Filosofia
Pós-moderna
O conceito
pós-moderno é aplicado a pensadores que produziram uma reflexão marcada pela
crítica e pela descrença em relação ao projeto da modernidade. Pós-modernismo é
o nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde
1950. O pós-modernismo invadiu o cotidiano com a tecnologia eletrônica em massa
e individual, onde a saturação de informações, diversões e serviços.
O
pós-modernismo pode ser definido como as
características de natureza social, cultural e estética, que marcam o
capitalismo da era contemporânea .O Homem pós-moderno habita em um universo
imagético, repleto de signos e ícones, privilegiados em detrimento dos objetos.
É caracterizado pela avalanche recente de inovações tecnológicas, pela
subversão dos meios de comunicação e da informática, com a crescente influência
do universo virtual.
No ambiente pós-moderno à informação e à
comunicação, é o que representa a realidade para o homem, que vieram ampliar e
acelerar a circulação das mensagens através dos livros, jornais, cinema, rádio,
TV. Um traço comum entre os filósofos pós-modernos é a debilitação das
esperanças de compreensão e de transformação
conjunta da vida social. Em vista
do cenário de miséria, desigualdades sociais, guerras. Essa desesperança se
fortaleceu a partir do século XX, após os sinais do fracasso do socialismo.
A filosofia
pós-moderna analisou vários aspectos da vida social, principalmente os que tem
maior racionalização rumo ao controle
dos indivíduos, denunciando as formas de opressão que acontecem na sua vida
cotidiana.
Michel
Foucault
Michel
Foucault, nasceu em Poitiers, no dia 15 de outubro de 1926. Seus estudos sobre
o saber, o poder e o sujeito inovaram o campo reflexivo sobre estas questões.
Tudo que se concebia sobre estes temas em termos modernos é transgredido pelo
pensamento foucaultiano, o que levam muitos a considerarem o filósofo, a
despeito de sua própria auto opinião, um pós-moderno.
Suas teorias
abordam a relação entre poder e conhecimentoe como eles são usados como uma
forma de controle social por meio de instituições sociais. Embora muitas vezes
seja citado como um pós-estruturalista e pós-modernista, Foucault acabou
rejeitando essas etiquetas, preferindo classificar seu pensamento como uma história
crítica da modernidade. Seu pensamento foi muito influente tanto para grupos
acadêmicos, quanto para ativistas.
Entre suas
obras estão ainda “Nascimento da Clínica”, de 1963, “As Palavras e as Coisas”
de 1966, “Arqueologia do Saber” de 1969, “O Uso dos Prazeres” e “O Cuidado de
Si” de 1984, e seu livro “História da Sexualidade” que deixou inacabado. A
obra, inacabada, era um ambicioso projeto em que pretendia mostrar a forma como
a sociedade ocidental torna o sexo uma ferramenta de poder.
Segundo ele,
as sociedades modernas apresentam uma
nova organização do poder que se desenvolveu a partir do século XVIII. Nessa
nova organização, o poder não se concentra apenas na política mas nos vários
âmbitos da vida social.
A
microfísica do poder fala que o poder está em toda parte, não porque englobe
tudo e sim porque provém de todos os lugares . Seu objetivo foi colocar à
mostra estruturas veladas de poder, tendo Nietzsche por inspiração.
Foucault
acompanha a evolução dos mecanismos de controle social e de punição.
Caracteriza a sociedade contemporânea como uma sociedade disciplinar, na qual
prevalece a produção de práticas disciplinares de vigilância e controles
constante, que se estendem a todos os âmbitos da vida dos indivíduos.
O filósofo
francês Michel Foucault se interessava pelo “solo epistemológico moderno”, e
pertencia à epistemologia histórica que interroga o pensamento. Foucault apontava para a fabricação de uma
consciência e padrões únicos. Em sua filosofia, o sujeito não tem substância
essência, mas é desnudado em sua fabricação histórica.
Poder
Panóptico
Era um
projeto de prisão para reformar encarcerados. O filósofo Jeremy Bentham
concebeu pela primeira vez a ideia do panóptico. Para isto, estudou
“racionalmente”, em suas palavras, o sistema penitenciário.
O panóptico
automiza o poder ao infundir naquele que é observado uma sensação consciente de
uma vigilância permanente. O panotismo coloca em funcionamento uma forma de
disciplina diferente da chamada disciplina-bloco. Assim, sistemas de vigilância
observavam as pessoas. As autoridades passaram a acreditar que as pessoas só se
tornariam virtuosas pelo simples fato de serem vigiadas. O sistema de
vigilância foi desenvolvido primeiramente em setores que empregavam mulheres e
crianças.
Em sistemas
carcerários havia a torre que "vigiava" tudo, circularmente.
Para o
filósofo, a sociedade na qual vivemos é uma sociedade panóptica, nesse contexto
a ideia de que os indivíduos seriam mais produtivos se tratados de maneira
pacífica é projetada em todas as instituições existentes, criando um poder
disciplinar dentro de cada âmbito social, esse poder é exercido para conter as
pessoas, vigiá-las constantemente e por meio dele o saber é introduzido. O
conceito definidor da modernidade, segundo Foucault, é a disciplina – um
instrumento de dominação e controle designado a suprimir ou domesticar as
condutas divergentes.
A escola é uma das instituições de maior
importância segundo o filósofo, é uma das “instituições de sequestro”, como o
hospital, o quartel e a prisão. São locais onde os indivíduos são inseridos e
internados durante um tempo para que seus comportamentos e pensamentos sejam
formatados.
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