerce mais do que se possui, que não é ‘privilégio’ adquirido ou
conservado da classe dominante, mas o efeito de conjunto de suas posições
estratégicas – efeito manifestado e às vezes reconduzido pela posição dos que
são dominados.”.
Nomes: Schayane,
Pamela e Enryco.
Nenhum comentário:
Postar um comentário